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Coluna Especial

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A Coluna Especial aborda temas de relevância educativa, cultural, social e institucional para a comunidade escolar que não se enquadram necessariamente em uma seção fixa do jornal. Seu conteúdo inclui datas comemorativas, campanhas de conscientização, questões de diversidade, temas históricos, eventos, entrevistas e assuntos de interesse coletivo, como o Maio Amarelo, o Dia da Mulher Negra, o Carnaval, o aniversário de Campo Grande e experiências do próprio VOX. Por ser flexível, reúne diferentes formatos, como reportagens, textos informativos, entrevistas, relatos, crônicas, reflexões e materiais de campanha, adaptando a linguagem e a estrutura ao tema abordado. Dessa forma, permite que o jornal acompanhe acontecimentos relevantes do calendário e da vida escolar, além de explorar e aprofundar assuntos que merecem atenção especial.

Ed. 23 O Setembro Amarelo vai além da prevenção: ele reforça — Ed. 23, p. 2

O Setembro Amarelo vai além da prevenção: ele reforça a importância da saúde mental e do apoio mútuo O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização que promove a prevenção ao suicídio e a importância da saúde mental, buscando disceminar o conhecimento e combater estereótipos e preconceitos. Segundo a Organização Munidal da Saúde (OMS), uma a cada cem mortes ocorre por decorrencia de suicídio no mundo. No Brasil, são aproximadamente 14 mil casos anualmente, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia A prevenção ao suicídio não é apenas uma responsabilidade do governo e instituições, mas uma preocupação para toda comunidade. A forma de agir depende de cada situação, desde uma conversa acolhedora, o encaminhamento para um profissional ou até o acionamento de serviços de urgência e emergência. Por isso, é importante haver divulgação dos serviços de saúde e segurança, orientações sobre como lidar quando temos alguém próximo em risco, além de estimular valores sociais de cuidado e combate à violência. Sinais de alerta Não existe uma “receita” para se identificar quando uma pessoa está passando por uma crise suicida, mas alguém em sofrimento pode demonstrar sinais, que devem chamar a atenção, sobretudo se muitos desses sinais se manifestam ao mesmo tempo. Como por exemplo: Falas frequentes sobre morte, suicídio ou autoagressão; Falta de esperança, sem valor ou sem sentido de vida; Isolamento ou tristeza excessiva; Divulgação interna IFMS (Audiovisual - CG) Como posso atuar como rede de apoio? As redes de apoio exercem um papel fundamental no suporte emocional, psicológico e prático, principalmente nos momentos mais difíceis, promovendo um ambiente seguro para que as pessoas possam compartilhar seus sentimentos e buscar soluções. Conversar com alguém sobre suicídio pode ser difícil, mas é a melhor forma de ajuda. Dar a oportunidade para que a pessoa expresse seus sentimentos pode auxiliar com o isolamento e os sentimentos negativos reprimidos e pode, assim, reduzir o risco de suicídio. Como anteriormente dito, não existe um jeito certo de demonstrar que se importa, mas as seguintes dicas podem ajudar nesse processo: Busque deixar a pessoa confortável para falar, sem pressão ou interrupções constantes; Caso a pessoa não se sinta confortável para conversar, você pode dizer que está ali para ajudar e se disponibilizar caso ela precise; Ouça atentamente a pessoa em risco, sem fazer juízos de valor; Busque entender a situação antes de qualquer sugestão; Não desvalorize ou minimize os sentimentos do outro; O Setembro Amarelo propõe uma mudança de perspectiva. Conversar sobre saúde mental significa reconhecer que o sofrimento emocional merece atenção, cuidado e acolhimento. Ao abrir espaço para o diálogo, a sociedade contribui para diminuir o silêncio e o estigma que ainda cercam o tema.

Ed. 22 A representatividade LGBTQIAPN+ no cinema brasileiro — Ed. 22, p. 12

A representatividade LGBTQIAPN+ no cinema brasileiro A área cinza: Um documentário sobre assexualidade (2018) • Livre Documentário realizado pela jornalista Ana Carolina Planez, reunindo relatos de pessoas que compartilham diferentes experiências sobre ser assexual. A produção é um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) Paloma (2021) • + 16 anos Paloma é uma agricultora de mamão, negra, nordestina, analfabeta e transexual, que tem como único desejo se casar na igreja com seu namorado Zé. Porém, por conta de sua transexualidade, ela tem sua entrada na igreja negada, assim como a possibilidade de realizar a cerimônia que tanto deseja. Assim como Laerte-se (2017) • + 14 anos “O documentário retrata a trajetória da cartunista e chargista brasileira Laerte, considerada uma das mais proeminentes do gênero no Brasil. Tendo vivido parte de sua vida como homem, ela assumiu sua transexualidade aos 57 e, de lá pra cá, experiSem Coração (2023) • + 16 anos Durante o verão de 1996, no litoral de Alagoas, Tamara aproveita seus últimos dias de férias em sua vila antes de se mudar para estudar em Brasília. Em um dos dias, ela ouve falar de uma garota conhecida como “Sem Coração”, apelido dado por causa de uma cicatriz em seu peito. Ao longo do verão, Tamara passa a sentir uma atração crescente por essa menina misteriosa. Nos últimos anos, o cinema brasileiro vem ganhando cada vez mais espaço nas rodas de conversa, principalmente pelas grandes conquistas dos filmes “Ainda Estou Aqui” (2024), de Walter Salles, e O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho, nos festivais internacionais. A verdade é que a indústria audiovisual nacional atua como um grande potencializador nos debates e representações históricas e sociais na sociedade brasileira. No mês do orgulho LGBTQIAPN+ é importante compreender essa mídia como uma oportunidade de conscientizar e dar voz a uma comunidade muitas vezes silenciada pelo preconceito. No Brasil, as primeiras representações de personagens LGBTs no Brasil surgem a partir da década de 1960 com “O Menino e o Vento” (1967), de Carlos Hugo Christensen. Na década de 1970 ocorre um levante da liberdade sexual, motivada pela popularização do rock e mobilizações sociais ao redor do mundo como, por exemplo, a Revolta de Stonewall. Entretanto, a ditadura militar reprime e persegue todas as formas de expressão que fossem contra a norma, sufocando esse cenário que, mesmo assim, continua resistindo. É com o surgimento da Agência Nacional do Cinema (ANCINE), em 2002, que essa temática volta a ser abordada. Assim, na contemporaneidade o debate da existência e resistência da comunidade LGBTQIAPN+ no cinema é catalisado, motivado principalmente pelo desejo de romper com os paradigmas conservadores e conscientização sobre os direitos e igualdade. A equipe VOX separou algumas recomendações especiais do cinema queer nacional para a celebrar essa luta que marca o mês de junho: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014) • + 12 anos A história acompanha Leonardo, um adolescente cego que busca sua independência. Com a chegada de Gabriel à cidade, novos sentimentos despertam em Leonardo, levando-o a se conhecer melhor e a compreender sua própria sexualidade. Flores Raras (2013) • + 14 anos A obra aborda o relacionamento amoroso entre a poetisa americana Elizabeth Bishop e a paisagista carioca Lota de Macedo Soares. A relação entre as duas acontece no Rio de Janeiro, em um contexto anterior ao Sócrates (2018) • + 16 anos Após a morte de sua mãe, o jovem Sócrates, que foi criado por ela nos últimos anos, precisa fazer o possível para sobreviver em meio à realidade da miséria, somada ao preconceito por ser homossexual. Seus valores e ideais acabam sendo colocados à prova diante do medo de não conseguir se virar sozinho.

