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MeuPROF

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A coluna MeuPROF apresenta professores e servidores do IFMS por meio de suas trajetórias, experiências, áreas de atuação e relações com a educação. Seu conteúdo reúne entrevistas e perfis que abordam formação acadêmica, pesquisas, ingresso na profissão, experiências universitárias, métodos de ensino, interesses pessoais e contribuições para a instituição. O formato mais frequente é a entrevista, organizada em perguntas e respostas, mas também pode incluir apresentações e perfis biográficos. Com uma linguagem informativa e próxima, a coluna busca tornar as histórias dos profissionais acessíveis aos estudantes. Dessa forma, aproxima a comunidade discente dos docentes, humaniza o ambiente escolar e apresenta diferentes caminhos de formação e atuação profissional.

Ed. 23 Aloir Dietz - A minha trajetória acadêmica começou — Ed. 23, p. 5

Aloir Dietz - A minha trajetória acadêmica começou com o curso técnico de magistério. Depois, eu fiz dois anos de superior de teologia e logo na sequência fiz filosofia, seguido de psicologia e, finalmente, o mestrado. Eu acho que todos esses conhecimentos me dão melhores condições para compreender o mundo, mas ainda são áreas limitadas. O mundo é muito mais complexo do que duas ou três áreas do conhecimento possam compreender. Eu tento usar todas elas para ajudar meus alunos e facilitar minha aula. Mas mesmo assim não deixa de ser um desafio trabalhar com pessoas, porque estamos realizando um processo em tentamos desacomodar as pessoas. E toda vez que tiramos alguém da zona de conforto, é como se tirássemos alguém da caverna do platão, já que essa pessoa vai se sentir incômoda ou até invadida no seu espaço. As pessoas nunca se sentem confortáveis no primeiro momento, mas depois começam a enxergar o mundo de maneira mais clara, de um ponto de vista diferente. Então eu tento utilizar essas áreas do conhecimento como instrumentos para o meu trabalho. É claro que, aqui no Instituto Federal, o meu foco é a filosofia, é nesse rumo que eu trabalho. VOX - Com a chegada do Setembro Amarelo, discursos de saúde mental e prevenção ao suicídio entram em destaque. Assim, qual o seu ponto de vista a respeito de uma rotina de estudos adequada e ao mesmo tempo manter-se saudável mentalmente? Aloir Dietz - Toda doença que surge, ela tem uma causa e muitas das doenças da ordem psicológica têm causas sociais. Por isso o planejamento que fazemos da nossa vida evita que nós adoecemos. E eu acredito que a filosofia pode ajudar as pessoas a refletirem sobre sua vida, buscar em sonhos, construir sentidos para a sua vida e, assim, prevenir toda a tentativa que seja prejudicar a própria vida. Essas situações mais radicais, mas também as situações menores, onde nós vamos nos destruindo, nos desvalorizando, não cuidando de nossa saúde mental, física, entre outras. Então, a filosofia, na medida que ela faz a gente questionar os nossos valores, coloca a responsabilidade, como Sartre nos fala, de que quem deve escolher sobre sua vida, sobre seu futuro é cada pessoa, porque cada pessoa é livre. Assim, acredito que a filosofia associada a um projeto de vida criativo, dinâmica, adaptado ao mundo, faz com que a gente evite tudo que o setembro amarelo é, mas independente disso, o setembro amarelo é um projeto muito interessante porque nós temos que todos nos comprometer com cuidado as pessoas, porque a questão de cair no momento da vida não é uma escolha nossa, ela acontece também. O desafio é achar um equilíbrio. A sociedade quer um ideal, só que esse ideal passa a ser sofrimento e não um processo de amadurecimento saudável e às vezes a pessoa cria até uma situação de trauma em relação a determinar o conhecimento porque não foi um processo natural, equilibrado, ponderado, etc. VOX - Nesse mês, dia 16 de agosto, foi dia do filósofo. Em homenagem a essa data, quão importante é, na visão do senhor, o ensino de filosofia nas escolas para a formação do estudante como sujeito social e crítico. Aloir Dietz - A história da sociedade ocidental mostra que a filosofia sempre exerceu um papel muito importante. Toda vez que a sociedade impõe sistemas radicais e fanáticos, automaticamente elimina a filosofia. A filosofia trabalha e desafia as pessoas a usarem a sua razão, as justificativas, apresentarem argumentos racionais para as coisas, e, com isso, levar um processo de consciência. A consciência chama também a liberdade e a responsabilidade. Então, esse papel da filosofia é fundamental, pois quem não tem consciência de si, do seu mundo é facilmente manipulável e facilmente faz escolhas que se acabam tornando prejudiciais para si mesmo. Para mim, a filosofia tem um papel central,apesar da sociedade, no último tempo, ter falado mal da filosofia, ter tentado perseguir os professores de filosofia, VOX - Nós sabemos que você fez dois cursos no ensino superior: filosofia e psicologia. Como essa carga de conhecimento influencia no seu cotidiano profissional? O que desses cursos você aplica ou percebe nas suas aulas aqui no IFMS? entendo que o papel da filosofia, não está numa coisa prática, não é um produto, mas tem um papel de conscientização, de chamar para responsabilidade e principalmente para a consciência crítica.

Ed. 23 Conheça a trajetória do professor Aloir: sua relação com a Filosofia e as experiências que marcaDe formação à sala de aula: os — Ed. 23, p. 4

Conheça a trajetória do professor Aloir: sua relação com a Filosofia e as experiências que marcaDe formação à sala de aula: os caminhos que construíram sua trajetória profissional VOX - Há quanto tempo o senhor ministra aulas aqui no IFMS? Qual seu principal objetivo quando se fala de ensinar e quais são suas expectativas em relação aos estudantes depois de assistirem a uma aula sua? Você espera que eles saiam apenas sabendo o conteúdo, que saiam influenciados, reflexivos. Aloir Dietz - Eu trabalho na Rede Federal de ensino desde 2013. Já trabalhei no Instituto Federal do Acre e no de Alagoas e nos últimos 5 anos eu trabalho aqui no IFMS, em Campo Grande. Bom, é sempre um grande desafio estar em uma sala de aula que possui uma ampla diversidade cultural. O primeiro objetivo sempre é passar os conteúdos previstos, que estão nas ementas. Esses conteúdos não fazem parte da minha escolha, são programados nas ementas dos cursos. Precisamos ver esses conteúdos, pois fazem parte dos conhecimentos básicos sobre história e cultura para a vida de qualquer cidadão. Um dos meus objetivos ao ministrar minhas aulas é que o estudante seja crítico na sociedade que ele vive; crítico com sua vida, com as instituições. Eu espero que o meu discente saiba observar em que situação e em que contexto está vivendo, e, com isso, possa fazer boas escolhas e bons projetos de vida; para que no futuro seja um cidadão ou uma cidadã competente, criativa, e, principalmente, que possa seguir um caminho feliz. Digo isso porque eu não entendo que alguém possa chegar à felicidade - a Eudaimonia, segundo Aristóteles - sem ter uma consciência crítica e se autoconhecer, saber o que sente e o que deseja. Simplesmente deixar a vida acontecer, no meu entender, não leva à felicidade. Então eu espero que meus alunos sejam muito críticos e quando tiverem opiniões diferentes das minhas, saibam justificá-las. Isso é importante principalmente nesse mundo que VOX - Por que o senhor decidiu fazer filosofia e psicologia? Como surgiu seu interesse por esses cursos? Com qual o senhor mais se identificou? Aloir Dietz - Quando eu estava no ensino médio, eu gostava muito de filosofia. Eu tinha um professor com quem eu me identificava muito e gostava bastante dele. Além disso, a instituição que eu fazia parte, que era a Rede La Salle de Ensino, tinha um processo de formação com base na filosofia. Então estudar filosofia ocupava parte da minha vida escolar. Eu gostava muito e acabei me apaixonando pela filosofia. Esse foi o motivo de eu ter buscado filosofia e de ter escolhido esse curso. Já a psicologia foi em um momento seguinte, quando trabalhava com um grupo de jovens. Eu sentia que existiam aspectos afetivos e emocionais que precisava trabalhar com eles, mas não tinha os instrumentos para isso. Depois de ter feito essas duas faculdades, sinto que a psicologia e filosofia se aproximam, se conectam e as duas me ajudaram muito no meu trabalho e na minha vida. Atualmente a que mais me identifico é a filosofia, porque é com ela que eu mais me envolvo, pois em muitos dos questionamentos dos alunos, uso a história da filosofia para tentar compreender e responder a eles. Eu amo a filosofia e eu acredito que nós conseguimos dar uma pitadinha de contribuição para o mundo com a filosofia. nós vivemos, com muitas inovações, novas tecnologias, novas culturas, novos valores. Com isso, podemos até viver, mas viveremos em uma realidade a parte do nosso atual mundo tecnológico, que é um mundo que implica melhores condições de trabalho e de vida, afinal, todos que vivem nesse mundo são seres humanos que compreendem o contexto onde estão inseridos.

Ed. 22 VOX - Quais Eram suas expectativas em relação ao JIFMS e como foi participar de toda a organização — Ed. 22, p. 7

VOX - Quais Eram suas expectativas em relação ao JIFMS e como foi participar de toda a organização do evento? M.O - Falar sobre o JIFMS é falar sobre a nossa área de atuação. Há 14 anos trabalhamos com os jogos estudantis, independentemente de estarmos mais ligados ao esporte competitivo ou à Educação Física escolar. Os jogos vão além das aulas: são eventos construídos por profissionais da Educação Física e preparados especialmente para os estudantes-atletas dos dez campi do IFMS. Por isso, a expectativa em relação ao evento sempre é muito alta. Além de professora, sempre tive grande afinidade com a organização de eventos. Durante quatro anos, fui coordenadora de eventos no Campus Coxim e participei da realização de diversas atividades institucionais. Assim, embora minha participação na organização do JIFMS em Campo Grande tenha sido uma novidade para muitos, trata-se de uma área com a qual tenho bastante experiência e que gosto muito de desenvolver. Ao lado do professor Paulo e de toda a equipe envolvida, trabalhamos em uma organização tanto institucional quanto estadual. Nosso objetivo era superar os desafios encontrados e oferecer a melhor experiência possível aos estudantes. Para isso, construímos parcerias inéditas e buscamos alternativas que fortalecem a estrutura do evento. Uma dessas conquistas foi a parceria com o FUNDESPORTE, que possibilitou o apoio com ambulâncias durante os jogos. Esse suporte foi fundamental, pois um evento da dimensão do JIFMS exige atenção especial à saúde e à segurança dos participantes. Em cada quadra havia profissionais da enfermagem e monitores preparados para prestar atendimento quando necessário. Além disso, aspectos como alimentação, transporte, hospedagem e logística foram cuidadosamente planejados. Cada detalhe contribuiu para que conseguíssemos atingir e até superar as expectativas iniciais. Acredito que esta edição elevou o nível de organização do evento. Entre os professores da área, costumamos dizer que “aumentamos o sarrafo”, ou seja, estabelecemos um novo padrão para as próximas edições. Agora, o desafio será manter e ampliar essas parcerias em conjunto com os demais campi do estado. Os trabalhos, inclusive, continuam. Após a etapa estadual, as equipes campeãs são classificadas para a etapa regional, que acontecerá em Barra do Garças (MT). Cerca de 105 estudantes e cinco servidores representarão o IFMS nessa fase. Posteriormente, os classificados seguem para a etapa nacional. Nossa expectativa é superar os resultados do ano passado, quando cerca de 40 participantes representaram a instituição na etapa nacional. Isso demonstra o crescimento do esporte dentro do IFMS e o comprometimento de estudantes, professores e servidores envolvidos nesse processo. Por trás de cada medalha existe o trabalho de muitos profissionais que dedicam tempo, esforço e até momentos de convivência familiar, para oferecer aos estudantes oportunidades de crescimento dentro e fora das quadras. VOX - Qual é a importância do esporte na vida dos jovens? A senhora considera necessária a realização de eventos como o JIFMS? M.O. - Acredito que seja importante fazer uma distinção entre esporte e atividade física. Como professora da área da saúde, considero que toda pessoa interessada em seguir um esporte precisa estar disposta a se dedicar. O esporte exige compromisso, treino, repetição e superação. Só conseguimos evoluir quando estudamos, nos empenhamos e mantemos a disciplina necessária para alcançar nossos objetivos. Por isso, meu principal conselho é que os jovens encontrem tempo para se dedicar ao próprio bem-estar. Muitas vezes passamos horas em frente às telas, seja no celular, nos videogames ou em outras atividades digitais. Eu mesma tenho um filho adolescente e percebo como isso faz parte da realidade dos jovens atualmente. No entanto, acredito que parte desse tempo poderia ser direcionada para a prática de atividades físicas, seja em uma academia, na natação, nas lutas ou em qualquer outra modalidade que desperte interesse. Conciliar esporte, atividade física, estudos e outras responsabilidades é possível. Na verdade, muitas vezes a prática regular ajuda justamente na organização da rotina. Quando estamos envolvidos com uma atividade física, desenvolvemos disciplina e aprendemos a administrar melhor o tempo, o que facilita o equilíbrio entre as diferentes tarefas do dia a dia. Também acredito que crianças e jovens que praticam atividade física regularmente têm maiores chances de se tornar adultos com melhor qualidade de vida e saúde mental. Quando falamos em qualidade de vida, não estamos nos referindo apenas a ter uma boa condição financeira ou acesso a bens materiais. De nada adianta conquistar essas coisas se não tivermos saúde para aproveitá-las. E o mais importante, dar o primeiro passo é compreender que cuidar do corpo e da mente é um investimento para toda a vida. M.O - Acredito que o esporte seja um diferencial na vida de muitos estudantes. Embora existam poucas vagas para participação no JIFMS, aqueles que conseguem integrar as equipes encontram oportunidades importantes de desenvolvimento pessoal, acadêmico e profissional. Muitos estudantes direcionam seus projetos de vida para áreas relacionadas ao curso técnico que realizam. Outros, porém, descobrem oportunidades por meio do esporte e acabam encontrando nele uma vocação profissional. Temos diversos exemplos de estudantes que seguiram carreira na Educação Física e até retornaram ao campus como estagiários durante os jogos. Por isso, acredito que o esporte pode representar um primeiro passo na escolha da futura profissão de muitos jovens. Também considero essencial a existência de eventos como o JIFMS. Trata-se de uma iniciativa que integra toda a Rede Federal, promovendo intercâmbio, convivência e desenvolvimento entre estudantes de diferentes regiões. Ao mesmo tempo, acredito que precisamos fortalecer outras competições internas, como os interclasses e os intercursos. Esses eventos ampliam a participação estudantil e permitem que mais jovens tenham acesso às experiências proporcionadas pelo esporte. Hoje temos diversas equipes esportivas dentro do campus, especialmente no futsal, o que torna a organização e o acompanhamento das competições mais desafiadoras. Por isso, defendo a criação de campeonatos internos de longa duração, semelhantes aos campeonatos nacionais, que aconteçam ao longo de todo o semestre. Além de estimular a participação dos estudantes, esses torneios poderiam contribuir para a seleção de atletas que representarão a instituição em eventos como o JIFMS. Acredito que a escola deve continuar promovendo e fortalecendo o esporte em todas as modalidades, oferecendo opor- VOX - Que recado a senhora gostaria de deixar para os jovens que praticam ou pretendem praticar algum esporte? É possível conciliar o esporte com a rotina de estudos e outras atividades? E quais seriam suas dicas para quem busca mais qualidade de vida por meio da atividade física? Entre todas as modalidades que pratiquei, a capoeira foi a que mais despertou minha afinidade e continua sendo muito importante na minha trajetória. Comecei na capoeira regional e me identificava especialmente com a parte das acrobacias. Até hoje, a capoeira faz parte das aulas que ministro no quinto semestre. Foi também por meio da capoeira que conheci outras modalidades de luta, como o Muay Thai e o Jiu-Jitsu, pelas quais desenvolvi grande interesse. Atualmente, aos 44 anos, convivendo com algumas lesões e com a fibromialgia, a musculação tornou-se minha principal aliada para a manutenção da saúde e da qualidade de vida. Gosto muito de musculação e, sempre que possível, também pratico Muay Thai ou Boxe. Embora nem sempre consiga manter uma rotina constante devido aos compromissos do dia a dia, as lutas continuam fazendo parte da minha vida e seguem sendo atividades pelas quais tenho grande apreço.

