LITERarte
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A coluna LITERarte estimula a escrita literária dos estudantes, oferecendo um espaço para publicação, leitura e valorização de diferentes formas de criação autoral. Reúne poemas, crônicas, narrativas, textos autorais, resenhas, indicações de livros e filmes, entrevistas sobre literatura e produções culturais, além de apresentar autores, obras e manifestações artísticas relacionadas ao cotidiano estudantil. Aberta à criação e à interpretação, contempla textos literários, informativos e opinativos, com linguagens narrativas, poéticas, reflexivas ou críticas, podendo incluir apresentações dos autores. Dessa forma, transforma o jornal em um espaço de autoria e apreciação literária, incentivando os estudantes a escrever, interpretar obras e compartilhar suas referências culturais.
Ed. 23 Corrida dos Bichos (2026) — Ed. 23, p. 9
Corrida dos Bichos (2026) É esse o cenário de Corrida dos Bichos, produção brasileira lançada pelo Prime Video em agosto de 2026. Ambientado em um Rio de Janeiro futurista, o filme apresenta uma cidade transformada por desastres ambientais e marcada por uma divisão social extrema. Na trama, pessoas pobres são colocadas em uma competição controlada por milionários. O protagonista, Mano, precisa participar da corrida para tentar libertar a irmã. O filme é dirigido por Fernando Meirelles, Rodrigo Pesavento e Ernesto Solis. Tremembé (2025) A série Tremembé apresenta uma versão ficcionalizada do cotidiano da penitenciária paulista conhecida por receber pessoas condenadas por crimes que tiveram grande repercussão no Brasil. A trama acompanha personagens inspirados em casos reais e explora as relações construídas dentro do presídio. Apesar de não ser uma produção histórica sobre o Brasil, a série dialoga com um fenômeno bastante presente na sociedade brasileira: a transformação de crimes reais em histórias consumidas pelo público. Falar sobre o Brasil é falar de uma história marcada por encontros, conflitos, desigualdades, transformações e diferentes formas de enxergar o país. O cinema e as séries conseguem justamente abrir espaço para essas diferentes perspectivas, levando para as telas acontecimentos históricos, problemas sociais, personagens marcantes e até possíveis futuros. As produções apresentadas nesta matéria mostram isso de diferentes maneiras. Ainda Estou Aqui e Honestino revisitam momentos importantes da história política brasileira e ajudam a preservar memórias que não podem ser esquecidas. Grande Sertão mostra como uma obra clássica da nossa literatura pode ganhar uma nova interpretação e continuar dialogando com o Brasil contemporâneo. Já Tremembé e Corrida dos Bichos apresentam questões mais próximas do presente, explorando a relação da sociedade com crimes reais, desigualdade e problemas sociais. Neste 7 de Setembro, enquanto celebramos a Independência do Brasil, fica o convite para olhar para além dos símbolos tradicionais e conhecer outros Brasis: o Brasil que lembra, que questiona, que enfrenta seus problemas, que transforma sua cultura e que continua escrevendo sua própria história. Porque conhecer o Brasil não é apenas saber como ele começou é também entender tudo o que aconteceu depois e pensar sobre o país que ainda podemos construir.
Ed. 23 Brasil em cena no 7 de setembro : 4 produções para conhecer melhor nosso país — Ed. 23, p. 8
Brasil em cena no 7 de setembro : 4 produções para conhecer melhor nosso país Do passado marcado pela ditadura a um futuro distópico, o cinema e a televisão apresentam diferentes versões do Brasil Todo dia 7 de setembro, uma cena volta a aparecer: Dom Pedro I às margens do rio Ipiranga, erguendo sua espada e proclamando a Independência do Brasil. A imagem se tornou um dos símbolos mais conhecidos da história brasileira. O processo que levou o Brasil a romper seus vínculos políticos com Portugal foi muito mais complexo do que um único grito às margens de um rio. Envolveu disputas políticas, interesses econômicos e conflitos sociais. Para conhecer esse período, o cinema e a televisão também podem ser bons pontos de partida. Por isso, o VOX reuniu algumas produções que ajudam a revisitar a história do Brasil, seja acompanhando personagens reais, seja utilizando a ficção para questionar a maneira como determinados acontecimentos foram contados. Ainda Estou Aqui (2024) Dirigido por Walter Salles, Ainda Estou Aqui acompanha Eunice Paiva e sua família durante a ditadura militar brasileira. A história parte do desaparecimento de Rubens Paiva, seu marido, e mostra as consequências da repressão para aqueles que ficaram. Além da força da atuação de Fernanda Torres, o filme se tornou um marco do cinema brasileiro ao conquistar o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, a primeira vitória do Brasil na premiação. Honestino (2025) Misturando documentário e ficção, Honestino resgata a história de Honestino Guimarães, líder estudantil da geração de 1968 e presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). A produção utiliza documentos, cartas, imagens de arquivo, depoimentos e cenas interpretadas por Bruno Gagliasso para reconstruir a trajetória do estudante, que foi preso durante a ditadura e desapareceu em 1973.