Ed. 22 SOS.: Salve nossas crianças — Ed. 22, p. 11

SOS.: Salve nossas crianças Oi corujinhas, como estão? Nesse mês de Maio, é preciso abordar um tema um pouco sensível, mas também muito importante para a proteção de nossas crianças e adolescentes. Dia 18 de maio é o dia nacional de combate ao abuso e à exploração sexual infantil, que é, em sua definição, todo ato de violência com conotação erótica, imposto na maioria das vezes por uma relação de poder, em que o agressor domina fisicamente e psicologicamente a criança ou adolescente. Esse dia é extremamente importante pois dá visibilidade e conscientiza a população sobre esse assunto tão pouco discutido nas esferas públicas, além de combater esses crimes hediondos a partir da disseminação de ajuda e conhecimento entre a comunidade. A data surgiu originalmente a partir do crime de estupro e homicídio cometido contra uma garota de 8 anos, chamada Araceli, no dia 18 de maio de 1973. Apesar de ter sido arquivado na época e ter seu julgamento suspenso, o caso serviu de alerta para toda a sociedade brasileira, exibindo a realidade de violências cometidas contra crianças. Por fim, em 2000, por meio da Lei 9.970, foi instituído o dia 18 de maio como o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, desde então, esse dia é utilizado para promover reflexões e debates políticos e sociais em torno do tema. Para entender a profundidade e urgência deste tema, basta olharmos para seus registros reais e frequentemente invisibilizados pela mídia: de acordo com a organização brasileira do Maio Laranja, cerca de 500 mil menores de idade são abusados sexualmente todos os anos. Além disso, as estatísticas apontam que o período dos 6 a 12 anos é o que tende a abranger o maior número de vítimas sexuais, sendo que 72% dos casos de violência contra crianças e adolescentes ocorrem na casa da vítima ou do agressor. Ainda assim, existem dados que sugerem que apenas 7,5% desses casos chegam a ser denunciados às autoridades, o que evidencia a quantidade exorbitante de estupros que nunca vieram a ser denunciados. Outro fato preocupante é de que 20% a 35% dos agressores sexuais foram abusados sexualmente quando criança, e metade deles foram vítimas de maus-tratos físicos combinados com abuso psicológico, podemos concluir então que um dos principais fatores para a propagação dessa violência é o próprio ato de violência. Mas e então? Você deve se perguntar, “como posso ajudar essas crianças? Como colaborar para a denúncia?” Para tal, é essencial saber identificar as principais características de uma relação de abuso sexual: nessas situações, constumam ocorrer “acordos” entre o agressor e a vítima, como o elo da confiança e de responsabilidade. A pressão psicológica embutida no menor para que ele se mantenha em silêncio supera a necessidade de buscar ajuda. Observando atentamente seus irmãos, amigos, filhos e outros menores de seu convívio com comportamentos suspeitos, já é possível colaborar para as queixas ao Estatuto da Criança e do Adolescente e tirar esses menores dessa situação de risco. Mas o que fazer quando testemunhar essas situações? No caso de um menor que não possui um responsável legal que o proteja, ele deve ser encaminhado para o conselho tutelar a fim de verificar a necessidade de afastamento familiar. Se a vítima não tiver um membro da família capaz de abrigá-la, ela será recebida por uma instituição de acolhimento à crianças e adolescentes. Por outro lado, quando o responsável legal não for o agressor, a orientação é que ele proteja sua criança, retirando o abusador de casa e prestando um boletim de ocorrência na delegacia. Depois que afastado de seu agressor, alguns cuidados devem ser prestados ao menor, tais como atendimento médico clínico e legista, uma escuta especializada que evite a revitimização, ou seja, a lembrança do momento da agressão, e o atendimento psicossocial fornecido pelo CREAS. Também é muito importante que a família busque um profissional para realizar um atendimento psicoterapêutico com a criança, para que ela possa se restabelecer mentalmente. Por fim, é importante ensinar nossas crianças a se protegerem contra possíveis abusadores, mostrando para elas o que é errado e não deve acontecer, o que elas não devem aceitar. Além de incentivá-las a contar para alguém de confiança, que algo estranho ou até que alguém faça algo que não é permitido. Para isso, a equipe Vox recomenda algumas obras infantis que abordam de forma leve e sensível esse tema: - Pipo e Fifi - Não me toca, seu boboca! - O Segredo da Tartanina

Ed. 22 Um Novo Primeiro de Maio — Ed. 22, p. 10

Um Novo Primeiro de Maio No dia 1º de maio, celebra-se internacionalmente o Dia do Trabalhador, uma data histórica de extrema importância para a luta operária. Nesse dia, busca-se comemorar os direitos e a dignidade conquistados ao longo do tempo, bem como homenagear as batalhas travadas ao longo da história em busca de melhores condições de trabalho. Entretanto, neste 1º de maio, é importante olharmos não apenas para o passado, mas também para o que vem pela frente. Afinal, com o crescente avanço tecnológico, a automatização de serviços braçais e as mudanças nos princípios sociais, surge a pergunta: como serão as profissões do futuro? Descubra o destino do trabalho Para entendermos melhor sobre o destino do trabalho, a equipe Vox decidiu consultar uma de nossas experientes professoras de administração, a docente Laura Gomes, no intuito de entender seu posicionamento e opinião em relação aos ramos empregatícios em ascensão e desenvolvimento. VOX - Professora Laura Gomes, poderia nos dizer quais são suas expectativas para o futuro do mercado de trabalho? Para além, entendendo-se em sua posição de administradora e consultora de empresas, observando também as atuais demandas da nossa sociedade, que serviços e áreas do conhecimento a senhora acredita que serão transformadas em nosso cotidiano? Laura Gomes - Olhando sob a ótica da administração e a minha experiência em consultoria empresarial, fica evidente que o futuro do mercado exige uma transformação profunda baseada em quatro pilares fundamentais, que vão reconfigurar drasticamente os serviços e as áreas do conhecimento. O primeiro pilar é o aprendizado contínuo e coletivo, pois o mercado muda rápido e exige evolução constante; essa não é uma tarefa solitária, já que os profissionais precisam buscar conhecimento e as empresas devem construir ambientes propícios que estimulem esse desenvolvimento. Conectada a isso está a análise crítica, visto que, com o avanço da inteligência artificial e da automação, as tarefas repetitivas serão feitas por máquinas, deixando o diferencial humano na capacidade de pensar estrategicamente, questionar dados e resolver problemas complexos. Além disso, as competências de relacionamento ganham força, pois o trabalho isolado perde espaço e saber colaborar, comunicar-se com clareza, liderar com empatia e construir redes de cooperação passam a ser as habilidades mais valorizadas no cotidiano. Por fim, em um mundo hiperconectado, o bem-estar emocional é prioridade, e garantir ambientes saudáveis e seguros tornou-se condição obrigatória para a produtividade e a sustentabilidade. Diante disso, entendo que as áreas do conhecimento mais impactadas serão a Educação, a Tecnologia da Informação e a Gestão de Pessoas, transformando serviços tradicionais em consultorias de bem-estar corporativo, auditorias de ética em sistemas automatizados e plataformas de educação corporativa customizada. Em sua fala, a docente aponta as 4 habilidades fundamentais de um trabalhador moderno, caracterizadas pelo desenvolvimento interpessoal, emocional e social. Bem como, ela cita algumas áreas que terão expansão no mercado de trabalho, entre elas a tecnologia, as profissões de saúde mental e gestão de pessoas, além da sustentabilidade. O que você acha de explorarmos um pouco mais desses ramos profissionais em ascensão? Por fim, em busca de garantir uma vida melhor para as futuras gerações, tornou-se necessário dar a devida atenção aos estudos da sustentabilidade e da ecologia. Consequentemente, as profissões do futuro não serão focadas na operação mecânica, mas sim em papéis estratégicos e humanos, como analistas de dados e IA, arquitetos de ambientes de trabalho saudáveis, gestores de inovação e ecossistemas, e especialistas em desenvolvimento humano e transição de carreira. Em suma, o amanhã pertence aos profissionais que desenvolvem sua capacidade crítica, cuidam de sua saúde mental e sabem trabalhar em harmonia com o outro e com a tecnologia. Por isso, é importante que os jovens invistam em aprendizado contínuo e interdisciplinar, prática e desenvolvimento das competências sócio-emocionais. Além do avanço tecnológico, a crescente preocupação com o bem-estar não apenas físico, mas também emocional, tem aumentado a procura da população por tratamentos psicológicos, impulsionando, assim, o mercado dos profissionais da saúde mental. Além disso, com o aumento das pesquisas científicas voltadas ao comportamento humano e ao funcionamento do cérebro, a sociedade tem sentido uma necessidade cada vez maior de obter diagnósticos psiquiátricos, buscando autoconhecimento e terapias adequadas. A partir disso, serão cada vez mais requisitados profissioA área que vem apresentando maior destaque no mercado de trabalho é a de Tecnologia da Informação e Ciência de Dados, por se tratar de um campo cada vez mais necessário para o desenvolvimento científico e tecnológico, impactando também áreas de interesse social, como a medicina. Dentro desse contexto tecnológico, destaca-se ainda a Inteligência Artificial, temática amplamente discutida e valorizada no mercado de trabalho. Algumas das carreiras com previsão de grande crescimento profissional nessa área são: especialis

Ed. 21 Para a desconstrução desses discursos e uma — Ed. 21, p. 4

Para a desconstrução desses discursos e uma reconstrução social a partir dessa temática, sugerimos algumas leituras que nos ajudam a refletir e analisar melhor nosso comportamento para a melhor inclusão e empatia com o outro. Abril Azul: Conhecendo para Incluir Mas o que é o TEA? Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), trata-se de um transtorno em que o indivíduo apresenta algum grau de dificuldade na interação social e na comunicação. Também como padrões atípicos de atividades e comportamentos, como dificuldade na transição de uma atividade para outra, foco em detalhes e reações incomuns a sensações. Dada a larga variação de características e os diferentes graus de necessidade de suporte, o autismo foi classificado como um espectro em 2013, pela American Psychiatric Association - Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Atualmente o autismo é classificado em três níveis: No dia 2 de Abril é celebrado o Dia da Conscientização do Autismo, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007 com a finalidade de ampliar o conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A Lei 12.764/2012 institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e determina que a pessoa autista seja considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais. Isso garante acesso a direitos como atendimento prioritário, inclusão escolar, acesso à saúde e políticas públicas específicas. Complementando essa legislação, o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) reforçou e ampliou os direitos das pessoas com autismo, prevendo maior acessibilidade, inclusão social e igualdade de oportunidades. Entretanto, ainda hoje pessoas com autismo sofrem com o capacitismo (discriminação contra indivíduos portadores de deficiências físicas e/ou intelectuais). Discursos como: “fulano é muito especial”, “ele é retardado”, utilizar o termo “autista” como ofensa , além da exclusão desses indivíduos de grupos e eventos configuram-se como capacitismo, e por mais que essas atitudes ainda sejam comuns no dia-a-dia, capacitismo é crime e deve ser combatido através da difusão do conhecimento contra boatos e estereótipos preconceituosos. A diferença invisível O estranho caso do cachorro morto O Patrulheiro Literário Autismo Sem Máscara O Autismo em meninas e mulheres Nível 1 de suporte: em geral, são pessoas que lidam com dificuldades para manter e seguir normas sociais, apresentam comportamentos inflexíveis e dificuldade de interação social desde a infância. Nível 2 de suporte: costumam apresentar comportamento social atípico, rigidez cognitiva, dificuldades de lidar com mudanças e hiperfoco (interesse intenso por determinados objetos, pessoas ou temas). Nesse nível do espectro, demonstra-se déficits marcantes na conversação, com respostas reduzidas ou consideradas atípicas. Nível 3 de suporte: nestes casos, os indivíduos têm dificuldades graves no seu cotidiano e déficit severo de comunicação, com uma resposta mínima a interações com outras pessoas e a iniciativa própria de conversar muito limitada. Também podem adotar comportamentos repetitivos, como bater o corpo contra uma superfície ou girar, e apresentarem grande estresse ao serem solicitados a mudarem de tarefa.