Ed. 22 Há mais de 14 anos no IFMS, a professora Mariana de Oliveira é uma — Ed. 22, p. 6

Há mais de 14 anos no IFMS, a professora Mariana de Oliveira é uma das referências da Educação Física no campus Campo Grande. Mestre pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional, ela construiu sua trajetória unindo ensino, pesquisa e extensão. Sua atuação envolve temas como saúde, qualidade de vida, esporte educacional, saúde mental de adolescentes e educação ambiental. Além da sala de aula, a nossa professora Mariana é reconhecida por seu envolvimento com os Jogos do IFMS (JIFMS), evento que ajudou a organizar e fortalecer ao longo dos anos, atuando na coordenação, treinamento de equipes e organização das competições. Seu trabalho contribui para que o esporte seja não apenas uma atividade física, mas também uma oportunidade de integração, convivência e desenvolvimento dos estudantes dentro da comunidade acadêmica. QUANDO O JOGO ENSINA: A EXPERIÊNCIA DA PROFª MARIANA ALÉM DOS TREINOS A VIDA DE MARIANA FORA DE QUADRA Mariana Oliveira - Sou formada em bacharelado e licenciatura em Educação Física. Durante minha formação, sempre imaginei que trabalharia em academias, com reabilitação física, esporte ou na área da nutrição, já que meu mestrado também é voltado para a relação entre exercício físico e nutrição. Em 2010, engravidei e, nesse período, foram abertos concursos para os Institutos Federais. Como eu já tinha concluído meu mestrado, havia uma boa possibilidade de ingressar na carreira docente. Quando meu filho nasceu, em 2012, fui convocada para assumir o cargo de professora no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), no Campus Coxim. Curiosamente, só descobri que seguiria a área da Educação Física escolar quando fui aprovada no concurso. Até então, nunca havia pensado em atuar no Ensino Médio. Durante o mestrado, desenvolvi pesquisas relacionadas à fisiologia do exercício e à nutrição, e acreditava que trabalharia em laboratórios ou seguiria carreira universitária. No entanto, quando ingressei no Instituto Federal, me apaixonei pela educação e pelo ambiente escolar. Desde então, dedico-me de corpo e alma à profissão. VOX - A senhora participa ou já participou de algum esporte? Poderia nos contar um pouco sobre essa trajetória, como surgiu o interesse e o que a motivou a continuar? E, na época do ensino médio, qual era o seu esporte favorito? M.O - Para quem me conhece bem, sabe que eu sempre fui uma pessoa muito ativa. Durante a infância e a adolescência, pratiquei diversas modalidades, como natação, corrida, futsal, futebol de areia, capoeira, basquete e handebol. Meus pais sempre me incentivaram a participar de diferentes atividades, então eu experimentava um pouco de tudo. Apesar disso, nunca fui atleta de alto rendimento. Minha relação com o esporte sempre esteve mais ligada à participação e ao bem-estar do que à competição. Por isso, meu olhar para o esporte está muito mais associado à promoção da saúde do que apenas à busca por resultados competitivos. Eventos como o JIFMS envolvem o esporte de alto rendimento, mas nós, professores de Educação Física, trabalhamos tanto a dimensão competitiva quanto a educativa. Nosso papel vai além da preparação para competições; buscamos contribuir para a formação integral dos estudantes. Ao mesmo tempo em que o esporte é extremamente importante, ele também pode apresentar um caráter excludente. Nem todos os estudantes conseguem participar de campeonatos como o JIFMS. Em um universo de aproximadamente dois mil estudantes, por exemplo, apenas cerca de trinta vagas são destinadas aos atletas que representam a instituição. Por outro lado, a participação nos treinamentos proporciona benefícios significativos. O estudante-atleta desenvolve disciplina, responsabilidade e comprometimento, características que frequentemente se refletem em seu desempenho acadêmico. Muitos conseguem manter bons resultados escolares e até acessar programas como a Bolsa Atleta, que também considera o rendimento educacional. Diante disso, acredito que o esporte desempenha um papel fundamental na permanência e no êxito dos estudantes dentro da escola. Muitos jovens escolhem ingressar no Instituto Federal justamente pelas oportunidades oferecidas em todas as etapas dos jogos estudantis. Nosso objetivo é que, além de atletas, esses estudantes se tornem cidadãos comprometidos, bons alunos e pessoas com uma melhor qualidade de vida e saúde. VOX - Houve algum esporte ao qual a senhora se dedicou mais ou sempre praticou um pouco de tudo? M.O - Nunca tive um compromisso voltado para a competição. Eu treinava e participava das atividades, mas não era uma pessoa motivada pela disputa. Os professores costumavam me chamar quando precisavam de alguém para compor as equipes, porque eu praticava diferentes modalidades, mas a competição nunca foi o que mais me atraía. A única modalidade em que competi foi a natação e, ainda assim, por pouco tempo. Sempre gostei mais da participação do que da busca por resultados. Lembro que, quando surgiam grupos muito fortes e outros mais fracos, eu não gostava dessa divisão. Como jogava relativamente bem, muitas vezes saía do grupo mais forte para jogar com quem estava sendo deixado de lado. Essa visão me acompanha até hoje. Para mim, o esporte deve promover participação e inclusão. Prefiro ver as pessoas integradas do que excluídas. Infelizmente, em alguns momentos, o esporte pode se tornar excludente, principalmente quando apenas os mais habilidosos recebem espaço ou oportunidades. Sempre procurei agir de forma diferente, valorizando a participação de todos. VOX - Quando a senhora descobriu que queria ministrar aulas de Educação Física? Como isso começou e como foi sua jornada até se tornar professora aqui no IFMS? Acervo Pessoal equipe VOX

Ed. 21 VOX - Quando que a senhora começou a se interessar pela área das — Ed. 21, p. 7

VOX - Quando que a senhora começou a se interessar pela área das ciências exatas, mais especificamente pelo estudo da física? E nos conte um pouco sobre sua jornada acadêmica. Como foi esse percurso e quais foram os desafios enfrentados, principalmente por ser uma mulher no curso de física? Simone Marques sob diferentes ópticas Você sabe qual é o ramo da física preferido de Simone Marques? A MELcânica, você conhece? Quando se pensa em física, logo vem na lembrança sentimentos como depressão, pânico, dp, tremedeira e taquicardia, mas quando você conhece a professora Simone Marques, sua vida muda! Essa professora é uma profissional muito querida na nossa instituição e saber mais sobre ela, foi emocionante. Sabemos, por exemplo, que ela mima os estudantes com arroz doce que ela faz. Já pensou no final do semestre compartilhar essa gostosura feita por sua professora? Além disso, sabemos que ela gosta muito de mel e que nasceu do sul do nosso país. E vocês acreditam que ela já morou em outro país? A professora Simone já morou na Austrália, isso não é incrível?! Importante lembrar também que ela participou da fundação da nossa instituição, tendo já 15 anos de IFMS! Imaginem quantas histórias ela têm para nos contar! Bem, venha conferir as vivências de Simone Marques nessa edição do MeuPROF. S.M. - Eu não comecei logo no primeiro ano em que o instituto foi aberto, mas em seguida. Então eu comecei a ministrar as aulas quando o IFMS ainda ficava na Rua Júlio de Castilho. Logo depois mudamos para o Colégio Latino e, finalmente, viemos para onde estamos até hoje. Então foram várias etapas até chegarmos aqui, mas o Instituto Federal sempre foi a escola em que eu queria trabalhar e vejo uma melhora a cada ano. Quando surgiram os institutos, aí então realmente me interessei e fiz o concurso. Era onde eu realmente gostaria de atuar. E deixei de trabalhar no Estado, onde eu já era professora. Na minha opinião, aqui sempre foi um dos melhores lugares, principalmente por essa questão de que além das aulas, os estudantes também possuem acesso às permanências, o que eu acho que é um ganho muito alto para eles. Existem algumas escolas particulares que oferecem aulas de reforço, mas geralmente o estudante precisa pagar por elas. Já aqui no IFMS é diferente, nós temos uma disponibilidade maior para essa parte de tirar dúvidas e acho que isso nos aproxima do estudante. Claro que nem todo estudante vai ter um interesse por esse tipo de acompanhamento, mas acho que de qualquer forma essa ferramenta didática é uma ótima oportunidade para eles. VOX - Considerando os anos vividos como professora, nos conte um evento em sala de aula que marcou sua trajetória docente. E para finalizarmos, o que diria aos estudantes do campus CG. S.M. - Um evento que marcou minha trajetória profissional foi a passagem do cometa Halley, que chegou bem próximo a Terra. Na época, todos comentavam sobre, todo mundo queria ver. Na Universidade Federal de Rio Grande do Sul, onde eu estudava, foram promovidas diferentes pesquisas sobre o assunto: realizamos maquetes e experimentos diversos. Esse evento foi muito legal e importante para mim, pois foi quando eu percebi que queria trabalhar com o ensino e com estudantes, onde eu me encontrei profissionalmente. Já o episódio que mais me afetou pessoalmente foi uma vez em que uma estudante me entregou uma carta no final do curso. Nessa carta, ela escreveu coisas incríveis, ressaltando como eu havia sido importante para ela, me lembrando de assuntos que comentei em sala e atitudes que tive. O que mais me chocou foi a estudante sentir a necessidade de me escrever, mesmo que nós não tivéssemos uma amizade, condição que me fez perceber o quanto que nós professores podemos marcar a trajetória de alguém, seja de forma positiva ou negativa, e a responsabilidade que temos diante disso. Acredito que temos sempre que tomar cuidado com nossas atitudes em sala e policiar nosso temperamento, visando impactar a vida de nossos alunos positivamente. A mensagem que eu gostaria de passar para os estudantes é de estudar muito bem as suas possibilidades de carreira. É importante que você goste da profissão que pensa em seguir, mas também que você consiga se imaginar atuando na área, filtrando assim seus interesses. Eu, pelo menos, não me arrependo de minhas escolhas e hoje sei que estou onde eu devia estar, fazendo o que gosto de fazer. VOX - Sabemos que sua história no IFMS se mistura, também, com a criação do campus CG. Como é viver essa história e como essa trajetória, dentro IFMSCG, faz a diferença para a senhora como professora? VOX - Quando surgiu o interesse por atuar nas salas de aula e o quão satisfeita a senhora se sente por essa escolha? Sua situação atualmente é diferente da que se encontrava no início de sua carreira? S.M. - O interesse surgiu durante a faculdade. No começo, durante o curso de Ciências, eu não tinha certeza se faria a licenciatura ou iria para o bacharelado. Porém, quando entrei no curso de Física, tive que decidir durante o primeiro ano entre as áreas de ensino ou pesquisa, pois as disciplinas eram diferentes a partir desse período. Foi então que eu comecei a me interessar mais pela área de educação e optei pela licenciatura. Entretanto, minha escolha não me impediu de participar de diferentes grupos de estudo e pesquisa. A minha situação atual é bem diferente do início da minha carreira, pois no começo eu sentia mais insegurança ao ministrar as aulas, apesar de eu reconhecer que, mesmo depois de anos de atuação, nós professores estamos sempre aprendendo a partir da interação com os alunos e colegas de profissão. Acredito que a troca entre aluno e professor é o que torna uma aula interessante, pois traz para discussão as diferentes perspectivas de cada um sobre o tema. Por isso, sempre gosto de perguntar e buscar a atenção da turma durante minhas aulas. Hoje em dia, já sinto mais segurança ao ensinar. Não tenho medo de falar em público,mas ainda fico nervosa ao dar aula para grandes grupos. Simone Marques - No começo, eu não pensava em fazer Física, pois não gostava muito da matéria durante o Ensino Médio, mas sempre tive interesse em matemática e na área de Exatas. Acredito que nós tendemos para as matérias, os assuntos, no caso, que vamos melhor, por isso, já pensava em cursar essa área. Mas quando eu fui fazer o curso pré-vestibular, eu acabei indo para a área de Ciências, pois eu tinha uma professora de Física que eu adorava. Então, eu comecei... Antes de fazer Física, eu fiz Ciências, que era uma licenciatura curta de dois anos e meio que preparava para Física, Química, Biologia e Matemática. Depois dessa licenciatura que fui me aprofundar na área da Física. Comecei a gostar e logo no início do curso, eu já comecei a ministrar aula, porque a falta de professores de Física sempre é grande, o que facilitou minha inserção nas salas de aula, onde eu estou até hoje. Na licenciatura curta de Ciências tinha muita gente, porém, na turma de Física, tinham pouquíssimos estudantes. A minha turma tinha muitas mulheres, em sua maioria interessadas em licenciatura, mas, normalmente, os cursos de exatas têm mais homens. Do meu grupo, imagino que apenas duas, eu e mais uma, que seguimos na área, as outras acabaram mudando de curso. Como eu fui para a licenciatura, acabei não enfrentando muita dificuldade por ser mulher, porque a falta de professores de Física fazia com que não levassem em consideração o nosso gênero. Eu, muitas vezes, não tive professor da área, tendo que professores de outras especialidades dessem aula dessa matéria. Então, quando aparecia um professor de Física, ele conseguia facilmente o emprego, tendo mais oportunidades do que em outros ramos para dar aula. Mas acredito que, se eu tivesse ido para o bacharelado e para a área de pesquisa, é bem provável que eu passasse por mais dificuldade como mulher.

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O poder da educação nas mãos de uma mulher: uma trajetória que transforma vidas Em cada sala de aula, existem professores que ensinam conteúdos e aqueles que deixam marcas permanentes. Ana Navarrete é uma dessas pessoas. Formada em Química Licenciatura pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, com especialização em Educação e mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional, ela construiu uma trajetória inspiradora dentro da ciência e da educação. Atualmente professora no IFMS, Ana representa não apenas o compromisso com o conhecimento, mas também a presença feminina em espaços fundamentais para a construção do futuro. Neste Mês das Mulheres, sua história nos convida a refletir sobre o papel das educadoras que, todos os dias, transformam vidas por meio do ensino. VOX - O que motivou a senhora a escolher a Química como área de formação e, posteriormente, a docência como profissão? ANA NAVARRETE – “Sempre gostei muito da área de ciências, especialmente química, biologia e matemática, mas a química era a que mais me interessava. Quando tinha 17 anos, meu pai faleceu e precisei trabalhar para ajudar minha mãe, o que me fez buscar um curso noturno em uma universidade federal. Entre as opções disponíveis, escolhi Química por ser a área de que eu mais gostava. Assim surgiu essa oportunidade, que abracei e transformei na minha profissão, com muito amor e dedicação.” A.N - “Sim, porque eu fiz o mestrado na área de meio ambiente e produtos naturais. Então, é muito importante desenvolver essa consciência ambiental, ainda mais diante da situação que vivemos hoje no planeta. É necessário ter uma visão mais consciente, equilibrada e holística. Além disso, procuro transmitir essa visão para os estudantes por meio dos projetos que desenvolvo. Um desses projetos é o de sabonetes artesanais fitoterápicos, que utiliza plantas VOX - Como o mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional influenciou sua forma de enxergar a Química e o mundo? VOX - Para a senhora, qual é a importância de ter mulheres como referência dentro da ciência e das salas de aula? “Ah, eu acho muito importante a visão da mulher, porque é uma visão mais ampla dos acontecimentos e mais dedicada ao bem-estar dos estudantes. Também envolve ser mais persistente e ajudar a quebrar preconceitos, já que, por muito tempo, tudo era dominado pelos homens. Eu lembro até de uma história da faculdade sobre a Marie, que foi uma das primeiras cientistas a trabalhar com radioatividade. Ela era um gênio. Se você assistir ao filme sobre a vida dela, vai ver que muitas vezes ela não podia ter o próprio nome reconhecido em seus trabalhos, porque, naquela época, só tinha valor se estivesse no nome de um homem. Olha que situação! Graças a Deus, hoje chegamos a um momento em que as mulheres podem ocupar posições de destaque, participar da pesquisa científica e ter mais reconhecimento. Isso é uma forma de justiça histórica, que também ajuda a inspirar novas gerações, enriquecer a produção científica e promover mais igualdade e oportunidades, coisas que antes nós não tínhamos.” VOX - Conte para nós um fato inusitado que vivenciou durante sua carreira acadêmica. A.N – “Quando me formei, saí do banco onde trabalhava para me dedicar à docência. Trabalhei em escolas particulares e na rede estadual até conquistar uma grande realização: passar no concurso do Instituto Federal. Um momento marcante da minha carreira foi apresentar um trabalho desenvolvido aqui no Instituto em Barcelona, na Espanha. O projeto recebeu o primeiro lugar entre os trabalhos estrangeiros e ainda nos rendeu uma credencial para apresentá-lo no Peru. Além disso, desenvolvi projetos na instituição, como o de sabonetes artesanais fitoterápicos, no qual aplico o que aprendi no mestrado e compartilho conhecimento com os estudantes.” naturais e produtos que não agridem o meio ambiente. A ideia é incentivar cosméticos e práticas mais naturais, que causem menos impacto ambiental. Porque, se cada pessoa tiver consciência sobre aquilo que utiliza no dia a dia, isso já faz muita diferença para o meio ambiente. ” VOX - Que mensagem a senhora deixaria para meninas que sonham em seguir carreira na ciência ou em qualquer outra área? A.N - “ Estudar, estudar e estudar. O estudo é a única maneira de você mudar a sua vida. Não é casamento, não é outra pessoa. É construir para si mesma uma carreira e isso não tem preço. Tudo o que você conquista com as suas próprias forças e com a sua dedicação torna o gosto da vitória ainda melhor.”

Ed. 19 VOX – Como você vê o impacto que atividades — Ed. 19, p. 5

VOX – Como você vê o impacto que atividades científicas, feiras e iniciativas estudantis podem ter na formação dos alunos, mesmo quando o professor não está diretamente envolvido em projetos? M.M - “Vejo essas atividades como fundamentais para a formação dos alunos, mesmo quando o professor não está diretamente envolvido. Feiras, iniciativas estudantis e ações científicas ampliam a autonomia, estimulam a curiosidade, fortalecem a criatividade e desenvolvem habilidades socioemocionais. Elas mostram ao estudante que a ciência também nasce da iniciativa própria, da colaboração e do protagonismo … M.M - “Eu diria aos alunos que mantenham a curiosidade viva e não tenham medo de fazer perguntas. A Química e as ciências se constroem no detalhe, na observação e na persistência. Busquem boas bases, valorizem o estudo diário e aproveitem cada oportunidade de prática — seja em laboratório, seja em projetos ou iniciação científica. O IFMS oferece oportunidades para que seus alunos possam se descobrir seja no ensino, pesquisa ou extensão. Aproveitem! E, acima de tudo, tenham paciência consigo mesmos: aprender ciência é um processo, e quem segue com dedicação e amor pelo conhecimento sempre encontra seu caminho.” VOX – Que conselho você daria aos estudantes que desejam seguir carreira na área da Química ou aprofundar seus estudos nas ciências? - Procuro sempre ser o professor que ensina Química com zelo, carinho, amizade e acolhimento, mas que também estimula o lado humano em um mundo cheio de adversidades. É muito significativo para mim quando percebo que, além de compreenderem os conteúdos, os alunos saem das minhas aulas mais confiantes, mais críticos, mais sensíveis e mais preparados para enfrentar desafios. Em resumo, meu maior orgulho é saber que, por meio da docência e da pesquisa, tenho ajudado a transformar vidas — e isso reafirma todos os dias o sentido da minha profissão.” VOX – Você tem interesse em desenvolver algum projeto na área da Química dentro do IFMS? Se sim, que tipo de tema ou problema você gostaria de explorar? M.M - “Sim. Para 2026, pretendo desenvolver no IFMS o projeto “Fitogel didático incorporado com óleos essenciais de gengibre e alecrim-do-campo: Química, Biodiversidade e Ensino Científico no IFMS”. A ideia é produzir um fitogel natural massageador contendo óleos essenciais de plantas do Cerrado, permitindo que os estudantes explorem conceitos de extração, caracterização de compostos orgânicos, química verde e materiais poliméricos. O projeto integra ciência, biodiversidade regional e práticas de laboratório, além de estimular fortemente a iniciação científica no ensino médio — algo central na missão dos Institutos Federais. Meu objetivo é aproximar os estudantes da pesquisa e mostrar como a Química pode ser contextualizada, prática e socialmente relevante.” - valores essenciais para a formação integral e muito alinhados à missão dos Institutos Federais. Na minha concepção, o aluno é sempre o protagonista! Como professor e servidor público, meu compromisso é criar condições para que cada estudante cresça e alcance o melhor que puder ser.”

Ed. 19 Se você já passou pelos corredores do IF e ouviu alguém — Ed. 19, p. 4

Se você já passou pelos corredores do IF e ouviu alguém falando apaixonadamente sobre química, provavelmente já encontrou o professor Mayker. Conhecido por sua didática clara e envolvente, ele transforma dúvida em curiosidade. Nesta matéria, conhecemos um pouco mais sobre sua visão e seu jeito de ensinar. VOX – O que te motivou a seguir a carreira na área da Química e, posteriormente, na docência dentro do IFMS? MAYKER MIRANDA – “Costumo dizer que a Química me escolheu no terceiro ano do ensino médio. Foi nesse momento que uma professora, por meio de uma transposição didática inspiradora, despertou em mim um encantamento pela área — a ponto de eu deixar de lado o antigo sonho de ser dentista. Ingressei no curso de Química da UFMT, em Cuiabá, e ali confirmei minha vocação tanto para o ensino quanto para a pesquisa em produtos naturais. Segui minha formação com mestrado e doutorado em Química na UFMS, período em que também percebi que Campo Grande era o lugar onde eu gostaria de construir minha vida profissional e pessoal. Em 2013, fui aprovado em concurso para professor efetivo do Estado e atuei até 2015 na Escola Estadual José Barbosa Rodrigues, experiência extremamente marcante. Em junho de 2015, após nova aprovação em concurso, ingressei no IF Goiano – Campus Rio Verde, minha porta de entrada para a docência no setor público federal. Em 2025, por meio de redistribuição, realizei o desejo de retornar a Campo Grande, agora como professor e pesquisador efetivo do IFMS – Campus Campo Grande. Sinto que, desta forma, posso retribuir à sociedade sul-mato-grossense — e especialmente aos meus alunos — todo o cuidado, as oportunidades e a formação que recebi ao longo dessa trajetória.” VOX – Como você enxerga o papel do professor na formação dos estudantes, especialmente em cursos técnicos que envolvem ciência, laboratório e prática profissional? M.M - “Enxergo o professor como um agente formador integral, especialmente em cursos técnicos que envolvem ciência e prática de laboratório. Mais do que transmitir conteúdos, o professor precisa criar condições para que o estudante desenvolva autonomia, pensamento crítico e responsabilidade ética — competências que são indispensáveis na atuação profissional. No contexto técnico, o papel do professor é também o de mediador entre teoria e prática. Isso significa orientar o estudante para que compreenda não apenas o que fazer no laboratório, mas por que e como fazer de forma segura, precisa e responsável. Além disso, cabe ao docente contextualizar as atividades práticas com a realidade do mundo do trabalho, aproximando a sala de aula dos desafios reais da profissão. Acredito que o professor deve inspirar curiosidade científica, estimular a postura investigativa e promover experiências que ajudem o aluno a se enxergar como protagonista do próprio processo formativo. Em síntese, nosso papel é formar profissionais competentes tecnicamente, conscientes eticamente e preparados para continuar aprendendo ao longo da vida.” Entre fórmulas e descobertas: A química brilha Como o professor Mayker transforma a Química em algo vivo dentro de sala de aula VOX – O que mais te orgulha na sua trajetória profissional e acadêmica até o momento? M.M - “O que mais me orgulha na minha trajetória profissional e acadêmica é ter me tornado um professor empático, capaz de ensinar Química com afetividade e humanidade. Sempre acreditei que a educação vai muito além de conteúdos: ela passa pelo cuidado, pelo acolhimento e pela construção de vínculos que permitem que o estudante se sinta seguro para aprender e para ser quem é. Tenho muito orgulho de despertar nos meus alunos o interesse pela pesquisa científica. Ver um jovem do ensino médio se reconhecer como pesquisador, sentir curiosidade, fazer perguntas, testar hipóteses — isso, para mim, é extremamente gratificante. A iniciação científica é um dos pilares dos Institutos Federais, e contribuir para que esses estudantes vivenciem essa experiência tão cedo é algo que considero uma das minhas maiores realizações -”

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Por que Setembro Amarelo é importante? VOX - Dia 10 de Setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, um tema sensível e de extrema importância. Ao longo da sua formação o tema saúde mental foi constantemente abordado. Qual orientação você daria para os responsáveis (pais, avós, até mesmo professores) que conhecem um adolescente que está passando por um momento difícil? ILDO - É importante destacar o fato de que esses temas da saúde mental, especificamente, chegaram até mim por via da atuação profissional na área da saúde. Acredito que exista uma deficiência da formação do farmacêutico, que é algo apontado em minha tese, pois na farmácia você sabe tudo sobre as substâncias químicas dos medicamentos, mas não sabe nada sobre o paciente. Fui aprender sobre saúde mental com pacientes somente quando trabalhei na área. Na faculdade de farmácia eu sabia tudo sobre antipsicóticos, mas não sabia nada sobre pacientes psicóticos, aqueles que tomam esses tipos de medicamentos. Somente na faculdade de ciências sociais que pude discutir as várias dimensões sobre esse tema. Nesse ponto a minha compreensão vai além dos “tabus”, pois é necessário ter responsabilidade e entendimento do que se está falando e o importante é saber o que nos causa ansiedade, depressão, pois as pessoas reconhecem o que lhes causam gatilhos e começam a se preservar. Por isso, as escolas deveriam ter um espaço maior para discussões e debates. O real problema é: coisas que levam ao suicídio muitas vezes não entram em discussão. Como principal objetivo é preciso buscar ajuda, pois tem coisas que realmente não conseguimos lidar sozinhos. Acredito que a lógica de abrir canais de comunicação e de acolhimento, não só na escola, mas na família também é importante, dar abertura para a pessoa desabafar e se sentir respeitada e acolhida. VOX - O bullying afeta diretamente a saúde mental das vítimas e muitos dos casos acontecem no ambiente escolar geralmente em tons de piadas maldosas. Pensando nisso, qual seria a melhor maneira de lidar com essa problemática? ILDO - Em primeiro lugar é necessário entender que isso é de fato um problema, em algumas situações as pessoas se veem na liberdade de fazer comentários ofensivos em tom de piada. Esse bullying disfarçado de brincadeira não é de hoje e tem muita relação com a falta de respeito. Tem gente que não entende o que é respeito, não entendem que é algo compartilhado socialmente e por mais óbvio que isso possa parecer, o respeito deve ser reconhecido, o que estou querendo dizer é que deveríamos ter uma maior noção do valor que esse termo carrega. Independente de cargo, de hierarquia ou classe social, cria-se uma bola de neve, pois o que para um pode ser só uma piada, para outro pode causar danos tão insuportáveis e, na maioria das vezes irreparáveis. além disso, nós não temos A dimensão sobre esse assunto, pois não discutimos sobre, e principalmente, quando a temática é a aparência física, o que afeta muito dos nossos jovens estudantes é algo que você não consegue mudar rapidamente. O bullying na minha época de adolescência foi muito pesado, nunca aconteceu direcionado a minha pessoa, porém muitas vezes eu vi acontecer e naquele momento não se podia fazer nada para ajudar. E mesmo que hoje em dia o bullying fique mais oculto em nossa sociedade, ainda é muito evidente o quanto isso prejudica a vida das pessoas. Então a maneira correta de ajustar essa problemática é ensinar as pessoas a respeitarem uns aos outros. A equipe Vox agradece ao professor pela entrevista e ressalta que com carinho e empatia é possível ajudar aqueles que mais precisam, oferecendo apoio e mostrando que sempre há esperança. Falar sobre um tema tão sensível é difícil, mas extremamente necessário. De acordo com a última pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde - OMS em 2019, são registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia, números tristes e preocupantes. Como já visto anteriormente, Ildo já trabalhou na área de saúde mental, por esse motivo conversamos com ele sobre o assunto. Entrevista Se precisar, peça ajuda! Ligue 188

Ed. 18 Nossa coluna do mês setembro é mais que especial, pois além de refletirmos sobre a — Ed. 18, p. 4