Ed. 20 Ilustração por: Arthur Ortiz 1A4 — Ed. 20, p. 3

Joana d’Arc era uma camponesa francesa, que junto de seu povo, vivia em extrema pobreza e agora começava a passar fome, principalmente devido aos problemas relacionados à Guerra dos Cem Anos. Sem contar a sensação de ameaça que os camponeses sentiam toda vez que um ataque inimigo acontecia. Desde seus treze anos, Joana d’Arc, que era devota ao catolicismo, alegava que tinha visões e ouvia vozes de santos orientando-a a intervir na guerra. Joana d’Arc: a força de uma mulher que transcende séculos Então, aos 16 anos, ela decidiu tomar parte na guerra. Ela conseguiu uma reunião privada com o rei Carlos VII, e também conseguiu convencê-lo a dar tudo de que precisava: homens, armas, armaduras e o comando das tropas. Mas como ela obteve isso ainda é um mistério até hoje. Depois disso, ela teve participação relevante na guerra, liderando as tropas do rei em conquistas importantes. Até hoje não se tem certeza se ela realmente chegou a lutar no campo de batalhas ou se apenas cumpriu papéis que envolviam a montagem da estratégia e preparação das tropas. Apesar disso, Joana d’Arc foi fundamental para duas vitórias expressivas da França e o envolvimento da jovem quebrou um ciclo de derrotas francesas. Em 1430, capturada pelos ingleses, Joana D’arc foi julgada e condenada à morte na fogueira por bruxaria, alegando que as visões e vozes que ela ouvia eram vindas do demônio. Foi executada aos 19 anos de idade, queimada viva em praça pública. Apesar de Carlos VII não ter feito nenhum tipo de intervenção no destino de Joana d’Arc; depois que ela faleceu, ele conseguiu anular seu processo, pois ter a sua imagem ligada com a de uma mulher condenada por bruxaria não era bom para seu reinado. No século XX, Joana D’arc teve sua dos grandes nomes da história francesa, sendo considerada padroeira nacional da França. Assim, Joana d'Arc tornou-se um símbolo feminino imortal por sua trajetória improvável de camponesa analfabeta a líder militar que virou o jogo na Guerra dos Cem Anos, além de desafiar radicalmente as normas de gênero, sociais e religiosas de sua época.

Ed. 20 No dia 8 de Março o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher, a data surgiu em meio a lutas operárias no início do — Ed. 20, p. 2

No dia 8 de Março o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher, a data surgiu em meio a lutas operárias no início do século XX, em busca por melhores condições de trabalho, salários e direitos, foi aceito oficialmente pela ONU em 1975. A partir disso, houve o desencadear da Revolução Russa e culminou no reconhecimento do voto feminino. A data se tornou um símbolo global de reivindicação e celebração da luta por igualdade e direitos femininos. Em meio a esse cenário a proposta de tornar a data internacional veio de uma mulher chamada Clara Zetkin, ativista comunista e defensora dos direitos das mulheres, que propôs a ideia em 1910 durante uma Conferência Internacional de Mulheres Socialistas em Copenhague. O Dia Internacional das Mulheres se tornou uma ocasião para celebrar os avanços das mulheres na sociedade, na política e na economia, enquanto suas raízes políticas significam que greves e protestos são organizados para aumentar a conscientização em relação à contínua desigualdade de gênero. Em um contexto de altos índices de violência, a data é um lembrete urgente para a proteção da vida das mulheres, com ênfase na erradicação de feminicídios. Quando a ONU começou a comemorar a data o primeiro tema foi introduzido em 1996: "Celebrando o Passado, Planejando o Futuro", isso nos prova que a trajetória para que este feito pudesse se transformar em uma data homenageada e reconhecida no mundo todo, só foi alcançada com grandes esforços de mulheres que lutaram em gerações para serem reconhecidas apenas como pessoas. Como disse a poeta, professora e ativista norte-americana Audre Lorde: “Não sou livre enquanto qualquer mulher for prisioneira, mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas”. Direitos não são presentes, são frutos da força de milhões de vozes que, depois de tanto tempo silenciadas, uniram-se em um único grito por liberdade. Para celebrar essa data, a equipe VOX preparou um jogo especial, um caça-palavras homenageando as grandes mulheres da história de Mato Grosso do Sul: 1. Glauce Rocha 2. Tia Eva 3. Helena Meireles 4. Delinha 5. Tetê Espíndola 6. Lenilde Ramos Conheça agora um pouco mais sobre elas: Glauce Rocha Nascida em Campo Grande, Glauce Rocha se destacou como um grande nome da atuação no teatro e cinema brasileiro. Participou de filmes como Os Cafajestes (1962), Terra em Transe (1967) e 5x Favela (1962). Faleceu em 1971 aos 41 anos. Hoje seu nome está eternizado no Teatro Glauce Rocha, na UFMS, mas ainda hoje poucos conhecem seu legado. Tia Eva Eva Maria de Jesus, mais conhecida como tia Eva, foi uma mulher escravizada responsável por construir a “igrejinha” de São Benedito, igreja essa que se tornou um importante marco para os moradores de sua comunidade. Original de Mineiros, interior de Goiás, tia Eva se mudou para Campo Grande depois de conquistar sua alforria no final do século XIX, trabalhando como parteira, curandeira, benzedeira, lavadeira e cozinheira. A Comunidade Tia Eva, quilombo localizado nas terras adquiridas por ela em 1910, é primeiro quilombo declarado tombado com a Portaria nº 135/2023. Helena Meireles Helena Pereira da Silva Meirelles, nasceu em Bataguassu em 1924, popularmente conhecida como a Dama da Viola, Helena foi cantora, compositora e violeira, reconhecida internacionalmente como uma das 100 melhores instrumentistas do mundo. Tetê Espíndola Tetê Espíndola é um grande nome da Música Popular Brasileira, conhecida pela aclamada canção “Escrito nas Estrelas”. Com mais de 20 álbuns lançados e várias participações em coletâneas e discos de outros artistas. No cinema cria a trilha sonora e atua como atriz no filme “Mônica e a Sereia do Rio”, de Maurício de Souza. Lenilde Ramos a jornalista, artista e escritora e imortal eleita da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras(ASL), Lenilde Ramos é autora das obras: História sem nome – Lembranças de uma menina quase gêmea, Imagens e Palavras e Do Baú da Tia Lê – Crônicas. Convidamos você a refletir: Quantas dessas mulheres você já conhecia? Você sabia de suas histórias? Além delas, quantos grandes nomes femininos do nosso estado você conhece? Difundir suas histórias é uma forma de lembrarmos de suas vidas e lutas. Que o 8 de março PARA SEMPRE seja lembrado como: um dia de resistência e ação coletiva.

Ed. 18 Em 11 de agosto é celebrado o Dia do Estudante. A data foi escolhida em 1927, em homenagem aos 100 anos — Ed. 18, p. 13

Em 11 de agosto é celebrado o Dia do Estudante. A data foi escolhida em 1927, em homenagem aos 100 anos de fundação dos dois primeiros cursos de Ciências Jurídicas do Brasil. Quando falamos de estudantes, falamos também de educação e, pensando nisso, vamos refletir sobre sua evolução. A base conceitual da educação ocidental tem origem na Grécia. Naquela época, a escola era um espaço restrito, voltado à formação de cidadãos ativos na sociedade, com disciplinas como Arte, Filosofia, Matemática e Retórica. A palavra “escola” vem do grego scholé, que significava originalmente “tempo livre”, período dedicado ao estudo e que, posteriormente, passou a designar o próprio lugar de aprendizado. Nesse período a igreja católica era responsável pela educação, por isso locais de estudo eram de vertente religiosa, como mosteiros - onde monges e freiras viviam, e universidades medievais. O ensino era voltado à fé, mas também a gramática, aritmética, geometria, música e astronomia. Agora os movimentos renascentistas e iluministas ganharam força. Eles defendiam a valorização da razão, da ciência e do próprio ser humano, separando religião do meio científico. As escolas evoluíram e estão mais semelhantes ao que conhecemos: salas de aula e professores. Os povos indígenas tinham sua própria forma de educar: O aprendizado era feito a partir da oralidade, tradições e vivências práticas. A ligação com a natureza era altamente valorizada e os ensinamentos eram voltados para caça, pesca, cultivo de alimentos e crenças religiosas. A educação era coletiva e sem divisão por idade ou gênero. Com a chegada dos portugueses, os padres jesuítas implantaram escolas formais, com a missão de catequizar os povos originários. O ensino era, novamente, baseado em religião e o objetivo deles era impor uma nova religião e cultura para povos que já tinham suas próprias crenças e costumes. Nesse período houve a criação dos primeiros cursos superiores do Brasil - Direito em Olinda e São Paulo - e como já dito anteriormente, foi quando surgiu o dia dos advogados e o dia dos estudantes, ambos em 11 de agosto. A educação era extremamente restrita e elitista. Hoje a educação não é apenas mais acessível, mas obrigatória. Graças a constituição de 1988, que a garante como direito de todos. Ainda existem desafios, como evasão escolar e falta de acessibilidade para pessoas com condições especiais, mas o objetivo é tornar a escola um espaço cada vez mais democrático. O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (IFMS) foi criado pela Lei nº 11.892, de 29 dezembro de 2008, quando o Ministério da Educação (MEC) reestruturou a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica . Nossa missão é promover a educação de excelência por meio do ensino, pesquisa e extensão nas diversas áreas do conhecimento para a formação de profissionais humanistas e inovadores. IFMS É A NOSSA HISTÓRIA A evolução da educação Grécia Antiga ( V - IV a.C ) Educação no Brasil Antes da colonização… Idade Média ( V - XV ) Idade Moderna ( XVI - XVIII ) Brasil Colonial ( XVI - XVIII ) Brasil Imperial ( XIX ) Brasil no Sec 21 IFMS: EDUCAR É ABRIR CAMINHOS

Ed. 18 Turistando no IF: Conheça nossos eventos! — Ed. 18, p. 3

Turistando no IF: Conheça nossos eventos! Acredito que todos vocês já devem ter participado de um evento no nosso campus do instituto, certo? Mas vocês conhecem todos eles e o que proporcionam? O Festival de Arte e Cultura promove a exploração e realização de diversos tipos de artes, contando com atividades relacionadas a danças culturais, artes visuais, artes plásticas e cênicas. Mostre sua veia artística e explore toda cultura e liberdade do IFMS! O festival ocorrerá na semana do dia 03 a 08 de novembro. Te convido então para realizar um “tour” por nossos eventos, entender seus propósitos e objetivos. Festival de Arte e Cultura O Semict (Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica) é um espaço para divulgação de projetos de pesquisa desenvolvidos por estudantes de cursos superiores do IFMS, por meio do Programa Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica (PICTEC). Uma ótima chance de visualizar pesquisas desenvolvidas recentemente, um saber tanto para estudantes quanto para profissionais de “N” área! Já o Sempog possui o objetivo de divulgar as pesquisas produzidas pela Pós-Graduação dos campi do IFMS, bem como promover discussões acadêmicas a partir da interação com os trabalhos. SEMICT e Sempog A Semana do Meio Ambiente ocorre anualmente com o intuito de celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, que acontece entre os meses de maio e junho, estimulando a conscientização em relação às causas ambientais. Nela, são realizadas diversas atividades gratuitas com a temática, como palestras, minicursos etc. Semana do Meio Ambiente A Semana de Ciência e Tecnologia (SCT) do IFMS é um evento anual promovido pelos dez campi do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul. Durante o evento, são realizadas diversas atividades científicas e tecnológicas com o objetivo de promover a integração entre ensino, pesquisa, extensão e estimular o interesse da comunidade sobre Ciência e Tecnologia. Durante a semana, ocorre a Feira de Ciência e Tecnologia do IFMS (FeciNTEC), um evento local incrível que promove a divulgação de projetos inovadores desenvolvidos por estudantes do ensino fundamental, médio e técnico integrado ao ensino médio, de escolas públicas e privadas. Com o objetivo de estimular o interesse pelas ciências e o desenvolvimento de pesquisas, a feira promove atividades de iniciação científica e alimenta a criatividade e inovação. Semana da Ciência e Tecnologia e FeciNTEC Aproveitem a Semana de Ciência e Tecnologia para explorar novas ideias, viver boas experiências e fortalecer o vínculo com a nossa instituição. A FeciNTEC é o momento perfeito para aprender e se conectar com diferentes projetos que mostram a criatividade e o talento da comunidade acadêmica. compartilhada com o VOX. compartilhada com o VOX. compartilhada com o VOX.

Ed. 18 15 anos de história — Ed. 18, p. 2

15 anos de história: A trajetória do Campus Campo Grande começou a ser escrita em 27 de outubro de 2007, quando a Lei n° 11.534 deu vida à Escola Técnica Federal de Mato Grosso do Sul, na capital e à Escola Agrotécnica Federal de Nova Andradina. Um ano depois, com a criação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, essas instituições ganharam nova identidade: nasceu o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), pela Lei n°11.892. Mas foi em 2010 que a história realmente saiu do papel. O campus abriu suas primeiras vagas para os cursos técnicos a distância, em parceria com o IFPR, reunindo estudantes em encontros semanais no Colégio Militar de Campo Grande. O ano de 2011 marcou a chegada da unidade em caráter provisório, na Avenida Júlio de Castilho, n° 4.960, no Bairro Panamá. Foi lá que os primeiros cursos técnicos integrados em Eletrotécnica, Informática e Mecânica começaram, ao lado do Proeja em Manutenção e Suporte em Informática. Nesse mesmo período o campus já ousava em sonhar mais alto e lançou sua primeira graduação: Tecnologia em Sistemas para Internet, com seleção pelo Sisu. Aos poucos, o IFMS foi ampliando suas portas: Cursos da Rede e-Tec Brasil, do Pronatec, em parceria com a secretária de Estado e Educação, e a especialização em Docência para a Educação Profissional, Científica e Tecnológica abriram novas oportunidades de formação. Em 2015, com mais de mil estudantes, a mudança para dois prédios na rua 13 de Maio, n°3.072, no centro, trouxe uma nova estrutura para a comunidade acadêmica que só crescia. Porém, em 2017, as aulas tiveram início na sede definitiva, na Rua Taquari, n°831, Bairro Santo Antônio. São mais de 8 mil m² de área construída, distribuídos em blocos com salas de aulas, laboratórios, biblioteca, setores administrativos, cantina, quadra poliesportiva e estacionamento, sendo um espaço que reflete a dimensão dos sonhos cultivados desde o início. Hoje, em 2025 … neste ano vamos celebrar os 15 anos do Campus Campo Grande, olhando para trás com orgulho de sua caminhada e, ao mesmo tempo, projetando seu futuro com entusiasmo. Uma história que começou com salas emprestadas e provisórias, e que agora se consolida em uma sede moderna, e que tem como principal compromisso, a transformação de vidas por meio da educação. A equipe VOX deseja um feliz aniversário ao campus CAMPO GRANDE! a caminhada do IFMS campus Campo Grande Sede provisória do IFMS 2015 Sede definitiva do IFMS compartilhada com o VOX. compartilhada com o VOX. retirada pela equipe VOX.

Ed. 15 Educação e inclusão: NAPNE, um ambiente mais acessível para todos no — Ed. 15, p. 8