Nossa coluna do mês setembro é mais que especial, pois além de refletirmos sobre a temática do suicidio, vamos conhecer um pouco mais do nosso professor Ildo. Homem negro, nascido e criado na periferia de São Paulo, situado como sujeito periférico de uma cidade grande. Ildo dos Santos Ferreira nasceu em 1976, época em que faculdades e universidades eram exclusivamente frequentadas pela elite. Em determinado momento do ensino médio, Ildo teve contato com a faculdade de farmácia graças a mãe de um dos seus amigos, que trabalhava em uma drogaria. e nas muitas conversas sobre as funções exercidas por uma farmacêutico, foi que o seu amigo recomendou o curso de farmácia, afirmando ser um “trabalho fácil". Foi assim que o jovem Ildo escolheu sua primeira graduação. Com o amadurecimento que o tempo proporciona, é natural que os pensamentos mudam, e logo ele percebeu que o trabalho vai além de ganhar dinheiro, mas que é por meio dele que nos constituímos como indivíduos. Fato é que a formação em farmácia serviu como uma ferramenta de trabalho e mais tarde o levou para a saúde pública, onde trabalhou por 20 anos. Nesse longo período trabalhando com saúde mental, ao mesmo tempo que adquiriu cada vez mais experiência na área, o interesse por ciências sociais era alimentado, já que ele sempre gostou de assuntos sobre sociedade, política e cultura. Assim,a busca por uma nova graduação começou. Cogitou letras, devido ao gosto por literatura e escrita e até jornalismo, mas foi nas ciências sociais que encontrou o que estava procurando. Tomou sua decisão e começou a estudar Ciências Sociais na UNIFESP. Na faculdade, gostou muito dos assuntos abordados. Logo surgiu uma admiração por seus professores e um pensamento - “ Quero ser o que eles são “. Ildo sempre foi uma pessoa introspectiva e por esse motivo acreditava que não tinha habilidades de lidar com pessoas, essa crença não favorecia o desejo de se tornar professor. No entanto, uma de suas colegas disse que a forma como ele se expressava tinha um ar de educador. Passou na entrevista e foi professor substituto no IFMS por um ano, lecionando sociologia. Após essa curta experiência como docente percebeu que era isso: ele sempre foi professor, só levou um tempo para descobrir. Passou a esperar por concursos públicos para professores nos IF’s, até que passou no IFPR e foi lá que trabalhou por 4 anos, na pequena cidade de Palmas. Para conhecer melhor toda a formação profissional do nosso formaprof confira seu currículo Lattes. Farmácia ou Ciências Humanas e Sociais: A trajetória e as histórias do nosso professor Ildo Foi então que ele percebeu que em sua carreira profissional o contato com pessoas havia sido constante, e na verdade possuía sim essa habilidade. Com o decorrer da faculdade o seu objetivo se tornou cada vez mais claro e a determinação, potencializada pela sua experiência, o fez tomar a decisão de abrir mão do concurso público em São Paulo para tentar um processo seletivo para professor substituto em Campo Grande e muitas questões foram feitas pelos amigos e pelos conhecidos que indignados perguntavam: “você vai trocar de profissão? de estado?” e ele respondia “ sim “. Desde o primeiro contato com o IFMS, no período em que foi professor substituto, ele havia gostado da cidade, da instituição e esperou por uma oportunidade de retornar. A dita oportunidade surgiu quando um professor do campus Campo Grande solicitou transferencia para o campus do Paraná. A troca foi efetuada e Ildo voltou a trabalhar onde sua jornada como professor começou.

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VOX - O que o levou a se especializar no estudo da linguagem? Entre Palavras: A Língua que nos forma D.R - “Isso é curioso, pois há muitas particularidades. A internet cria e destrói termos. Algumas expressões ficam em evidência e se tornam recorrentes. Na minha época como estudante do Ensino Médio, por exemplo, as meninas do "Depois das 11" popularizaram várias gírias e tipos de piadas, como o "tuto pom". Depois, a Blogueirinha intensificou o uso. Essas palavras surgem e se espalham. Acho que o professor de língua deve abraçar essas mudanças e entender como surgem. Todo linguista e professor se interessa pela formação das palavras, pela mudança da língua e seu uso em diferentes contextos ao longo do tempo. Esse – a língua – é nosso objeto de estudo. Por isso, é importante considerar essas novas versões, estudando-as de forma oportuna e sensata. Encaro assim: como um olhar e uma reflexão sobre a língua.” D.R - “A língua influencia tudo. Ela serve para categorizar, referenciar e representar o mundo. O mundo só existe para nós porque conseguimos falar e pensar sobre ele por meio da língua. Assim, ela determina como percebemos e agimos no mundo. Por exemplo, a palavra “ponte” é feminina em português, mas masculina em outras línguas, mostrando como a sociedade pensa e se organiza e como, inclusive, atribui certos valores culturais de gênero às palavras que são femininas e masculinas. Estudar a língua ajuda a entender melhor a sociedade, textos e discursos, formular ideias e interagir socialmente. Isso muda a forma como vemos o mundo e tem impacto direto na vida cotidiana.” D.R - “Tenho lido principalmente Machado de Assis e Clarice Lispector, por conta das minhas aulas de Língua Portuguesa. Antes da faculdade, gostava bastante de ler ficções científicas e distopias, como a série de livros Divergente e A Rainha Vermelha. Esses livros são bem legais, mas para recomendar, prefiro os autores contemporâneos brasileiros, como o Bernardo Kucinski, que aborda temas como a ditadura e o autoritarismo, muito relevantes no debate político atual. Dois livros que gosto dele são A Nova Ordem, um distópico que imagina uma nova ditadura no Brasil, e K.: Relato de uma Busca, que fala sobre o período da ditadura no país. A escrita dele é clara e precisa, e o autor ainda está vivo, o que acho interessante. Recomendo muito esses dois livros, especialmente porque A Nova Ordem, que foi escrito durante a pandemia, retrata muitas situações que vimos e vivemos naquele período.” D.R - “A maior beleza da língua portuguesa é conseguir expressar o que sentimos, pensamos e entendemos em palavras. É transformar o que antes era imaterial em algo material, que outros podem ver e apreciar. A língua envolve o outro, permitindo compartilhar sentimentos e ideias. Quanto a trabalhar em sala, é uma loucura, mas muito formador. Davi Rodrigues - “Essa pergunta é curiosa, porque eu nunca pensei em fazer um mestrado em Estudos de Linguagens. Eu queria fazer um mestrado. Explico que na minha universidade, o mestrado da minha área, Letras e Linguística, é Estudos de Linguagens. No final das contas, isso foi vantajoso porque me considero professor de linguagens. Não me vejo só como professor de inglês ou de português. O Estudo da Linguagem é mais abrangente. Ele trabalha com textos, imagens e multissemioses. Também gosto muito da questão do ensino dessas linguagens. Então, me especializei e no final, achei que valeu a pena. Gosto muito das simioses, de refletir sobre significados e as coisas.” VOX - A linguagem muda com o tempo. Como o senhor encara as mudanças na escrita e na fala dos estudantes ? VOX - Na sua opinião, qual é a maior beleza da língua portuguesa? e como trabalhar em sala de aula? VOX - Quais são suas maiores referências da literatura? Deixe algumas dicas e sugestões para os nossos estudantes. VOX - Para você, como o estudo da língua portuguesa pode influenciar o dia a dia das pessoas? Entrevista com o professor Davi Rodrigues Logo após a graduação, iniciou um mestrado em Estudos de Linguagens e uma especialização focada em leitura e produção de textos, áreas que gosta muito de trabalhar. Nesta entrevista, ele compartilhou suas reflexões sobre o poder das palavras e os desafios do ensino. A língua que falamos vai muito além das regras gramaticais, ela carrega nossas histórias, cultura, afetos e modos de ver o mundo. Para entender melhor como a língua portuguesa nos forma e transforma todos os dias, conversamos com o professor Davi Rodrigues que é formado em Letras Português e Inglês e tem dedicado sua carreira ao estudo sobre o ensino da língua. Hoje acredito quando dizem que aprendemos com os estudantes. Ensinar é ao mesmo tempo energizante e cansativo, uma mistura de esforço intelectual e coisas simples. É difícil explicar, mas para mim é um grande privilégio.”

Ed. 16 A educação constrói nosso futuro — Ed. 16, p. 2

A educação constrói nosso futuro A educação é reconhecida como um elemento de extrema importância para o desenvolvimento humano e social. Além disso, é responsável pela formação de caráter crítico de cada indivíduo. O Dia Internacional da Educação é celebrado em 24 de janeiro, conforme estabelecido pela ONU (Organização das Nações Unidas). Entretanto, no Brasil, alguns educadores comemoram no dia 28 de abril, pois é a data da Declaração de Dacar, um compromisso global para melhorar a educação. A relação entre educação formal e educação profissional é complexa, mas crucial para o desenvolvimento pessoal e social. A educação formal, como o ensino fundamental e médio, oferece uma base de conhecimentos e habilidades primordiais para nossa vida, como desenvolver pensamentos críticos e resolver problemas, enquanto a educação profissional, seja de nível técnico ou superior, fornece conhecimento para o mercado de trabalho. O ensino profissionalizante é crucial na formação de profissionais qualificados e capacitados para atender às demandas do mercado de trabalho. Em alguns casos, como aqui no IFMS, a educação profissional pode ser integrada à educação formal, que visa formar jovens para o mercado de trabalho, ao mesmo tempo que oferece uma formação INTEGRAL. Para comemorarmos esse dia tão especial para todos nós, trouxemos uma profissional extraordinária para que vocês possam conhecer um pouco mais sobre a educação no IFMS. - A que a educação é essencial em nossas vidas e no IFMS isso não é diferente! Vem com a gente descobrir! VOX - Por que você escolheu a área de educação e em complemento a área da educação técnico tecnológica? O que faz na sua rotina de trabalho? Giane Aparecida Moura da Silva - Eu escolhi a Educação porque na época era uma área com grande oportunidade de trabalho, depois que comecei o curso me descobri apaixonada pela profissão. Assim, consegui fortalecer e construir muitos ideais. A educação realmente transforma o mundo. É necessário ter muita dedicação e trabalho para que tudo isso aconteça. Hoje posso dizer que escolhi essa área porque é nela que eu me vejo de fato. Acredito que ainda é possível fazer muita diferença , apesar de todos os contextos que temos na sociedade e de todos os problemas que a gente enfrenta, ainda é muito prazeroso ver o fruto do seu trabalho acontecendo na vida de cada estudante. A rotina de um técnico da área pedagógica é um pouco estressante porque é um trabalho que a gente chama de atividade “meio”. Ela não se finda e não se sustenta sozinha. Assim, para o meu trabalho ter êxito, é preciso atender as demandas institucionais normativas, atender os estudantes, fazer formação com os professores, ou seja, estou no meio entre os professores, os estudantes e a instituição. Cabe ao pedagogo a união dessas três pontas para que o ensino e o êxito dos estudantes aconteça. O pedagogo técnico tem hoje a nomenclatura de ser analista da educação, e tem um nome até bonito, não? Esse analista precisa conhecer toda a legislação que rege a educação, a legislação federal da instituição e, principalmente, que os projetos de curso sejam realmente exequíveis na realidade do estudante. Nosso trabalho é trazer aquilo que a lei diz que temos que fazer para uma educação de qualidade. Nossa instituição é múltipla, trabalhamos com estudantes de diversos níveis de escolaridade, econômicos, classes Giane Aparecida Moura da Silva - Pedagoga do campus Campo Grande - Venha conhecer um pouco mais da pedagoga Giane: VOX - Como funciona a criação de estratégias para facilitar o processo de aprendizagem dos estudantes? De que forma você tenta entender as necessidades deles na hora de aprender? G.S - Quando começamos o Instituto Federal não tinha a avaliação docente pelo discente, que vocês conhecem hoje como ADD. As estratégias eram propostas e pensadas a partir do que acontecia em sala de aula, do resultado que o professor tinha a partir da metodologia. Com o surgimento da ADD temos informações pertinentes com a metodologia usada pelo professor, como é seu dia a dia em sala de aula e como acontecem as avaliações. Como resultado disso, todas as sugestões, propostas e estratégias são repassadas aos professores. A partir da ADD tentamos entender as necessidade dos estudantes e como sugestão indicamos as permanências, estudar em casa, a revisar os conteúdos, para entender melhor onde está sua falha, pois o erro é a ponte para o aprendizado.

Ed. 15 Curioso, não é mesmo? Vem com a — Ed. 15, p. 6

Curioso, não é mesmo? Vem com a gente, aprender um pouco mais sobre o Túnel de Vento! Professor Fabiano Pagliosa transforma ar em conhecimento com seu projeto de um Túnel de Vento Como funciona? O túnel de vento é alimentado por um ventilador que gera um fluxo de ar em alta velocidade. O objeto (chamado de "corpo de prova") que o engenheiro deseja estudar é colocado dentro do túnel que pode ser um prédio, uma ponte, um veículo, ou mesmo um avião em escala reduzida. Esse tipo de teste no túnel permite obter informações sobre a pressão, os esforços e as reações ao movimento do ar em torno do corpo de prova, permitindo tornar as estruturas civis mais seguras, veículos e aeronaves mais eficientes e econômicas, por exemplo. No IFMS o objetivo do Túnel de Vento é facilitar o estudo do escoamento de fluidos ao redor de corpos. Esse conteúdo está presente na matéria de mecânica de fluídos no curso de engenharia, e o estudo sobre o túnel de vento contribuirá para tornar as aulas mais didáticas e visuais. E você pode conhecer tudo isso ao vivo no laboratório de Usinagem do IFMS! Vamos conhecer o professor que também é pesquisador?! Corujinha, você sabe quem é o Professor Fabiano? Formado em engenharia mecânica pela Unesp e professor do Instituto Federal desde 2012, Fabiano Pagliosa Branco percorreu diversos caminhos até finalmente encontrar-se como professor. Inicialmente, fez sua pós graduação em Termodinâmica, doutorado em Ciências Ambientais, trabalhou na usina de Maracaju e somente em 2007 iniciou sua carreira como professor na Universidade Católica Dom Bosco ( UCDB ). Sua primeira experiência em uma sala de aula foi desafiadora, pois sempre esteve na posição de estudante. Com o tempo as dificuldades foram superadas e hoje é um professor de excelência, com participações significativas em diversos projetos de ensino premiados. Um deles é sobre a Agricultura familiar, em que se desenvolve cápsulas para controle biológico para combate a pragas na agricultura e torna esse tipo de cultivo mais sustentável; Um de seus projetos que está em desenvolvimento no momento é um túnel de vento, e quem iniciou o projeto foi o professor Gustavo Aparecido Pita Baggio. Ele desenvolveu a ideia, e pouco tempo depois o professor Fabiano Pagliosa foi convidado a participar. Hoje Fabiano é orientador de dois estudantes Hilton Washington Morais Franco Júnior (graduação) e Pedro Lucas Miranda Da Silva De Sá (ensino médio), que participam do projeto. Com muito esforço e dedicação o que começou com um simples desenho técnico já se tornou material em fase de teste.