Educação e inclusão: NAPNE, um ambiente mais acessível para todos no IFMS-CG No dia 21 de março, celebramos o Dia Internacional da Síndrome de Down. Você sabia que a escolha dessa data representa a trissomia do 21º cromossomo, a alteração genética responsável pela síndrome? Além disso, no dia 4 de abril, comemoramos o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, duas datas que, antes, passavam despercebidas por muitos, mas que hoje simbolizam a importância da informação, da empatia e do respeito. E você, corujinha, já se dedicou a aprender mais sobre o assunto e se conscientizar sobre a inclusão? O VOX vai te mostrar algumas verdades e mitos para que você possa entender melhor, identificar, apoiar e respeitar aqueles que vivem essas realidades. MITO: Todas as pessoas com Síndrome de Down são iguais. Cada pessoa é única, e isso não é uma exclusão da síndrome de down, cada indivíduo tem sua personalidade, gostos e desgosto, embora os da síndrome de down podem possuir características físicas comuns. VERDADE: A tecnologia pode facilitar o aprendizado. As ferramentas digitais, quando inseridas de maneira correta no ambiente escolar, podem sim ajudar, promovendo uma autonomia e possibilitando um maior desenvolvimento. MITO: O autismo é sempre visível. Uma coisa para se alertar, pois nem todas as características do autismo são visíveis. Muitos autistas podem apresentar traços sutis, que podem passar despercebidos. VERDADE: O autismo não é uma doença. Diferente da Síndrome de Down, o TEA(Transtorno do Espectro Autista) é uma condição neurológica, mas isso não os torna menos humanos, o respeito e a inclusão são necessários. Entrevista com Jocimara Paiva Grillo Você sabia que o IFMS tem uma assistência estudantil para estudantes com necessidades educacionais específicas? O NAPNE(Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas) atua no IFMS desde 2011, são 14 anos tornando a educação acessível para os nossos estudantes. Hoje você vai poder conhecer um pouco mais sobre quem são os responsáveis e o como realizam essa tarefa no nosso campus! VOX - Conte um pouco mais sobre o NAPNE, como funciona o núcleo? A quanto tempo ele está no campus Campo Grande? O núcleo surgiu a partir de uma iniciativa ou uma necessidade da comunidade acadêmica? J.G - “Aqui no IFMS o NAPNE surgiu em 2011 como uma portaria de comissão e hoje ele se tornou um setor que atua com uma equipe multifuncional formada por pedagogos, assistentes de administração, assistente social, professores e psicopedagogia. É importante dizer que : temos um regulamento próprio disponível no site do IFMS de acesso público e nosso objetivo é atender aqueles estudantes que têm uma necessidade social específica e torna o ambiente da escola mais acessível.” VOX - Quais são as atividades trabalhadas pelo núcleo para ajudar os estudantes portadores de necessidades educacionais especificas? Há alguma alteração na grade curricular? J.G - “Temos vários tipos de necessidades, estudantes autistas, portadores de deficiência intelectual, visual e cada caso é diferente. Assim, no NAPNE temos 3 frentes: para os estudantes com uma necessidade muito específica que precisa de um profissional de apoio, então ele vai ser acompanhado em sala de aula, para os estudantes que precisam de um espaço para realizarem suas avaliações com mais calma, temos uma sala para o atendimento reservado e alguns professores aqui do campus oferecem também uma permanência apenas para esses estudantes. Hoje nós VOX - O estudante não diagnosticado, que sofre com alguma dificuldade no seu aprendizado, pode procurar ajuda do NAPNE? Se sim, como, onde e com quem os estudantes podem encontrar esse recurso? J.G - “Às vezes alguns desses estudantes vêm até o NAPNE a partir de uma observação do próprio professor, se é um estudante que apresenta um comportamento, algum desvio de atenção, dificuldade na matéria. Nosso papel é encaminhar para uma avaliação com o neuropedagogo ou neuropsicopedagogo para investigar mais esse diagnóstico e depois o acompanhamento.” contamos também com o NuVE (Núcleo de Voluntariado Educativo), que promove para esses estudantes rodas de conversa para um melhor acolhimento. Então o NAPNE está sempre envolvido com as ações no campus.”

Ed. 14 Luta, resistência e determinação: As histórias de meninas e mulheres — Ed. 14, p. 15

COLUNA ESPECIAL Luta, resistência e determinação: As histórias de meninas e mulheres que fazem parte do IFMS Kamille Vitória Meneses da Silva VOX - Nos conte como é ser uma menina na ciência. É difícil conciliar a rotina de estudos com as responsabilidades do projeto? Kamille Meneses - “Não acho difícil, é claro que tem suas dificuldades, como na semana de provas. O meu projeto é muito acolhedor, então eu consigo ter um tempo para as provas e para o projeto.” VOX - Sabemos que o seu foi projeto foi aprovado entre vários outros concorrentes, conte para nós qual foi a sensação de conquistar um espaço entre essas meninas. K.M - “Quando o projeto foi aprovado foi uma das melhores sensações da minha vida acadêmica, eu fiquei muito feliz. A pesquisa transformou vidas, e ela transformou a minha. ” VOX - Uma mulher que te inspire. K.M - “Minha mãe. Para mim ela é uma mulher super poderosa, espero um dia poder ser tudo que ela é para mim. ” VOX - O que é ser mulher? VOX - Deixe um conselho para as estudantes do IF. K.M - “Faça tudo no seu tempo. Nem sempre a gente precisa estar a frente da nossa capacidade, certas coisas exigem mais tempo e preparação, não desistam dos seus sonhos!” K.M - “Ser mulher é sinônimo de coragem, de força. Muitas vezes a gente encontra uma motivação para continuar onde não tem, ser mulher é persistir.” Luciana Oliveira da Silva VOX - Quem é Luciana? Luciana Oliveira - “Eu sou uma pessoa extrovertida, gosto muito de conversar e sou muito curiosa. Gosto de aprender, sempre estou procurando por coisas novas. Inclusive recentemente ganhei uma bolsa e estou fazendo Proeja, para sair um pouco do serviço com a limpeza, pois é sempre bom procurar coisas novas.” VOX - Sabemos que a jornada de trabalho é sempre extensa e cansativa, é difícil conciliar a jornada de trabalhadora, mãe e mulher? L.O - “É difícil, às vezes acaba sendo um grande desafio. Eu durmo muito pouco, moro longe, as vezes tenho que acordar quatro da manhã para estar no horário, saio do curso quase meia noite, e ainda tenho as atividades para entregar, estudar pra prova, cuidar da casa e da minha filha, de vez em quando só consigo descansar lá pelas duas da manhã, então é cansativo. Mas tem que dar conta, devagar a gente consegue fazer tudo, tem que ser guerreira.” VOX - Uma mulher que te inspire. L.O - “Minha mãe com certeza, ela que me dá forças.” VOX - O que é ser mulher? VOX - Deixe um conselho para as estudantes do IF. L.O - “Ter garra, ter a sua perspectiva de vida e suas metas. Não desistir!” L.O - “Ser mulher é ser guerreira, é uma coisa ótima, na próxima vida eu com certeza quero ser mulher de novo. A gente passa por vários desafios, mas são desafios que valem a pena.” No mês de Março temos o Dia Internacional da Mulher, para comemorarmos essa data tão importante para nossa história, o VOX: Jornal Estudantil conversou com a estudante e jovem cientista Kamille Vitória e a servidora terceirizada Luciana que fazem parte da história do IFMS. Venha conhecer a história e desafios dessas adoráveis mulheres. compartilhadas com o compartilhadas com o

Ed. 14 Luta, resistência e determinação: As histórias de meninas e mulheres — Ed. 14, p. 14

COLUNA ESPECIAL Luta, resistência e determinação: As histórias de meninas e mulheres que fazem parte do IFMS Nicolle Neiva Lamas VOX - Nos conte um pouco da sua história até chegar no IFMS. Nicolle Lamas - “Concluí a graduação em Enfermagem em 2009 e antes de concluir já vinha prestando concursos públicos. Realizei duas pós-graduações lato sensu neste período. Nesse interstício fui aprovada como Auxiliar de Enfermagem no concurso público da Universidade Federal do Espírito Santo, Campus Vitória, atuando até janeiro de 2017, quando fui nomeada no concurso público do IFMS como Enfermeira para o Campus Naviraí. Em janeiro de 2024 iniciei minha jornada no Campus Campo Grande, foi uma grande conquista, pois me proporcionou facilidade para rever meus familiares, que estão na região Sudeste.” VOX - Quais foram os maiores desafios que você já vivenciou sendo mulher ao longo da sua carreira? N.L - “Ser mulher é ressignificar, passamos por inúmeros desafios ao longo da nossa trajetória, crescendo e amadurecendo a cada dia, não é uma tarefa fácil, a batalha é árdua e não podemos desanimar.” VOX - Uma mulher que te inspire. N.L - “Estudem, não deixem que ninguém as impeça de concretizar os seus sonhos. A vida é construída com os desafios que vivenciamos diariamente. Não desista e continue lutando, pois a vitória virá, acredite. Você pode, você quer, você consegue. Lute, persista e não desista.” VOX - O que é ser mulher? VOX - Deixe um conselho para as estudantes do IF. N.L - “Minha mãe Adiléa, ela me inspira diariamente com o seu exemplo de vida. Sempre batalhou e lutou pelo melhor para a família, mesmo diante de tantos obstáculos ela conseguiu seguir em frente, sempre mostrando para mim e meus irmãos o quanto a vida é difícil e que precisamos buscar e valorizar muito o que alcançamos.” N.L - “Quando saí de casa pela primeira vez, sempre morei com meus familiares, que são tudo para mim. Outro grande desafio foi o falecimento do meu pai, meu grande herói, mas mesmo diante dos grandes desafios me mantive firme na fé e forte na caminhada.” Marli Selini VOX - Nos conte um pouco da sua história até chegar no IFMS. Marli Selini - “Eu comecei um pouco tarde, terminei a faculdade com 47 anos, depois fiz um concurso e fui chamada para trabalhar na UFMS e aqui no IF, optei pela universidade, trabalhei em Corumbá por um tempo. Depois o IF me convocou, estou aqui faz doze anos.” VOX - Quais foram os maiores desafios que você já vivenciou sendo mulher ao longo da sua carreira? M.S - “Não foi fácil pois eu priorizei criar os filhos primeiros, e deixei o estudo de lado, na época ir até a faculdade era uma tarefa difícil, só tínhamos os ônibus e o curso que eu fazia era presencial, então cansava muito, tinha que cuidar da casa. Foi difícil porque eu deixei para o final, a gente tinha que sobreviver, mas isso não me impediu de achar meu caminho. Eu me encontrei na biblioteconomia, a biblioteca não é só o atendimento, também temos a pesquisa. VOX - Uma mulher que te inspire. M.S - “Minha mãe, ela começou a estudar na época em que as mulheres eram proibidas, foi uma grande surpresa para toda a família, mas mesmo com as dificuldades ela não desistiu.” VOX - O que é ser mulher? VOX - Deixe um conselho para as estudantes do IF. A.T - “Não desistam do que querem, mesmo que as pessoas digam para vocês que o que você quer não dá dinheiro ou que é trabalho de homem. Se você quer ocupar esse espaço você vai se dedicar para isso e quer isso, vai para cima!” M.S - “Ser mulher é símbolo de resistência e luta. mulher é batalhadora, quando elas querem, elas conseguem, faz pouco tempo que a gente começou a trilhar nossos caminhos, com muita batalha. Nós estamos ressignificando, deixando para trás aquele passado machista, fazendo o próprio caminho, é claro que ainda temos muitas áreas que são machistas, mas quando as mulheres querem, elas conseguem.” No mês de Março temos o Dia Internacional da Mulher, para comemorarmos essa data tão importante para nossa história, o VOX: Jornal Estudantil conversou com as mulheres que fazem parte do IFMS e desempenham funções necessárias para a comunidade acadêmica. Venha conhecer a história e desafios dessas adoráveis mulheres. compartilhadas com o compartilhadas com o