Ed. 13 Entrevista com a professora Andréia Dias de Souza — Ed. 13, p. 3

Entrevista com a professora Andréia Dias de Souza meuPROF VOX: Conte sobre sua carreira: Como surgiu o interesse pela Língua Portuguesa e de ser profesora no IFMS? Andréia Dias - Eu sempre gostei desde pequena de literatura e de gramática. Por um tempo, desacreditei da função de professora, devido ao salário ser muito baixo e por conta da desvalorização dos professores, então cogitei a possibilidade de cursar direito.Mas quando comecei um curso de inglês percebi que tinha muita facilidade com idiomas e a dona da escola gostou tanto que recebi o convite para ministrar as aula.Aos mesmo tempo que tudo isso acontecia eu precisava fazer letras e na época senti que isso foi imposto para mim, então eu acabei fazendo e posteriormente cursando direito. No decorrer do curso letras, percebi que minha vocação era letras, mesmo com a profissão desvalorizada, no direito nós estamos sempre resolvendo problema dos outros, e quando eu estou em sala de aula, eu sinto que eu estou contribuindo para o mundo. VOX: Em um pensamento geral, como a Língua Portuguesa e a Literatura deveriam influenciar diretamente na vida dos estudantes dentro e fora da escola? A.D - A Língua Portuguesa afeta a vida de qualquer pessoa em qualquer ambiente, porque precisamos da linguagem para a comunicação. Um exemplo disso é quando temos uma pessoa no nosso ambiente que não se comunica, não conseguimos socializar. Vejo isso pelo meu filho que não se comunica vocalmente, então tivemos que usar outros métodos para ele se comunicar. Por isso a linguagem é fundamental para o ser humano conseguir se comunicar e socializar. No ambiente escolar, ensinamos a norma culta padrão, a qual nossos estudantes vão utilizar nos trabalhos futuros, concursos públicos e nos mais diferentes ambientes. Além disso, é a literatura e a Arte que fazem a gente sobreviver. Isso é o que nos mantém vivo, é o que nos faz parar e perceber o que podemos mudar no nosso microcosmos para melhorar pelo menos esse ambiente e refletir nossa realidade. São os artistas que percebem coisas que estão presentes, mas que não conseguimos perceber. A.D - Eu sou mulher, sou mãe solo e chefe de família, sou multi tarefas. E eu vivo em uma sociedade que muitas vezes não me enxerga. Eu sempre trabalhei com literatura e tenho a sensação de ser constantemente avaliado pela sociedade. Será que você é capaz? Todas as mulheres passam por isso. Se você é uma mulher que está lendo, sinto muito, mas vai acontecer, infelizmente. Eu sempre me perguntei se não tinha mulheres escrevendo. Sempre havia as desculpas, que as mulheres estavam em casa, etc. Se até hoje as mulheres sofrem isso, como era no passado, e isso começou a me deixar curiosa, comecei a pesquisar sobre. O preconceito sempre me incomodou, que ao invés de analisar o trabalho analisa características, isso sempre mexeu comigo desde criança, então eu sempre quero falar de pessoas que sempre foram minorias e marginalizadas. VOX: Como você consegue conciliar a professora pesquisadora e a professora de sala de aula, quais são as dificuldade/ conquistas para isso? A.D - Não vou mentir, eu ando muito sobrecarregada! Tenho muitos papéis: o papel de mãe, de professora e nos últimos anos, o papel de pesquisador. Tento fazer o possível, pois nesses últimos 2 meses, foram muito corridos, me causando uma média de 4 horas de sono. Meus colegas e, principalmente os professores da minha área estão muito sobrecarregados com aulas e com muitas atividades. Eu desenvolvo meu trabalho com muito amor, mas eu estou tendo que filtrar e reduzir o número de projetos.” VOX: Professora, deixamos esse espaço para que você possa deixar uma mensagem aos nossos estudantes com dicas, conselhos e perspectivas para o futuro. A.D - Bom …. Sabe aquela sensação de que você não vai conseguir, que não vai acontecer? Vou dar um exemplo muito pequeno que ocorreu este ano. Nunca pensei que o nosso projeto seria o primeiro colocado na FETEC/MS, pois, no ano passado,as meninas sofreram misoginia por parte de um avaliador, que disse que já havia muitas mulheres na nossa área. E eu não queria ir mais para lá, mas as estudantes queriam, e eu não achava que nós íamos ganhar alguma coisa. E esse prêmio nunca foi algo que eu quis e acreditei que fosse possível, nem lá na FETEC e nem aqui na fecINTEC. Conheça a Dama Literária do nosso campus! Conheça a Dama Literária do nosso campus! VOX: Nos projetos que a senhora desenvolve a temática das mulheres escritoras é muito presente, de onde surgiu essa ideia e interesse? A equipe VOX agradece a professora Andréia por seu tempo e disponibilidade!

Ed. 12 Organizando um futuro na informática: Professor Lomba compartilha sua — Ed. 12, p. 6

Organizando um futuro na informática: Professor Lomba compartilha sua trajetória profissional! meuPROF VOX JORNAL ESTUDANTIL - Professor Lomba, pode contar para os nossos estudantes como escolheu sua área de atuação, e o por quê escolheu seguir na área da informática? Luiz Fernando Lomba - “Eu me reconheço profissionalmente como professor e a computação é somente a área que eu atuo. Não foi uma coisa que escolhi fazer, na época que eu estava realizando vestibulares, eu já trabalhava - desde o 2º ano do ensino médio - e estudava ao mesmo tempo em uma empresa na parte administrativa. Minha vontade era realizar o curso de administração, fiz o vestibular e passei no meio do ano, quando ainda estava cursando o terceiro ano o curso de sistemas de informação foi aberto na minha cidade eu decidi tentar, caso não gostasse retornaria ao curso de administração. Quando terminei a minha faculdade, recebi o convite para assumir o setor de T.I da empresa. Tive a oportunidade de realizar a licenciatura. Na época eu não queria, já que meu pai era professor e até brinquei com ele, mas meu pai muito sabiamente disse: “cavalo selado não passa duas vezes”, quer dizer que uma vez que a oportunidade aparece devemos ir com tudo porque pode ser que não apareça novamente. Hoje não me arrependo de ter me tornado professor e me sinto realizado profissionalmente.” L.F - “Quando vocês perguntaram eu até arrepiei, porque eu até escrevi isso na minha tese. Eu sou oriundo de escola pública, o 2º e 3º ano eu cursei no período noturno e trabalhava e assim como existem pessoas que depositam esperança na escola pública existem aqueles que dizem que a escola pública não ajuda em nada. E no dia da defesa da tese eu fiquei muito emocionado ao relembrar toda essa trajetória das escolas que passei, dos professores e do orgulho para minha família, já que foi graças ao apoio dos meus pais que desde sempre mostraram para mim que o estudo era o caminho para construir uma vida diferente. A informática é como um desafio para você? Não se preocupe, o VOX foi conversar com o professor Luiz Fernando Delboni Lomba para descobrir como podemos lidar com os desafios que encontramos ao longo dessa jornada! Luiz Fernando Delboni Lomba é graduado em Sistemas de Informação, especializado em Gestão de Negócios pela UENP, especializado em Gestão Educacional (UEPG), tem Mestrado em Computação Aplicada e recentemente também conquistou o Doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste ambos pela UFMS. O professor Luiz Fernando, faz parte do Instituto Federal desde 2010, mas, tornou-se docente do campus Campo Grande apenas em 2014, desde então vem ministrando aulas para o curso técnico em informática. VOX - Como foi a experiência de conquistar o seu primeiro doutorado? Quais foram as maiores dificuldades ao longo do caminho? O doutorado foi a maneira de “formalizar” por meio do mais alto grau na titulação. É difícil descrever a sensação em uma palavra, vai muito além do conhecimento que adquiri. E uma coisa que eu gostaria de adicionar é que cada um tem sua história, eu não posso me comparar aos meus colegas já que cada um tem uma história de vida. Eu tenho muito orgulho da minha história, só eu sei como doeu ou não para mim. Cada um tem sua realidade, cada um tem sua trajetória desde quando chega até quando vai embora, eu não posso falar que minha realidade é igual do meu colega, porque não é. ” VOX - Ficamos sabendo que o senhor ajudou na implementação e estruturação do IFmaker, poderia nos contar um pouco mais sobre o processo? L.F - “O IFmaker começa por volta de 2016, na época o professor Dejahyr era o Diretor de Pesquisa e precisava implantar um projeto. Eu acabei escrevendo a proposta, tomei a frente da ideia e acabou se surgindo o IFmaker, uma marca própria do Instituto. Foi uma experiência que pessoalmente marcou muito e que tenho um carinho especial.” L.F - “Todos nós precisamos estudar! Buscar a escola é essencial, para aqueles que têm interesse em seguir na área. O meu conselho é que estudem, pois qualquer estudo vai te trazer uma oportunidade, é preciso entender de onde vem a dificuldade, entender o que te faz não gostar do curso, até porque dificuldade nós encontramos em todos os cursos, agora se você faz algo difícil, mas é algo que você gosta, você está na área certa.” VOX - Para finalizar, vamos deixar um espaço para um conselho aos nossos estudantes, o que você diria para aqueles que querem seguir carreira na área? “Eu me reconheço profissionalmente como professor” A equipe do VOX agradece ao Professor Luiz Fernando Lomba, por compartilhar seu tempo e conhecimento. Acervo pessoal

Ed. 11 Sua Biografia: Wilkler Magalhães é matemático tem — Ed. 11, p. 6

Sua Biografia: Wilkler Magalhães é matemático tem graduação em Matemática Licenciatura Plena, mestrado profissional em Matemática, e especialização em Metodologia do Ensino de Matemática e Física. Ele vem conquistando nossos alunos com o seu carisma e presença em sala de aula, além de tudo isso ele é coordenador do PotencialIF, um projeto essencial para os nossos alunos. Ele também é ator e dramaturgo, curioso não? Nessa entrevista o VOX vai te contar um pouco mais sobre a trajetória, rotina e projetos do Professor Wilkler. Os desafios da matemática: potenciando a educação com Wilkler Magalhães meuPROF Sendo estudante do federal, como posso me preparar para os vestibulares e ir bem em matemática? O professor Wilkler Magalhães administra projetos para ajudar nossos estudantes. VOX JORNAL ESTUDANTIL - Professor Wilkler, você pode nos contar um pouco mais sobre a sua trajetória profissional? Como você se tornou professor? Você sempre quis cursar matemática? Wilkler Magalhães - “Sempre gostei da área de humanas, nem sempre foi exatas, na verdade eu queria ser jornalista. Antes de chegar no campus Campo Grande eu fazia parte de projetos que envolviam o meio artístico. Para mim o divisor de águas foi quando comecei frequentar aqueles cursos de matemática, no terceiro ano do ensino médio, eu assistia as aulas dinâmicas dos professores, e aquilo me encantou, eu via aquilo e a primeira coisa que pensei foi: Eu quero ser professor! Eu escolhi a matemática para me enveredar na docência pois tinha facilidade em resolver os cálculos, mas foi uma surpresa para todos os meus amigos e familiares, afinal sempre fui ligado nas matérias de humanas.” VOX - Ficamos sabendo que o senhor é ator e escreve peças teatrais, pode nos contar um pouco mais sobre esse hobbie? WM - “Quando mais novo tive contato com o teatro, é uma paixão que eu levo comigo até os dias atuais. Eu nunca deixei o teatro de lado, mesmo estando na matemática. Aqui no nosso campus nós temos um projeto de teatro com o professor Isaías, eu participo sempre quando tenho oportunidade, seja dando uma ajuda técnica nos cenários, iluminação, mas ainda não tive a oportunidade de trabalhar junto do professor Isaías coordenando as peças. O momento certo para desenvolvermos essa parte do teatro vai chegar, traremos oficinas teatrais para os nossos estudantes, junto do professor Isaías.” VOX - Falando um pouco mais sobre o seu projeto o PotencialIF. Para você é fundamental que todas as escolas ofereçam uma base sólida no ensino da matemática? WM - “Acho que as escolas têm que oferecer aquilo que o estudante precisa, se os estudantes têm interesse em aprender matérias de vestibular, como o PASSE ou o Enem, nós professores temos dever de ofertar aquilo que ele precisa. E uma coisa que veio acompanhando a educação durante todo esse tempo é a parte de matemática básica, é algo que temos que nos preocupar. Tem coisas que nós, como professores podemos resgatar, fazer uma recomposição da matemática, dificuldades como essa demandam mais atenção, precisamos incentivar os estudantes, para que isso não vire um trauma para os estudantes.” VOX - Muitos alunos veem a matemática como um desafio, como você acha que a escola pode motivar o aluno a estudar a matemática? WM - “A verdade é que não existe uma receita para ir bem em matemática, se tivesse todos os professores iriam fazer o uso dela. Como professor o nosso dever é estimular o aluno a encarar o desafio, eu sempre incentivo a fazerem exercícios, a praticarem , até porque a prática leva a perfeição. Essa é a forma mais eficaz que eu vejo do aluno em aprender, eu bato na tecla da prática, é chato, é desgastante, mas é assim que se aprende.” VOX - Professor Wilkler para finalizar, sinta se a vontade de deixar um conselho para os nossos estudantes. WM - “Aproveitem tudo que nossa instituição tem a oferecer, muitos estudantes, somente assistem a aula, e vão embora para casa, e acabam não aproveitando os projetos que são ofertados. O estudante tem que ter a iniciativa de procurar um professor, de procurar um projeto, muitas vezes é aqui que você descobre a sua vocação, aquilo que você tem mais afinidade, descobre uma possível faculdade e até mesmo uma paixão escondida. Aproveitem essa instituição, ela tem muito a oferecer, tudo que é oferecido aqui é PARA VOCÊS !” Matemático Wilkler Garcia Magalhaes