Ed. 14 Luta, resistência e determinação: As histórias de meninas e mulheres — Ed. 14, p. 13

COLUNA ESPECIAL Luta, resistência e determinação: As histórias de meninas e mulheres que fazem parte do IFMS Maira Luiza Weiler Rodrigues VOX - Nos conte como é ser uma menina na ciência. É difícil conciliar a rotina de estudos com as responsabilidades do projeto? Maira Luiza Weiler - “Eu comecei a fazer o projeto durante a greve, então não foi difícil, já que não estava tendo aulas. Mas é claro que o projeto demanda de um tempo do estudante, eu acho que se estivesse em aula normal seria sim mais difícil, ser pesquisadora precisa de um tempo, temos que duvidar e dar mais atenção para a pesquisa.” VOX - Sabemos que o seu foi projeto foi aprovado entre vários outros concorrentes, conte para nós qual foi a sensação de conquistar um espaço entre essas meninas. M.W - “É uma felicidade contínua para todo mundo, saber que seu esforço foi reconhecido, que seu projeto foi aprovado, e depois poder olhar para trás e ver que todo seu esforço valeu a pena é gratificante.” VOX - Uma mulher que te inspire. M.W - “Minha avó.” VOX - O que é ser mulher? VOX - Deixe um conselho para as estudantes do IF. M.W - “Não importa o que você queira fazer para sua vida, sempre coloquem que vocês tem que dar o melhor de si, independente da área, e nunca deixar se abalar para os sentimentos negativos que as outras pessoas trazem. Sigam o seu coração, e sejam felizes fazendo algo que vocês gostem .” M.W - “Ser mulher é um desafio, tudo o que você faz as pessoas te olham com aquele pensamento de errar por ser mulher. Mas ao mesmo tempo que tem suas dificuldades é gratificante, ser mulher é uma força, é você fazer aquilo que você deseja .” Nayara Araujo de Medeiros VOX - Nos conte como é ser uma menina na ciência. É difícil conciliar a rotina de estudos com as responsabilidades do projeto? Nayara Araujo - “Eu aprendi a lidar com isso, antes eu não era acostumada a estudar tanto, hoje em dia continua cansativo mas já foi pior em outro semestre por conta de DPs. Quando eu entrei no projeto eu tive algumas dificuldades com o blender e outras ferramentas, já que não tive contato com elas anteriormente, mas com o tempo nós conseguimos.” VOX - Sabemos que o seu foi projeto foi aprovado entre vários outros concorrentes, conte para nós qual foi a sensação de conquistar um espaço entre essas meninas. N.A - “Deu uma motivação a mais, o projeto estava exigindo bastante de mim. A professora nos mostrou como era o edital para conseguir e eu acabei ficando realmente surpresa por ter conseguido.” VOX - Uma mulher que te inspire. N.A - “É uma pergunta muito difícil, mas acredito que seja a Hedy Lamar A GRANDE CIENTISTA ” VOX - O que é ser mulher? VOX - Deixe um conselho para as estudantes do IF. N.A - “Eu que sou do curso de mecânica, e quero seguir na área escuto muito que para mulher é mais difícil ainda mais que no Brasil não tem tanto mercado. Aproveitem as oportunidades que o IF fornece, elas são ótimas, assim como estamos aproveitando agora, e não desista do que quer!” N.A - “É difícil, eu queria ter certos privilégios de me sentir confortável perto de homens até mesmo por conta de assédio e essas coisas, ter muitas inseguranças ao sair de casa, e minha mãe dizer “Cuidado com assalto, você é mulher!” É complicado. ” No mês de Março temos o Dia Internacional da Mulher, para comemorarmos essa data tão importante para nossa história, o VOX: Jornal Estudantil conversou com as meninas que fazem parte da equipe de pesquisadoras e tiveram seus projetos aprovados no edital 032/2024 -Propi/IFMS(Apoio a Meninas e Mulheres). Venha conhecer a história, os desafios e os sonhos dessas jovens cientistas. compartilhadas com o compartilhadas com o

Ed. 14 Confira os critérios pontuados da redação — Ed. 14, p. 5

COLUNA ESPECIAL Confira os critérios pontuados da redação: Tópico 1: Pontuação: 200; Tópico 2: Pontuação: 100; Tópico 3: Pontuação: 200; Tópico 4: Pontuação: 200; Tópico 5: Pontuação: 200. Nota final: 900 Confira os critérios pontuados da redação: Tópico 1: Pontuação: 200; Tópico 2: Pontuação: 200 Tópico 3: Pontuação: 200 Tópico 4: Pontuação: 200 Tópico 5: Pontuação: 150 Nota final: 925 Luna Vitoria da Silva Lermem Lorena Fonseca Leonel Pontuação: 200; Pontuação: 150; Pontuação: 200; Pontuação: 100; Pontuação: 200; Pontuação: 200; Pontuação: 200. Pontuação: 200; Pontuação: 200; Pontuação: 150; Resultados de muita dedicação: As redações destaque nos vestibulares Leia na íntegra as redações das estudantes dos cursos de mecânica e informática Arquivo enviado pela estudante. Arquivo enviado pela estudante. compartilhada com o compartilhada com o

Ed. 14 Resultados de muita dedicação: As redações destaque nos vestibulares — Ed. 14, p. 4

COLUNA ESPECIAL Resultados de muita dedicação: As redações destaque nos vestibulares Confira os critérios pontuados da redação: Critério 1: Adequação temática Pontuação: 200; Critério 2: Organização e progressão textual Pontuação: 150 Critério 3: Estrutura e desenvolvimento do texto dissertativo-argumentativo Pontuação: 200 Critério 4: Aspectos de coesão e coerência do texto Pontuação: 200 Critério 5: Emprego da norma padrão da Língua Portuguesa Pontuação: 200 Nota final: 950 Leia na íntegra as redações das estudantes dos cursos de mecânica e informática Anna Giulia Bardella Silva Maria Eduarda Severo Ferreira Confira os critérios pontuados da redação: Critério 1: Adequação temática Pontuação: 200; Critério 2: Organização e progressão textual Pontuação: 150 Critério 3: Estrutura e desenvolvimento do texto dissertativo-argumentativo Pontuação: 200 Critério 4: Aspectos de coesão e coerência do texto Pontuação: 200 Critério 5: Emprego da norma padrão da Língua Portuguesa Pontuação: 200 Nota final: 950 compartilhada com o Arquivos enviados pelos estudantes Arquivos enviados pelos estudantes compartilhada com o

Ed. 13 E aí, já fez seu estágio? Venha saber um pouco mais de tudo que — Ed. 13, p. 11

E aí, já fez seu estágio? Venha saber um pouco mais de tudo que aconteceu com os estagiários em 2024.2 COLUNA ESPECIAL VOX JORNAL ESTUDANTIL - Explica para gente onde e como foi o seu estágio? Otávio Augusto, 1210 - “Eu realizei meu estágio na empresa Triagem e Consultoria, que é uma empresa que tem convênio com o IF. Ela fornece franquias em vários tipos de serviços, mais voltada na questão de gestão de arquivos. Assim, durante o estágio ajudei a equipe a corrigir e digitalizar documentos de vários tipos de workspace”. VOX - E como foi seu processo de contratação para a entrada no estágio? Acervo pessoal Os estágios obrigatórios, sejam eles internos, equiparados ou convalidados, são uma parte essencial de nossos cursos. Muitas vezes a falta de informação a respeito desse assunto traz dúvidas e até mesmo preocupações aos estudantes que têm esse tópico como pendência. Diante disso, o VOX te oferece mais informações sobre os temidos estágios obrigatórios, vindo diretamente de estudantes que também já passaram por essa experiência, compartilhando suas vivências e esclarecendo questões aclamadas. Gabriela Brum, 1210 - “Meu estágio foi interno aqui no IF e foi no Lades. Eu gostei bastante porque foi uma experiência muito legal e além de ser o meu local de estudo, também era o local onde eu aprendia mais sobre o mercado de trabalho”. Guilherme Escobar, 148B - "Eu me inscrevi no edital de estágio interno no site do IFMS e fui aprovado, mas só soube disso através de outras pessoas, pois na lista de chamada os veteranos que precisam terminar o curso têm preferência. Acontece que a maioria acabou não sabendo que havia sido chamada, e eu e meus colegas, que estávamos entre os primeiros na lista por termos o CR alto, ocupamos a vaga." Alessandra Camargo, 119 - “Eu mandei meu currículo para a empresa, eles analisaram e me contataram de volta por email, eles me mandaram uma mensagem solicitando uma entrevista online. Eles fizeram várias perguntas, dentre elas, se eu possuía disponibilidade de horário para tal vaga, aceitei e logo fui contratada, dando início ao meu estágio convalidado.” VOX - No desenvolvimento do seu estágio, quais conhecimentos do seu curso e de outras disciplinas você mais utilizou? Alessandra Camargo, 119 - Desenvolvi muitas matérias técnicas, desde as básicas até as matérias que eu estou aprendendo agora no 6º semestre. Desenvolvi matérias de poste, transformador e coisas que agora que eu tive exatamente o jeito que isso iria se aplicar no mercado de trabalho. Além disso, já desenvolvia a maioria das atividades no computador e na empresa usava planilhas que a empresa fornecia e colocava em prática tudo que aprendi dentro da empresa. E usei outras matérias, como: língua portuguesa, interpretação de texto, enfim, aperfeiçoei o que aprendi na sala de aula. VOX - Qual seria o seu conselho para aqueles que desejam iniciar o estágio? Luan Rodolfo, 148B - “Tenham um CR alto caso sua intenção for ingressar no estágio interno, assim sua posição na lista de chamada será mais alta. Além disso, prestem atenção nas matérias técnicas e decorrentes do ensino médio, não estude só para passar, pois isso não vai dizer que você tem um bom desempenho no estágio, tente realmente entender aquilo de forma prática.” Otávio Augusto, 1210 - “Um conselho para aquelas pessoas que procuram por uma oportunidade de estágio, é sempre estar atento às divulgações que o próprio IF proporciona, seja pela mídia, pelo site, se entrar em contato com a coordenação de estágios provavelmente vão te encaminhar uma lista de empresas que possuem convênio.O IF proporciona temos muitas possibilidades, assim como eu desfrutei dessa oportunidade que me proporcionaram.” Acervo pessoal Acervo pessoal

Ed. 12 GameTec Lab: Desenvolvendo uma nova percepção de — Ed. 12, p. 4

GameTec Lab: Desenvolvendo uma nova percepção de ensino através dos jogos digitais! Coluna Especial Ei corujinha, você conhece o GameTec Lab? Nessa entrevista o VOX vai te contar um pouco mais sobre esse projeto, desde o funcionamento, desenvolvimento e equipe por trás da estruturação do projeto. O VOX foi conversar com o Professor Alexandre Soares da Silva, coordenador do projeto! VOX JORNAL ESTUDANTIL - Para aqueles estudantes que não conhecem o GameTec Lab, o senhor poderia nos contar como funciona o projeto? De quem foi a ideia inicial para o desenvolvimento do projeto? Alexandre Soares - “Existem duas coisas distintas, o laboratório que é o projeto principal de cooperação com a secretaria da fazenda. Ele foi criado quando ganhamos máquinas de doação e a professora Marilyn conseguiu um espaço para colocarmos tudo. Na época já estava previsto esse projeto, ele não é um projeto único do IFMS, temos a participação da UEMS e da UFMS também e nós entramos no projeto para desenvolver a parte de games. Quando o projeto começou a ganhar vida eu estava em afastamento para doutorado, quem começou e quem coordena até hoje é a professora Celeny e contamos também com a participação de outros professores, o professor Thales, professor Marcio Oshiro e os nossos estudantes, sendo dois da graduação e dois do ensino técnico. Ele é uma extensão do LADES e a ideia central do laboratório é utilizar o espaço para desenvolver atividades relacionadas a jogos digitais ou projetos que tenham um nível não comercial.” VOX - Como o projeto pode agregar no desenvolvimento dos nossos estudantes? Ajudando eles com as matérias técnicas, ao mesmo tempo que desenvolvem o trabalho em equipe. A.S - “Na questão técnica, não tem muito como fugir, eles vão ter que desenvolver raciocínio algorítmico, desenvolver a programação e, também, a parte de autodidata. Nesse projeto cada estudante tem uma tarefa específica para desenvolver, no fim vai sair um jogo só, então eles precisam estar o tempo todo em sintonia e uma boa comunicação, além do trabalho em equipe que está avançando bem no quesito de produtividade.” VOX - Para o senhor, qual foi o momento mais marcante para o desenvolvimento do projeto até agora? Conte um pouco sobre as conquistas do projeto. A.S - “Talvez tenha sido logo depois que a gente começou, tivemos um upgrade com as máquinas e deu aquela sensação de um ambiente perfeito para trabalhar, e essa sensação de que o ambiente está sendo adequado para o trabalho, acho que foi até agora a sensação mais legal que a gente teve. Como conquista, no ano passado teve uma competição entre escolas públicas promovida pela ONS, durante esse tempo dois estudantes procuraram o coordenador Márcio Peres para saber mais do concurso e o Márcio encaminhou eles para falarem comigo e entramos com o projeto. Foram uns 4 meses de trabalho intenso, nós conseguimos montar um jogo bem legal, que cumpria com a proposta do trabalho elétrico. Fomos premiados com notebooks !” VOX - Professor Alexandre, deixamos este espaço para que deixe uma mensagem aos nossos estudantes, um conselho ou uma dica de estudo. A.S - “Independente daquilo que você estiver fazendo, tenha sempre o comprometimento. Às vezes você pode se sentir desvalorizado, mas isso no fim sempre se paga, você sempre tem que fazer o melhor que você pode! Para aqueles que querem seguir na área da informática o leque é bem amplo, o conselho que eu gosto de dar para o pessoal é: Ter uma base de fundamentos forte, saber o que está fazendo. A pessoa que sabe realmente o que faz nunca vai perder o emprego, porque ela sempre vai ter uma posição de liderança dentro do projeto, então é importante estudar mais os conceitos da informática. A equipe do VOX agradece ao Professor Alexandre Soares e a equipe do GameTec Lab, por compartilhar seu tempo e sua história. Desejamos sucesso nas atividades futuras. Em nome de todos os leitores, muito obrigado!

Ed. 10 Do Brasil para o mundo: A beleza do cinema brasileiro — Ed. 10, p. 9

Do Brasil para o mundo: A beleza do cinema brasileiro Você sabia que dia 19 de junho é comemorado o dia nacional do cinema brasileiro? Curioso né? Em homenagem a nossa cultura, o VOX trouxe filmes nacionais aclamados pela crítica para você assistir durante essas férias e conhecer um pouco mais sobre a nossa cultura. Um clássico atemporal que todo mundo gosta. O auto da compadecida nos mostra dois amigos nordestinos arretados de mais, João Grilo e Chicó vivem de trapalhadas e pegadinhas. O filme faz uma satira a realidade da época, utilizando o humor para lidar com assuntos polêmicos, o Auto da Compadecida retrata a luta pela sobrevivência de um mundo adverso. Inspirado no sucesso da banda nacional Legião Urbana, Eduardo e Mônica conta a história de dois jovens completamente diferentes mas que por um acaso do destino se encontraram, apesar de não terem nada em comum, Eduardo e Mônica acabam se apaixonando, uma prova de que os opostos se atraem. A história de Gonzaga, um jovem determinado e cheio de sonhos, que saiu de casa em busca de uma vida melhor, Gonzaga vive uma vida complicada mais feliz depois de sua partida, só não esperava que uma doença iria pegar ele e sua esposa de surpresa. Gonzaga - De pai pra filho conta sobre a vida do cantor nordestino Luiz Gonzaga, O Rei do Baião, e nos mostra um relacionamento complicado de pai com filho. Você achou mesmo que não ia ter uma comédia? Minha mãe é uma peça mostra um pouco sobre a vida da Dona Hermínia e seus filhos, como será que ela lida sendo mãe solteira de três? O filme é uma boa sugestão para assistir com a família. Leonardo um adolescente deficiente visual sente sua vida mudar completamente com a chegada de um garoto novo no seu colégio. Hoje eu quero voltar sozinho nos mostra a descoberta sobre o amor homossexual ao memso tempo em que lida com dificuldades e incertezas na vida de um adolescente. Um filme realista sobre a vida da artista Elis Regina. Elis, o filme, nos mostra toda a dificuldade que Elis enfrenta na indústria musical. Para aqueles que amam artistas nacionais, esse filme é uma boa opção para conhecer mais sobre. Uma dupla alegre, sonhadora, estamos falando de Claudinho e Buchecha. Você sabia que eles ganharam uma homenagem nos cinemas? Nosso Sonho é um filme emocionante, que nos mostra a história de superação, e os desafios que a dupla enfrentou até chegar ao sucesso. O homem do futuro nos conta a história de Zero, um viajante do tempo que volta para o passado para consertar o pior dia da sua vida, o dia em que perdeu o seu grande amor. Será que ele vai conseguir mudar o seu futuro e finalmente ser feliz? Inspirado no livro Meu pé de laranja Lima, Zezé é uma criança criativa e arteira, se sentindo incompreendido ele vive no próprio mundo, ele só não esperava que iria encontrar alguém que o compreendesse e que participasse do seu mundo imaginário. Meu pé de laranja lima nos mostra como é ser uma criança e a expectativa de querer crescer. De 1998, Central do Brasil é um clássico do cinema brasileiro. Dora uma escrivã, decide largar tudo para ajudar Josué a encontrar seu pai, o filme nos mostra a solidariedade do povo brasileiro, a sua fé. Coluna Especial