Ed. 10 Conhecendo o mundo da mecânica — Ed. 10, p. 7

meuPROF Conhecendo o mundo da mecânica O professor Paulo César tem graduação em engenharia mecânica pela Fundação Federal de Ensino Superior de São João Del Rei (1995) e mestrado pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá (1998) em engenharia mecânica. O Professor está no IFMS desde 2010, são muitos anos de feitos para nosso campus de Campo Grande. Poderia nos contar um pouco sobre sua formação e como você entrou na área de ensino de mecânica? Como é a rotina de um professor de técnicos em mecânica? Paulo: “A minha história com a mecânica é desde a infância, pois meu pai atuava no setor agrícola, que eu sempre ajudei nas manutenções das máquinas. Logo depois eu fui fazer escola técnica. Eu não sou de Mato Grosso do Sul, sou mineiro de origem. Aí eu tive que sair da cidadezinha do interior e ir para uma cidade maior. E eu fiz curso técnico, na verdade, eles chamavam de CTU, que é Colégio Técnico Universitário. Ele era inserido dentro da Universidade Federal de Juiz de Fora. O percurso de ingressar no IFMS não foi programado, eu não me imaginava aqui, mas quando eu terminei o mestrado apareceu um processo seletivo para prestação de serviço para a Petrobras relacionada a gasoduto Bolívia Brasil e na época eu fui aprovado e me aproximei federação da indústria do MS . Fiquei nessa prestação de serviço por mais ou menos nove anos [..] É muito boa, é desafiadora, porque eu sou mais da parte técnica, eu ministro as aulas na parte técnica. Além de preparar as aulas teóricas, a gente lida muito com o laboratório e o laboratório tem todo esse desafio de conservação de máquinas, de preparação de ferramentas, então ele exige da gente mais tempo. “ Quais metodologias de ensino você utiliza para tornar as aulas mais eficazes e envolventes para os estudantes? Qual dos temas/assuntos da área da Mecânica que o senhor mais gosta? Paulo: “Em parte das aulas, a metodologia, são aulas expositivas dialogadas, mas o diferencial está nas aulas práticas, em que fazemos a ligação entre teoria e prática, desta forma o processo de aprendizagem fica muito consolidado. Além disso, eu utilizo a plataforma Moodle com bastante intensidade, pois ela te permite colocar muitas imagens e vídeos. Isso direciona o estudo do estudante. Por exemplo, sempre que eu vou fazer uma avaliação, já aplico um simulado antes. Então, normalmente faço avaliações com um número de questões grandes, porque exige que o estudante vá ao estudo. Mas, por outro lado, isso traz muita lucidez, porque as imagens que o estudante está vendo na teoria o auxilia a fazer esses links juntamente com a prática. Desta forma o método fica muito efetivo. [...] Eu passei no concurso para a área de processo de fabricação, então a gente vive isso, o nosso dia a dia e esse. O tempo vai passando mas é sempre aquele sentimento, a cada semestre a gente consegue melhorar. A mecânica é um grupo novo, de professores novos, nós conseguimos melhorar todo semestre. Nós percebemos que de hora em hora a escola tem melhorias, melhora em infraestrutura, melhora em métodos. Esse empenho proporciona observação, tanto na nossa prática diária, quanto para os estudantes.” E o senhor lembra de alguma história de sucesso de uma dos nossos egressos? Paulo: “Tem uma que me marcou muito, já teve um caso que eu fui em uma empresa em que ouvi vários elogios com relação aos egressos do IFMS, por exemplo, são extremamentes educados, proativos, inteligentes, trabalham bem em grupo, então esses feedbacks por parte de empresas são muito bons. É gratificante vermos nossos estudantes no final do ensino médio e perceber o intelecto absurdo adquirido ao longo dessa caminhada. Quando chegam aqui na faixa etária de formação de caráter e de muita aquisição, eles estão propensos a absorver essas informações. Então, vemos empresários dizerem “Uma parte da minha empresa eu quero que ele seja acionário, porque é uma das formas de eu mantê-lo aqui ”. Afinal, nossos estudantes são estudiosos, vão para a prática. Nós temos algumas deficiências, por exemplo, eles têm aula de usinagem uma vez na semana, então temos um contato semanal e é um tempo consideravelmente pequeno para adquirir prática, ganhar mais mobilidade e habilidade, porém, quando eles saem daqui que estão no contato do dia a dia acabam se desenvolvendo muito. Essa formação que é dada aqui, que proporciona-os experiência, faz uma diferença enorme.: Que conselhos o senhor daria para alguém que está pensando em seguir uma carreira em mecânica? Paulo: “Manter-se estudando continuamente, acredito que isso seja fundamental para qualquer profissão. Fiquem atentos com as oportunidades que aparecerem, o egresso que sai daqui é muito aceito pelas instituições de ensino. Já conversei com professores das Universidades Federais e vários deles dizem que nossos egressos são muito bons, pois eles conseguem perceber ações para extensões e pesquisas. É importante dizer que são estudantes que têm o hábito de estudar e que se dediquem no dia a dia, pois acredito que eles se tornarão bons profissionais, vão ser pessoas cumpridoras dos seus deveres, vão perceber as potencialidades que tem e suas limitações também.” E, claro, uma mensagem final para os nossos estudantes do IFMS. Paulo: “Eu diria que eles estão em uma das melhores escolas, pois aqui eu comparo nossos estudantes com pessoas que tiveram uma formação propedêutica. Percebo que é uma diferença enorme em questão de maturidade e de percepção da vida em si. O estudante que sai daqui , independente da profissão que ele vá escolher, ele sai com muita maturidade, ele tem uma visão muito mais lúcida, porque alguns que vão fazer estágio, por exemplo, já tem essa percepção de vida adulta em uma idade muito nova, estão saindo da adolescência. E eu digo que quem vier para cá e estiver interessado em estudar, terá um grande passo para o sucesso”

Ed. 09 Sua Biografia — Ed. 9, p. 6

meuPROF Sua Biografia Graduado em Letras, Mestre em Estudos de Linguagens e Doutor em Estudos Literários, o professor Flávio Amorim da Rocha tem um história de 13 anos no IFMS e desde 2011 conquista nossos estudantes com suas aulas e projetos de pesquisa na área de Literatura LGBTQIAPN+, afro-brasileira e indígena. Quem é Flávio Amorim? (como pessoa, amigo e profissional) Flávio: “Sou uma pessoa tranquila, tenho meus amigos e gosto de estar com eles. E como profissional, eu sempre tento fazer o melhor que posso pelos meus estudantes, estou sempre estudando e me atualizando, faço, realmente, o que mais gosto.” Como foi a sua trajetória no ensino fundamental? O que te levou a escolher o seu curso? Flávio: “As minhas experiências negativas com disciplinas que envolvem números me levaram a escolher meu curso, nunca tive cabeça para a área de exatas, sempre gostei muito de literatura e língua inglesa. No final do ensino médio, eu tive a certeza que queria fazer letras, a ideia de fazer outro curso nunca passou pela minha cabeça.” O que você faz para sair da rotina? Quais são seus passatempos? Flávio: “Eu gosto de estar com meus amigos, jogo vôlei, gosto de ler, de assistir a filmes, coisas normais do cotidiano.” Explique para gente: Como é ser professor de uma instituição federal? E Há quanto tempo você leciona no IFMS? Flávio: “Eu leciono no campus faz 13 anos, estive aqui desde o início da instituição em 2011. Embora enfrentemos muitos desafios, é o lugar onde eu quero estar, aqui nós temos liberdade para tratar de assuntos como o meu projeto o Arco Literário, temos a chance de trabalhar com projetos de pesquisas no ensino médio, o que prepara os nossos estudantes para a vida profissional. Lógico que enfrentamos desafios, um exemplo são as cobranças que recebi referente a textos trabalhados em sala, o desconhecimento da literatura causa ataques quando se foge do esperado, mas essa não é a regra, ainda bem". Falando um pouco do seu projeto: Qual o principal objetivo do projeto Arco Literário e o seu público alvo? Flávio:” O Arco surgiu do EntreLeituras, um projeto que eu tinha desde 2012. A ideia do Arco surgiu lá em 2022 para 2023 com um grupo de estudantes querendo conhecer mais sobre a literatura nacional LGBTQIAPN+. Abracei o desafio e ele tomou forma em 2023. Recentemente, decidimos ampliar o Arco e incluir as vozes de autores afro-brasileiros e indígenas no site do projeto. O site do Arco foi desenvolvido com a colaboração da professora de informática Lia Nara Balta Quinta e dos bolsistas do projeto, publicamos textos sobre as obras e autores trabalhados na perspectiva dos estudantes. Esperamos auxiliar os professores de outras instituições que queiram trabalhar com esse assunto. Os textos são dos nossos estudantes do campus.” Como professor, quais são os principais desafios enfrentados hoje em dia e como lidar com eles? Flávio:“Acredito que um dos principais desafios são as críticas que recebemos por trazer algo diferente do comum, um exemplo são os textos que trabalho em sala que já foram bastante criticados por seu tema e o fato de estarem em uma instituição educacional, eu considero a escola o espaço ideal para isso. Enquanto professor de literatura, cabe a mim instigar e apresentar a literatura na sua forma mais humanizadora possível, como forma de encontrar outras pessoas, outros mundos e refletir sobre contextos diferentes daqueles do leitor.” Como foi o processo da equipe Arco Literário até chegar na FETEC e a sensação de conquistar o 1º lugar? Houve muitas dificuldades ao longo do caminho? Flávio:“ Acho que o objetivo principal das feiras de ciência e tecnologia é a partilha do conhecimento. Para o Arco Literário chegar ali, nós já havíamos passado pela FECINTEC. Devido ao fato de muitos acharem que não é um assunto para se tratar dentro de uma instituição escolar, já que o nosso foco inicial era o sujeito LGBTQIAPN+, houve um desânimo após duras críticas, mas nós recomeçamos determinados. Inclusive participamos da FENADANTE em São Paulo. Por se tratar de uma escola de elite, tivemos certo receio, mas o trabalho foi premiado, ficamos em segundo lugar no nosso tema, os estudantes de lá se interessaram pelo projeto, pediam recomendações de livro, escutaram o que tínhamos a dizer. Para chegarmos à FETEC e conseguir a premiação, passamos por um percurso de descobrir o que é o projeto, descobrir sua importância e o que ele pode fazer pelas pessoas.” Qual é o seu livro ou autor nacional favorito e por quê? Tirando a Clarice Lispector (risos) E caso queira indicar alguma das obras da Clarice, agradecemos muito ! Flávio:“Minha autora favorita é a Clarice, mas vou falar sobre o autor gaúcho que estou lendo recentemente chamado Daniel Galera, gosto da escrita dele, ele tem diálogos bem construídos. O meu livro favorito do Daniel é Barba Ensopada de Sangue. Também gosto da escritora gaúcha Carol Bensimon, suas histórias normalmente trazem personagens LGBTQIANP+, e ela tem estado cada vez mais nas minhas leituras pessoais.” Para conscientização dos estudantes, qual a importância de um projeto como o Arco Literário nas escolas? Flávio:“O Arco tem um peso quando dizemos que tratamos de autores que são excluídos pela literatura canônica. Quando ficamos presos somente aos clássicos, perdemos a chance de ampliar horizontes. Claro que os clássicos são importantes, mas apresentar essas vozes negras, indígenas e LGBTQIAPN+ que foram excluídas durante esses anos permite essa abertura. É importante pois não só falamos de pessoas que estão escrevendo essas obras, mas sim as pessoas que são representadas nelas. É incrível que as pessoas possam ler essas histórias e se sentir um pouco no lugar do outro, tendo empatia, acredito que assim podemos diminuir os casos, por exemplo, de racismo e homofobia.” Obras da autora brasileira Clarice Lispector recomendadas pelo Professor Flávio: Laços de Família e a A Hora da Estrela - para iniciar no mundo da Clarice Lispector. Quais obras você recomenda para os nossos estudantes? Flávio:“Falando do que nós vamos trabalhando dentro do Arco Literário, eu recomendo: O Avesso da Pele - Jeferson Tenório, Amora - Natalia Borges Polesso e Todos nós adorávamos cowboys - Carol Bensimon. Histórias que nos unem: Professor Flávio Amorim compartilha sua jornada Professor Flávio Amorim Quer conhecer mais sobre o projeto Arco-Literário? Confira na próxima página

Ed. 08 Engenharia mecânica — Ed. 8, p. 3

Engenharia mecânica meuPROF Boas-vindas aos novos professores! Mais um semestre está começando e, além dos calouros, tem bastante gente nova nesse IFMS, né? Que tal conhecer os novos docentes que estão rondando nosso campus? Alan Felinto Nós, da equipe VOX, gostaríamos de dar as boas-vindas para nossos novos docentes! Esperamos que tenham um trajeto de boas experiências e conquistas dentro da nossa instituição! Bruno Sereni Daniel Laporte Ildo Pereira Ciências sociais Engenharia mecânica Administração Engenharia mecânica Ivilaine Delguingaro Newton Neto Péricles Bispo Professores substitutos que também compõem o campus Campo Grande: Matemática Matemática Administração Davi Rodrigues Letras - Português/Inglês Filosofia Fabiana Biazetto Educação física Marcos Monteiro Thales Oliveira Thiago Pereira Diogo Sene Engenharia elétrica Engenharia elétrica

Ed. 07 NUVE (sala de acomodação sensorial) — Ed. 7, p. 12

NUVE (sala de acomodação sensorial) E aí corujinha, você se lembra do projeto NUVE? No mês de Agosto na coluna MeuPROF fizemos uma entrevista incrível com a professora Letícia Cavalcanti, e nela a nossa prof falou um pouco sobre o NUVE (Núcleo de Voluntariado Educativo), mas agora chegou a hora de saber um pouco mais sobre esse projeto lindo! Você corujinha atenta, deve ter ficado sabendo ou ouvido falar sobre a sala de acomodação sensorial que foi disponibilizada durante a festa junina e FECINTEC. Essa sala foi desenvolvida pelo projeto NUVE para pessoas neuro divergentes que durante essas grandes comemorações precisam de um espaço reservado desses estímulos, durante a FECINTEC a sala D 104 foi utilizada como espaço de acomodação sensorial. Bem legal, né corujinha? Além disso, o NUVE é super engajado em divulgações de projetos tanto dos nossos estudantes quando em oficinas disponíveis no IFMS, no instagram: Clique aqui JIFCO - REGIONAL O JIFCO são os jogos regionais envolvendo os Institutos Federais do centro-oeste, dessa vez, ocorrendo em Goiás. Os jogos envolvem várias modalidades, dentre elas o atletismo, basquete, futsal, judô, vôlei, handebol, vôlei de praia, tênis de mesa e natação. Aqueles atletas que vencem o JIFCO ganham uma classificação no JIF, Jogos dos Institutos Federais, envolvendo as instituições de todo o Brasil. Agora que você já sabe um pouquinho do JIFCO, vamos mostrar que o IFMS não foi para brincar! Confiram alguns dos classificados para os jogos nacionais dos Institutos Federais (JIF). Conheça o LADES O LADES(Laboratório de desenvolvimento de software) é um projeto que tem por objetivo aprimorar as habilidades de estudantes do curso técnico integrado em informática na construção de infraestrutura tecnológica aqui no campus Campo Grande. 1° lugar | Futsal - Campus Dourados 2° lugar | Futsal - Campus Naviraí 1° lugar | Natação - Campus Jardim 1° lugar | Atletismo - Campus Campo Grande 1° lugar | Vôlei de areia - Campus Campo Grande Dentro do laboratório, são disponibilizados computadores para o desenvolvimento de softwares e os professores responsáveis para auxiliar os estudantes. E para saber mais informações e conhecer melhor o LADES, o laboratório está localizado no Bloco E, sala E202. Toda a programação dos códigos fica por conta da professora Lia Nara Balta Quinta e dos professores Alexandre Soares Da silva, Gilberto Astolfi e Wesley Eiji Sanches Kanashiro. Cada estudante possui uma equipe em que é responsável pela execução de um determinado projeto. Os estudantes programam os códigos com a ajuda dos professores que acompanham todos os procedimentos. Legal, né ! O sistema da merenda escolar e o sistema da FECINTEC foram produzidos pelo LADES. Incrível, né? Além disso, os estudantes do projeto também programam softwares para a Receita Federal! Ficou interessado e gostaria de saber um pouco mais sobre o projeto, corujinha? Fique atento em nosso instagram, pois preparamos uma entrevista exclusiva com integrantes do LADES! A equipe do VOX parabeniza todos os estudantes que mostraram suas habilidades no JIFCO e levaram medalha para o nosso campus! Vocês são essenciais para a nossa instituição!