Ed. 08 Como conheceu sua parceira? Conte um momento feliz — Ed. 8, p. 2

Como conheceu sua parceira? Conte um momento feliz dos dois juntos. JIYAN: Então, eu fui numa festa com um amigo, e aí uma moça foi receber a gente na porta, aniversário de uma amiga nossa, e aí, assim que eu a avistei eu já achei ela encantadora. Até então, eu não tinha chegado a conversar com ela, mas, durante a festa, fui vendo minha atual esposa, segurando uma criancinha, o jeito carinhoso que ela tinha, acho que acabei me apaixonando por ela. Jiyan Yari Professor de informática no IFMS Histórias de amor sempre nos emocionam e nos lembram da importância de valorizar os momentos especiais ao lado de quem amamos. Que as palavras dos entrevistados inspirem a todos a buscar conexões verdadeiras e significativas. O que você mais gosta na sua parceira? JIYAN: O que eu mais gosto nela é que ela é uma pessoa fantástica, muito carinhosa, honesta e companheira. Dê um conselho para quem ainda não arrumou um par. JIYAN: É assim: o amor é maravilhoso, e, na realidade, o ser humano é amor. Tudo está abaixo do amor, o amor é o guarda-chuva que acolhe todo o resto. O conselho que eu dou é que procure uma pessoa com quem você consiga se dar bem, que compartilhe das mesmas paixões, anseios e sonhos, e vá de coração aberto para o relacionamento. Assim, você poderá se apaixonar por ela e ela por você. Conheça mais uma história romântica de nossos queridos professores! Não se esqueça de conferir nosso vídeo de Valentine's Day no Instagram, em que entrevistamos nossos estudantes com suas histórias felizes (e desastrosas) de amor! Coluna especial Valentine's Day

Ed. 07 INTEGRANTE: Com certeza, Rodrigão que nos aguarde! Essa experiência foi muito importante para entendermos — Ed. 7, p. 2

INTEGRANTE: Com certeza, Rodrigão que nos aguarde! Essa experiência foi muito importante para entendermos como funciona o jornalismo na TV, algo que normalmente não temos contato, mas tínhamos muita curiosidade. VOX : Quais recursos e apoios foram necessários para que o VOX fosse premiado? INTEGRANTE: Ótimas orientadoras! Elas são sensacionais, a professora Marta é quem faz tudo fazer sentido e a professora Cláudia nos ajuda muito. Óbvio que também tem todo o trabalho em equipe envolvido para produzir as edições mensalmente, o que é muito importante. É engraçado também como tudo se encaixou quando a equipe VOX ficou completa. No começo, até nos perdemos um pouco, mas conforme fomos aprendendo e nos acostumando com a escrita uma da outra, tudo se tornou mais fácil. A confiança também é importante. Sabemos que podemos confiar umas nas outras para entregar um jornal de qualidade, esse é o verdadeiro trabalho em equipe. VOX : Receberam algum conselho para ser aplicado no VOX : Jornal Estudantil? O que podemos esperar para o próximo ano? INTEGRANTE: Uma das nossas avaliadoras, foi uma professora de história e ela nos deu a dica de trazer mais inclusão para pessoas com deficiência. Ela também nos falou para adicionar uma nova coluna fixa para trazer histórias dos estudantes para um espaço especial no jornal, algo como um "Fale conosco". Com certeza os nossos leitores podem esperar por novidades nas próximas edições. VOX : Para os estudantes do IFMS campus Campo Grande, é possível fazer parte da equipe VOX? INTEGRANTE: Acredito que tem que existir muita vontade e saber que não é fácil, pois temos que conciliar nossas atividades como estudante e as horas que desenvolvemos o projeto. Também precisa reconhecer que o trabalho em equipe é essencial, precisa realmente querer e ter muita responsabilidade e proatividade. É importante também que a pessoa tenha uma experiência ou pelo menos, goste de escrever, revisar, editar, entrevistar, fotografar, enfim todo o trabalho de um jornal. Com isso, chegamos ao final de mais um coluna especial. Esperamos que esta série de perguntas tenha sido esclarecedora para entender um pouco mais como são os bastidores do VOX: Jornal Estudantil! Caso tenha ficado interessado em participar da equipe VOX futuramente, fique ligado nas próximas edições e no nosso instagram: @vox_jornalestudantil Estudantes do NuAR(Núcleo de Animação e Roteiro) na FECINTEC! Integrantes e orientadoras do Nuar. VOX : A experiência de participar de um programa de TV mudou a perspectiva de vocês sobre o jornalismo em geral? Já podemos chamar o Rodrigão de colega?

Ed. 04 A mulher negra, — Ed. 4, p. 3

A mulher negra, e seu espaço desde os tempos coloniais No dia 25 de julho, é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Esta data tem uma origem histórica e está associada a importantes movimentos de mulheres negras na América Latina, mas qual a importância desta data e por que ela foi escolhida? Qual foi a motivação para a sua criação? A data foi oficialmente reconhecida como o Dia da Mulher Negra em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas. Este encontro teve como obejtivo, discutir as questões sobre discriminação racial de gênero e outras formas de opressão e foi realizado na República Dominicana. A escolha do dia 25 de julho, como uma data simbólica, tem proximidade com a história da líder quilombola Tereza de Benguela, uma importante figura na luta contra a escravidão no Brasil colonial. Ela liderou o Quilombo de Quariterê, localizado no estado do Mato Grosso, durante o século XVIII. O quilombo resistiu por duas décadas, até ser atacado e destruído pelas autoridades coloniais em 1770. Tereza de Benguela é um grande símbolo da resistência e da luta das mulheres negras na história da América Latina. Ela nos trouxe uma imagem de força e espírito de liderança já que foi a única rainha de um quilombo e com isso mostrou a importância da presença da mulher negra em todos os espaços, desde a época da colonização. O dia 25 de julho, serve como uma homenagem a essa figura histórica e também como uma data para destacar as conquistas e desafios das mulheres negras na sociedade. Visto que, normalmente, são vistas como inferiores, passam por exclusões e a todo instante são postas a situações para provarem sua competência. Eai, corujinha! Já tinha se perguntado o real significado dessa data? O mais importante é sempre respeitar o seu próximo, independente da sua cor e do seu gênero! Você sabia? As mulheres negras são o maior grupo demográfico do país, mas têm as piores condições no mercado de trabalho. A pesquisa ainda aponta que 49% das mulheres negras já se sentiram desqualificadas profissionalmente, mesmo tendo toda a formação necessária para ocupar determinado espaço. “Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela” -Angela Davis

Ed. 03 Maio Amarelo: por um trânsito mais seguro — Ed. 3, p. 15

Maio Amarelo: por um trânsito mais seguro No trânsito a segurança é responsabilidade de todos. Ajude a fazê-lo um lugar mais seguro. Neste mês de maio, foi iniciado a ação Maio Amarelo, uma campanha de prevenção e conscientização de trânsito, mas você sabe qual é sua importância e objetivo? Qual o motivo da escolha desse mês? Lei nº 9.503 Art. 85-A. Faixas para a travessia de pedestres serão obrigatoriamente implantadas nas vias urbanas situadas dentro de um raio de um quilômetro em torno do estabelecimento de ensino. O Maio Amarelo foi criado com o objetivo de chamar a atenção da sociedade a respeito da quantidade de acidentes e mortes no trânsito. Devido às altas taxas, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) juntamente com a Organização Mundial da Saúde (OMS) criaram a campanha, que entrou em ação em 11 de maio de 2011. A proposta só entrou em vigor no Brasil a partir de 2014. O governo, a sociedade civil e organizações privadas se juntam com o objetivo de discutirem e criarem meios de segurança no trânsito, a fim de reduzir acidentes e mortes. Segundo o Departamento de trânsito de Mato Grosso do Sul (DETRAN MS) as principais causas de acidentes são: excesso de velocidade, beber ou utilizar o celular enquanto dirige. E como podemos evitar acidentes nas filas duplas no nosso campus? Na rua em frente ao portão de entrada há um quebra-mola com faixa elevada, para que as pessoas possam passar tranquilamente e qualquer motorista ver, além de reduzir a velocidade do veículo. No entanto, ao atravessar a faixa de pedestre, olhe para os dois lados e sinalize, erguendo o braço, para que sua passagem seja vista pelos motoristas. Lembre-se, no trânsito todos devemos ser responsáveis!

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