Ed. 07 Cláudia: Na Reitoria são muitos desafios. O instituto é — Ed. 7, p. 6

Cláudia: Na Reitoria são muitos desafios. O instituto é realmente muito grande, são 10 campi para administrar não tem como estarmos em todos os lugares, mas estarmos perto dos estudantes e dos servidores por meio dos projetos e dos editais que a pró reitoria de ensino publica regularmente. Na vida pessoal, meus filhos já estão grandes e já são independentes, enquanto os estudantes são a razão do meu trabalho, os meus filhos são a razão da minha vida. A minha maior dificuldade pessoal, é que estou longe deles, minha filha está aqui, mas meu filho, meus pais, meus netos, o lado bom é que não tem briga, quando se vê é só saudade! Qual o maior desafio na reitoria?E na vida pessoal? Cláudia: A gente não sabe de tudo, mas vendo o ensino, pesquisa e extensão andarem sempre juntos , nestes últimos anos, possibilitou grandes oportunidades de recurso em bolsas, de novos editais e de grandes conquistas, como a alimentação escolar, esse foi um processo que vocês não têm ideia de como foi difícil, mas ainda falta articular a comunicação com os campi, algumas empresas para a distribuição e por último um processo de compra. A professora Eliane se empenhou muito para que os procedimentos fossem corretos e a alimentação chegasse aos campi. Tudo que é feito no IF precisa ser conversado e analisado, por meio de um processo conjunto, como uma parceria entre o campus e a reitoria. Uma coisa muito especial para mim é que eu adoro a cerimônia de formatura, eu choro em todas! Para mim essa é a maior conquista, é ver o estudante avançando, porque nós sabemos o quanto a educação é importante o quanto ela transforma a vida de uma pessoa, a vida de suas famílias por um todo! VOX: Como é estar por dentro de tudo o que acontece no IF? E quando vai ao campus como se sente vendo as conquistas? Cláudia: A gente nunca desistiu, pois sempre acreditamos no que estávamos fazendo. Sempre falei para os estudantes que cada um deles tem o seu talento, a gente precisa passar por tudo na escola, não adianta falar que só gosta de desenhar, mesmo o estudante gostando de desenhar e tendo esse talento ele precisa aprender matemática, física, química, não tem como aprender uma coisa só, ele precisa aprender de tudo. Fico muito chateada quando vejo um estudante falando, pra que eu vou estudar isso se eu nunca vou usar? Como você nunca vai usar? Você pode usar sim e se não usar, pelo menos vai ter aquele conhecimento com você. Os múltiplos conhecimentos nunca são demais, por isso podemos usar o que aprendemos em muitas ocasiões diferentes. não é verdade? É muito importante persistir, continuar, mesmo que não goste, procure uma rede de apoio e sempre tente o seu melhor! VOX: Qual mensagem/Conselho você deseja deixar para os IFanos? VOX : Qual foi a primeira conquista marcante relacionada ao NuAR que a senhora gostaria de relembrar Cláudia: Nossas primeiras conquistas surgiram na FETEC e posteriormente na FECINTEC. A partir dali muitas outras surgiram, MOSTRATEC, ISEF, por exemplo. VOX: Como é administrar os projetos, reitoria e vida pessoal? Ser mãe, avó e administrar tudo isso? Cláudia: Precisamos de parcerias né, como a professora Marta. Eu não sou boba! Preciso das pessoas, eu tenho uma família que me ajuda, aqui no NuAR eu tenho a professora Marta, que está comigo na Pró-Reitoria de ensino então quando ela está aqui, eu estou lá e vice-versa. Consigo administrar tudo, pois tenho pessoas boas que estão ao meu lado, uma rede de apoio maravilhosa. VOX: Qual a relevância dos projetos do NuAR para os estudantes do Instituto Federal? Cláudia: “Para mim é muito importante! O NuAR deu visibilidade para o IFMS, pois conseguimos firmar as parcerias com o Senac e a UFMS para o IFMS com o desenvolvimento das oficinas.” Esperamos que tenha gostado dessa maravilhosa entrevista, corujinhas!

Ed. 07 Conheça o NuAR e um pouco mais sobre a orientadora Cláudia Fernandes — Ed. 7, p. 5

Conheça o NuAR e um pouco mais sobre a orientadora Cláudia Fernandes: A professora Cláudia Fernandes possui graduação em Licenciatura em Letras pela Universidade do Oeste Paulista, graduação em Bacharelado em Ciência da Computação pela Universidade do Oeste Paulista, mestrado em Educação pela Universidade do Oeste Paulista e mestrado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Iniciou no IFMS em junho/2011, atuou como Coordenadora do Curso Superior em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Diretora de Ensino, Pesquisa e Extensão, Diretora Geral no Campus Corumbá. Atualmente é Pró-Reitora de Ensino do IFMS, além de participações no Ensino, Pesquisa e Extensão com projetos publicados e premiados. Atualmente, a professora Cláudia atua como uma das orientadoras do NuAR, Núcleo de Animação e Roteiro do campus CG e que tem como projetos o Ctrl+ Femme, Nuar Regional, VOX: Jornal Estudantil e o jogo Heroínas plus. VOX:Como foi seu envolvimento com o NuAR? Antes de ser um núcleo, foi um projeto? Cláudia: O projeto do Núcleo de Animação e Roteiro teve início quando eu estava no campus Corumbá em 2016, juntamente o professor chamado Sandro e após a remoção para o campus Campo Grande eu decidi retomar esse projeto com a professora Marta, assim concretizamos o projeto que é hoje o NuAR. Aqui no Campus Campo Grande iniciamos em 2017, não tínhamos espaço, equipamentos e estudantes. Tivemos que ir atrás de tudo, foi um start provisório. A partir disso, começamos a participar dos editais do IFMS, formalizamos o nosso projeto, assim fomos participando de feiras que ao longo da nossa história as sugestões dos avaliadores foram mais importantes do que as premiações, com isso os projetos têm melhorado muito a cada ano. VOX: Inicialmente do que se tratava o NuAR? Claúdia: Desde o início nossa ideia foi trabalhar com escritores regionais e como isso valorizá-los. Assim, temos em mente que os nossos estudantes precisam ler e escrever e para essa motivação, os temas regionais são o nosso grande suporte, além disso, por meio da pesquisa, é possível o desenvolvimento do talento de cada um dos estudantes que participam dos grupos. Por outro lado, a informática é um meio para enxergarmos o que queremos no ambiente da animação. Para uma animação, o estudante passa por um longo processo envolvendo o desenho, técnicas do storyboard, softwares, modelagem e por fim a animação. . VOX: Como foi migrar da sala de aula para a reitoria? e ser pró-reitora de ensino? Cláudia: Eu nunca procurei ser Pró-reitora, estou no instituto desde 2011 e nunca foi meu objetivo, eu sou professora. Quando cheguei no instituto que me deram essas oportunidades, eu acredito que consegui esse cargo pela forma que estou presente na sala de aula, na participação dos eventos e nos projetos. Eu sempre gostei demais disso, já fui coordenadora de curso em Corumbá, diretora de ensino e diretora geral, depois fui para Aquidauana e por fim Campo Grande e logo depois surgiu o convite da professora Elaine. De imediato, realmente fiquei muito assustada porque eu já estava acomodada na sala de aula, mas entendo que sempre que um convite desses chega a você é porque estão precisando e reconhecem esse empenho e sempre tomei essas funções como aprendizado. Por exemplo, quando um diretor de ensino vem conversar comigo eu consigo entender o que ele está falando, consigo me colocar no lugar dele, pois já estive no mesmo lugar! Então é muito importante isso, passar por vários cargos e entender como eles funcionam assim você se coloca no lugar do outro. Eu sou apaixonada por ensino, minha mãe é professora, então o ensino sempre me encantou, por mais que eu esteja afastada da sala de aula, pelos trabalhos na reitoria, essa é minha paixão.

Ed. 06 Célio Gianelli Pinheiro é professor do — Ed. 6, p. 3

Célio Gianelli Pinheiro é professor do IFMS campus Campo Grande, formado em Engenharia Mecânica pela UCDB (2010), é especialista em Análise Estrutural por Elementos Finitos (FEA), pelo Instituto ESSS de Pesquisa e Desenvolvimento, atualmente colaborador do IF Maker! IF Maker: Tudo o que você precisa saber! Qual o principal objetivo do IF Maker? “O IF Maker existe para auxiliar os estudantes e seus projetos, ou seja, aqueles projetos que precisarem de prototipagem, produções que de certa forma sejam expressas. É um ambiente colaborativo, facilitador de projeção, produção e consolidação de produtos, por meio da formação complementar em áreas compatíveis. Além disso, desenvolve projetos com as atividades de ensino, pesquisa e extensão oferecidas pelo IFMS.” Como é o funcionamento do IF Maker em relação ao apoio financeiro a outros projetos? “O IF Maker não realiza apoios financeiros, na verdade ele dá estruturas para que os estudantes consigam confeccionar o projeto. Pedimos para que os estudantes participem de editais, junto com os professores, para desenvolverem projetos com fomento pela instituição, pois temos limitações de materiais no espaço. Numa situação hipotética, por exemplo, para cada projeto podemos usar 250 g de filamento PLA, meia chapa de MDF, isso por que não é sempre que chega material no IF Maker. Se há algum projeto que recebe fomento, pedimos que o orientador contribua com os materiais para utilizar no laboratório, mas todos os maquinários estão lá à disposição dos estudantes.” O quão relevante para os professores do ensino técnico é a tecnologia presente no IF Maker? “Acredito que muito! O IF Maker é extremamente técnico, para operação desses equipamentos você tem que ter pelo menos o conhecimento técnico básico.” É um espaço importante para a comunidade e estudantes, realizando eventos, minicursos e palestras, além de ter projetos com foco na solução de problemas locais. Quais são os equipamentos/máquinas oferecidos para os estudantes? “Atualmente temos uma cortadora a laser, máquinas de impressão 3D, Scanner 3D, equipamentos de marcenaria no geral, equipamentos eletrônicos e o básico para gerarmos um protótipo.” Qual o objetivo das oficinas do IF Maker e como são pensadas? “Apresentar os equipamentos do laboratório e como os estudantes podem utilizá-los. Fornecemos informações e formações para que eles consigam manipulá-los sem depender de ninguém. "Neste semestre, planejamos duas oficinas por mês e para a Semana de Ciência e Tecnologia, vamos ofertar oficinas quase todos os dias do evento. E já faço o convite para todos os estudantes, interessados pela cultura Maker, participarem!” Os estudantes têm a possibilidade de planejar oficinas? "Sim! É muito importante que os estudantes se interessem e planejem as oficinas, pois o IF Maker é um espaço de inovação, em que o conhecimento é construído de maneira colaborativa entre os estudantes e os professores.” Sobre o estágio, quais são os critérios que os estudantes precisam se atentar antes de se inscrever? "Se, de fato, gosta de colocar a “mão na massa” e da cultura do “faça você mesmo”, trabalhar com a impressora 3D e a cortadora a laser vai ser muito proveitoso. Assim, antes do estudante entrar, fazemos uma entrevista para saber se ele tem esse perfil para desenvolver as ações relacionadas ao espaço. Por exemplo, os equipamentos do IF Maker, muitas vezes precisam de manutenção e cabe ao estudante, além de encontrar a solução deste problema, ter a pró-atividade para sanar suas dificuldades e aprender cada vez mais.” Qual é a função de um estagiário do IFMaker? "Eles auxiliam e supervisionam os estudantes que estão agendados para utilizar o laboratório. Caso os estudantes não saibam utilizar determinados tipos de recursos, eles também estão ali para ensinar, porém, queremos que o estudante coloque a “mão na massa” e possa construir, consertar, modificar e fabricar os mais diferentes objetos com suas próprias mãos. O estagiário está ali só para auxiliar e colaborar com as etapas de desenvolvimento de cada projeto. É muito importante mencionar que quando outras escolas visitam o laboratório, são os estagiários que fazem a apresentação e a amostragem dos equipamentos para os visitantes.” Anna Giulia Bardella Prof. Célio no IF Maker “Utilizem mais o IFMaker. Se envolvam mais em projetos que movimentam o Maker. Venha conhecer o IFMaker mais de perto e desenvolver seu projeto de inovação!”

Ed. 04 Mulher, nordestina e agora coordenadora. — Ed. 4, p. 4

Mulher, nordestina e agora coordenadora. Venha conhecer mais a Jeruza! A entrevistada do mês para a coluna do meuPROF, foi a Jeruza, a professora de biologia mais querida e amada do IFMS! A equipe do VOX preparou uma entrevista muito legal, em que foi possível saber mais sobre ela. Se acomode e prepare-se para a leitura, corujinha! Sua trajetória Jeruza dos Santos Santiago Minakawa graduou-se em ciências biológicas em 1988. Nordestina arretada, sua história no estado de Mato Grosso do Sul se iniciou quando ela teve que acompanhar seu marido por motivos de trabalho. Quando já residia no estado, prestou o concurso do IFMS e sua admissão foi em 2013 para o campus Nova Andradina, onde tudo começou. Após isso, foi redistribuída para trabalhar no Campus de Corumbá por dois anos e em seguida, foi para Três Lagoas. No final de 2018 foi transferida para o campus Campo Grande. No dia 16 de julho fará 10 anos de Instituto Federal. Na sua trajetória somam 22 anos atuando em sala de aula como professora de biologia! Jeruza acrescenta: “Muita história para contar e tenho muito amor pela minha profissão” Que ela tem muito amor pela profissão é fato, né corujinhas? Quem é a Jeruza? “A pessoa Jeruza é muito simples, alegre, muito feliz e muito dedicada. Ela acredita na educação e dedica-se com muito amor ao IFMS. Assim, conhecemos um pouco da nossa professora Jeruza, nordestina, mas que também tem o coração sul-mato-grossense”. De onde veio a paixão e a vontade de fazer biologia? “Quando eu estava no ensino médio já gostava muito da disciplina de biologia e já me envolvia com o ensino. Comecei ensinando para as criancinhas, mas eu dava aula de matemática, física e desenho. A partir dessa vivência, fiz o vestibular, passei e comecei a gostar ainda mais de biologia na faculdade. Logo nos primeiros anos de graduação, surgiu uma oportunidade de trabalhar em um laboratório de biologia. A diretora do laboratório disse que eu poderia ficar lá, mas que eu tinha que dar aula. Eu nunca tinha pensado em dar aula, de verdade, as práticas no laboratório eram muito interessantes para mim. E foi aí que eu comecei a dar aula. Eu lembro até hoje da minha primeira aula, foi de protozoários. Comecei a lecionar e foram surgindo mais aulas. Por resultado entrei na escola como estagiária, depois como serviço prestado, fiz o concurso e entrei como efetiva no estado. Não parei nunca mais. É uma história gravada no meu coração, nunca esqueço”. Qual conselho você daria para a Jeruza do ensino médio? “Eu não me arrependi de nada que eu fiz. Eu diria “você, minha amiga, você fez tudo certo”. Jeruza dos Santos Santiago Como é a vida da Jeruza fora do campus? “Eu sou muito caseira, adoro viajar, gosto de fazer exercícios, ter uma vida disciplinada, sou uma mulher muito vaidosa, gosto muito da vida, gosto de viver, amo as pessoas, eu gosto de dançar, tenho um temperamento sanguíneo, uma pessoa alegre, feliz… Também tenho dificuldades, mas eu tenho uma lição de vida. O que eu faço com essa dificuldade? Tem dias que eu pego essa dificuldade e me alegro, tem dias que está tão difícil que eu pego essa dificuldade e faço um bolo, coloco bastante açúcar, e como. Essa é a Jeruza quando não está no IF, mas eu planejo, ela é uma professora, não está no IF, mas ela planeja e tem que se preparar para fazer as coisas para vocês estudantes. A vida do professor é isso, a gente não tá aqui no instituto mas estamos sempre produzindo, trabalhando, pensando em coisas para trazer para vocês”. O que te motivou a chegar até aqui e te motiva todos os dias? “Eu sou uma mulher muito motivada. São vocês que me motivam, a referência que eu sou para vocês, como mulher e como eu sou pra vocês”. É impossível não amar a nossa professora Jeruza, não é mesmo, corujinha? Agora mudando um pouco de assunto… Sabe quem foi nomeada coordenadora do PROEJA? Isso mesmo, a nossa professora de biologia preferida! Qual a sensação de ser uma professora de biologia no Instituto Federal? “Eu me sinto muito especial de ser uma professora do IFMS, pois além de me qualificar, também contribuo para o aprendizado dos nossos estudantes. É muito legal poder ver o resultado, ver um estudante empregado, ver que ele passou no concurso, no ENEM, que ele está no campo de trabalho e isso não tem preço, pra mim é muito gratificante. Sou uma professora muito realizada”. Como surgiu o convite para a coordenação do PROEJA? “Quando fazemos parte de uma instituição, e você está trabalhando, as pessoas veem seu trabalho, elas lhe convidam para fazer parte de um projeto como o PROEJA. Como eu fui uma das pessoas que fizeram o PPC do curso, o Diretor de ensino Elton e a coordenadora Edilene me convidaram para fazer parte da coordenação do PROEJA. Vai ser uma grande missão e buscamos sempre atender as expectativas da nossa comunidade”. O que é o PROEJA? “O PROEJA é um curso que atende aos estudantes que não concluíram o segundo grau e acima de 18 anos, é um curso técnico em administração”. Qual a importância do PROEJA? “O PROEJA é um curso que veio para mudar vidas. São para aquelas pessoas que pararam de estudar, que estão ali sem uma oportunidade, estão sem esperanças, o PROEJA veio para dar esperança para muita gente da nossa comunidade, eu acredito nisso. O nosso IFMS está aí para mudar vidas, e é aí que o PROEJA se encaixa”. Com toda certeza a coordenação do PROEJA está em boas mãos! Por fim, ela deixou um recado para todos o estudantes, veja só: “Estudem, essa é a única herança que os pais podem deixar a vocês. Principalmente as meninas, estudem. O trabalho não vai chegar um dia e dizer “hoje não te quero mais”, o trabalho e o conhecimento você vai conquistar e é pra vida toda. Tem que aproveitar mesmo esses professores, tem que tirar o couro, vir para as permanências, tirar dúvida para o ENEM”. Finalizando, a equipe do VOX gostaria de dizer que foi uma entrevista maravilhosa e emocionante, né Jeruza? Ela mandou dizer que é a professora mais chorona do IF! “Eu choro porque eu sou feita de emoção” Por que escolheu a licenciatura de biologia? “Justamente para eu poder compartilhar com as pessoas aquilo que eu estava aprendendo no curso, por isso eu escolhi licenciatura. Acredito muito no poder do ensinar, mas o professor não só ensina, ele aprende e todos os dias tornam-se um aprendizado”.

Ed. 03 Exercitando a química por meio da tecnologia — Ed. 3, p. 2

Exercitando a química por meio da tecnologia José Ricardo Marconato da Silva foi o primeiro professor de química do câmpus Campo Grande e está na instituição desde 4 de fevereiro de 2011. Além das aulas, desenvolve projetos e é presidente de uma comissão da gestão do IFMS que analisa projetos de pesquisa, ensino e extensão. Qual é a sua formação acadêmica e como foi entrar na faculdade? “Sou licenciado em química, comecei a faculdade na UFMS, terminei na UEMS de Dourados e me formei em 2005. Fiz mestrado na área de química orgânica, terminei em 2008 e o doutorado está nos planos para os próximos anos. Entrar na faculdade foi um fluxo. Aconteceu. Tinha toda aquela pressão de final do ensino médio, então tive que olhar as minhas opções e a minha realidade da época. Do leque de opções que eu tinha, química era a que eu mais gostava.” Por qual motivo se matriculou em direito e por que acabou trancando o curso? “Voltando para o ensino médio, não sei por que, mas eu gostava um pouco de direito. Em uma aula de literatura, a gente fez a encenação do julgamento da Capitu e eu fui advogado de defesa. Por conta dessa atividade, pensei: ‘Ah, direito pode ser legal’ [...] “Entrei na turma de 2016, eu tinha funções administrativas na pró-reitoria de ensino e, com isso, tinha que participar de processos de questões disciplinares de servidores, então me matriculei para aprender mais sobre. Agora, a minha situação pessoal e familiar não me permitem me dedicar.” Qual é a melhor parte de trabalhar em uma instituição federal? “O serviço público, de certa forma, é uma segurança. Eu entrei no estado porque ainda não existia o IFMS, mas quando fiquei sabendo do instituto, eu quis vir, as condições de trabalho daqui são melhores. A carga de trabalho é diferenciada, atualmente eu tenho 9 aulas semanais e completo a minha carga horária com projetos, no estado, eu teria que ter 30 aulas semanais. Então, pra mim, esse é o grande diferencial. A porcentagem de estudantes interessados também aumenta.” Como foi ocupar um cargo na reitoria e como é ser gerente sistêmico? “Fui assistente da pró-reitoria de ensino. Mudei para gestão acadêmica como coordenador e depois como diretor, fiquei na reitoria até a troca da gestão. Foi uma experiência de aprendizado importante. A função de gerente sistêmico é apenas dentro do sistema, sou presidente da comissão e, junto com a professora Simone Leme, gerenciamos as propostas de projetos de ensino do câmpus.” Houve alguma inspiração para juntar a tecnologia com o seu método de ensino? “Sou um camaleão, vou aprendendo e vou testando. Encontro potencialidades e fragilidades, mas procuro variar e testar com cada turma em cada semestre. Desse jeito, eu acabo por acumular ao longo do tempo novas experiências.” Inicialmente, o seu canal no YouTube "Exercitando a química" era só um modo de facilitar a resolução de questões passadas aos seus alunos, porém, com o tempo, os vídeos começaram a ter muitas visualizações. “E aí eu fiquei: Opa! Então pode ser que um dia eu tenha tempo de trabalhar nesse canal aqui.” No momento, o Professor José Ricardo atua em três projetos de ensino: - Química com libras, como orientador; - Dos saberes tradicionais ao Ensino da Química Verde, como colaborador; - Se joga na Química em aventuras de um clube de Ciências, como colaborador. O que faz para se distrair da rotina? Durante o período de pandemia, surgiu a sua curiosidade pelos filmes da franquia Star Wars e, hoje em dia, um dos seus hobbies é conhecer esse universo. A fotografia, igualmente, já foi um dos seus passatempos. Qual é a diferença entre o professor e o pai José? “Eu não sei se tem tanta diferença. É lógico que as tarefas são divididas igualmente, assim como os cuidados com o bebê. Minha esposa também é professora, então acaba que o assunto do café da manhã e do jantar é sobre educação, sobre aula.” A equipe do VOX: Jornal Estudantil agradece a confiança e disponibilidade do professor! Foi um prazer contar um pouco mais da carreira e de sua vida acadêmica inspiradora. Dito isso, é gratificante saber que o IFMS conta com docentes qualificados e apoiadores da educação. Autoras da entrevista: Anna Giulia Bardella, Amanda Pessoa, Cattarina Gobbo e Giovanna Azevedo. Conselho do prof para os estudantes: “Se dediquem ao que vocês estão aprendendo hoje, isso pode ser necessário no futuro. Tente aprender o máximo enquanto você está estudando. O estudo, como um todo, é importante! Você pode usá-lo em vários momentos no futuro.” E agora, José? Nesta entrevista, vamos te contar tudo sobre a vida acadêmica, carreira e hobbies desse Prof!

Ed. 02 Física e Dança — Ed. 2, p. 2

Física e Dança: Ronaldo Conceição da Silva, mais conhecido como Ronaldinho, é professor de Física e coordenador do curso de Especialização em Ensino de Ciências e Matemática direcionado aos professores da área de química, física, biologia, matemática e pedagogia. Qual é a sua formação? “Fiz duas faculdades. Comecei com engenharia elétrica, trabalhava na UFMS no administrativo e comecei a dar aula. Eu sempre fui um engenheiro dando aula. Fiz especialização em eficiência energética e depois comecei a fazer física. Fiz mestrado em engenharia e não gostei, não era pra mim. Eu me sentia muito bem em sala de aula. Me formei em três anos e entrei no mestrado onde meu objeto de pesquisa era investigar o ensino de física e cinema, como os estudantes aprendiam física através da produção de um filme. Já no meu doutorado, pesquisei sobre dança e física. Arte e ciência é a parte que mais gosto.” Como foi entrar na faculdade e o que levou em consideração para escolher o curso? “Sempre gostei muito de exatas e humanas, mas eu pensava ‘Ou eu faço humanas ou eu faço exatas’ Acabou dando certo a engenharia, mas, hoje, a área de humanas está muito na minha vida. No fundo, você sabe as áreas que sente mais prazer e facilidade em estudar. Na minha vida, tudo foi acontecendo e se desenhando e, de forma geral, acredito que uma orientação vocacional para descobrir qual área você tem mais aptidão seja importante.” Por que acha que os alunos têm dificuldade na sua matéria? “A realidade triste no ensino da física hoje se deve a vários motivos. Alguns deles são a falta do ensino de física naqueles momentos iniciais do ensino fundamental e a pandemia que, por consequência, formou alunos que não tiveram acesso à física e que, mesmo sabendo a estrutura de uma questão, se perdem nas contas básicas. A carga horária, a estrutura da instituição, a formação dos professores e as dificuldades que já acompanham o estudante a muito tempo também são motivos que dificultam e causam uma série de problemas.” Como lidar com a pressão pré vestibular? “Eu acredito que no IF essa pressão é menor porque não se vive a cultura de preparar os alunos para o ensino superior. Isso gera muito embate entre os professores porque alguns enxergam a instituição como, apenas, uma escola técnica, mas antes de ser técnica, é uma escola. Ela tem que te preparar para o trabalho, mas também para os processos seletivos. Alguns dos nossos alunos quando saem daqui, querem ir para a universidade e a única maneira que tem é fazendo processo seletivo com outros alunos de escolas que muitas vezes são preparadas para isso. Nesse quesito, nossos alunos saem em desvantagem." Cite um momento marcante da sua vida universitária: “Acho que a aprovação, a entrada e a saída do ensino superior. A entrada porque você luta tanto para chegar naquilo, para conquistar aquilo, ver o seu nome na lista de aprovados é um alívio e é muito emocionante, traz a sensação de ‘Eu venci! Deu certo!’ Eu sempre digo para os meus alunos que a vida universitária é a melhor época da vida de qualquer pessoa. Já a saída é marcante porque ver todas as pessoas que te amam de pé te aplaudindo, é muito marcante, muito especial, é algo que não fica marcado só em você, mas também nas pessoas que você ama.” Acabou a faculdade, o que devo fazer? “Acho que é viver! Realmente a palavra é viver, continuar, claro que com outras preocupações. ‘Eu vou arrumar um trabalho? Eu vou continuar estudando? Fazer mestrado? Ou vou dar um tempo para viajar? O que que eu vou fazer?’ É uma nova fase que se abre e como toda nova fase no começo é assustador, então, acho que você precisa ter um momento de você consigo mesmo para pensar ‘O que quero fazer a partir de agora?’ É um momento de solidão, mas é necessário." Em relação ao IF, o que é positivo e o que é negativo? “O que é positivo aqui, é a realidade da escola pública federal em comparação a realidade de uma escola pública normal, por exemplo, eu sou contratado, mas não dou todo meu tempo de serviço somente na sala de aula. Sou livre para coordenar e desenvolver projetos, pesquisas, dar permanências, posso fazer coisas além da sala de aula, coisa que um professor de uma escola pública normal não faria. Vocês têm a monitoria, os editais, os projetos de ensino, isso é possível pela estrutura que o IF me dá e dá a vocês, é uma realidade nossa. Uma coisa ruim é: não conseguir dar essa oportunidade a mais pessoas. O IF tem muita concorrência para entrar, muita gente querendo, mas a gente não dispõe de uma infraestrutura melhor e maior para atender todo mundo.” Qual conselho gostaria de deixar para os estudantes do nosso campus? “Identifique o seu ponto mais frágil, se física for o seu ponto mais frágil, você tem que se dedicar a ela porque quando for disputar uma vaga, tem que ter uma parte boa em todas as matérias. Por exemplo, você vai concorrer para engenharia porque sua física é forte, todos que estão ali concorrendo tem uma física forte também. Você tem que se destacar, não foque somente no seu ponto forte, dê foco no seu ponto fraco, a mensagem é fortalecer todas as áreas por igual.” a coreografia adotada pelo professor Ronaldinho Nesta entrevista, o VOX vai te contar um pouco mais sobre a carreira, vida acadêmica e hobbies desse PROF! “Eu danço. A dança para mim é uma válvula de escape. Eu danço, a bastante tempo, em um grupo pantaneiro chamado ‘Camalote’ e eu dançava com uma escola de samba também.” O que faz para desligar-se da rotina? A equipe do VOX: Jornal Estudantil agradece a confiança e disponibilidade do professor! Foi um prazer contar com um pouco mais da carreira e de sua vida acadêmica inspiradora. Dito isso, é gratificante saber que o IFMS conta com docentes qualificados e apoiadores da educação. Autoras da entrevista: Anna Giulia Bardella, Ana Lissa e Ana Jhulia Souza. Uma música que te inspira: “Como nossos pais, da Elis Regina.”

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