Ed. 21 VOX- Existe algum trecho, história ou ideias — Ed. 21, p. 3
VOX- Existe algum trecho, história ou ideias dessas cientistas que marcaram vocês pessoalmente? Uprise - Sim, todas essas cientistas são exemplos muito fortes para nós, mas uma das histórias que mais nos incentiva no nosso cotidiano é a história de Margareth Kenneth Keller. Além de ser uma das pioneiras na área da ciência da computação, um ponto que nos chama muita atenção é o fato de ela também ser freira. Isso quebra muitos estereótipos, porque mostra que uma mulher pode ocupar diferentes espaços ao mesmo tempo, inclusive áreas que, à primeira vista, parecem distantes, como a vida religiosa e a tecnologia. Como freira, ela também tinha a educação como propósito, o que torna a sua trajetória ainda mais inspiradora. Isso nos motiva a continuar, entendendo que existem muitas formas de fazer a diferença na sociedade. No entanto, ao quebrar as barreiras do idioma, de outras culturas e ao mesmo tempo aproximar outros países é possível pensarmos em um amplo acesso à esses relatos. A circulação dessas narrativas amplia o reconhecimento, valoriza suas contribuições e promove uma maior conscientização sobre a importância do papel feminino na história e na sociedade, incentivando meninas e mulheres a fazerem a diferença. VOX - Que mensagem vocês gostariam que meninas que lerem esses livros no Brasil, ou fora, levassem consigo? Uprise - Que elas se vejam nessas histórias e percebam que também fazem parte desses espaços. Que entendam que seus sonhos são válidos e que suas vozes importam. Ter medo de se arriscar é normal, mas é importante seguir em frente, mesmo diante das dúvidas. Todas essas mulheres construíram suas trajetórias apesar das incertezas e das dificuldades enfrentadas diariamente. Sabemos que se destacar por aquilo que fazemos já é um desafio por si só, mas essas cientistas foram além: não apenas superaram os obstáculos do cotidiano, como também romperam as barreiras impostas pela própria sociedade. Traduzir essas narrativas vai além do aprendizado da sala de aula, isso vale para a vida. Esperamos que isso possa ajudar muitas pessoas não só a conhecer essa temática, mas a aprender um novo idioma. VOX - Na opinião de vocês, por que é importante que histórias de mulheres circulem também em outros idiomas e culturas? Uprise - Por muitas vezes, as histórias dessas cientistas foram mascaradas e ocultas pela sociedade. Agradecemos imensamente ao tempo e a disponibilidade dedicada a essa entrevista!
Ed. 21 VOX - O Uprise dá significado e a devida — Ed. 21, p. 2
VOX - O Uprise dá significado e a devida importância para as mulheres nos dias atuais. O que significa para vocês ajudar a levar essas vozes para além do português? Uprise - Poder desvendar as histórias dessas mulheres que fizeram tanto pela sociedade mas que não tiveram o devido reconhecimento, é gratificante. Além disso, ter a oportunidade de levar esse projeto para um alcance maior de pessoas consegue ser ainda mais aprazível para nós. Nossa intenção é transformar a didática do inglês cada vez mais acessível para os estudantes da nossa instituição e também de instituições que têm interesse em formar discentes com amplo aprendizado de mundo e de linguagens. VOX - Como é ser mulher liderando um projeto que tem como objetivo amplificar histórias e produções de outras mulheres? Uprise - As dificuldades são enfrentadas por todas nós, desde o momento que fazemos a pesquisa sobre essas mulheres, até o momento que expomos esses projetos para o público. Sempre temos a incerteza de que ele será ou não bem recebido. Ainda assim, quando conseguimos compartilhar essas histórias, percebemos que outras mulheres se sentem representadas, inspiradas e até encorajadas a contar suas próprias trajetórias. Esse projeto nasceu da necessidade de contar as histórias que muitas vezes são apagadas ou pouco valorizadas. Mesmo com os desafios, continuamos, pois sabemos que dar voz a essas narrativas é uma forma de resistência. VOX - Vocês acreditam que a tradução pode ser uma forma de dar mais visibilidade às experiências femininas? Como? Uprise - Sim, nós acreditamos que as traduções dessas histórias têm o poder de expandir o conhecimento a partir dos estudos sobre essas cientistas que marcaram tanto a trajetória da humanidade. Através dessas adaptações e versões para o inglês, o reconhecimento que essas mulheres merecem pode ser alcançado ultrapassando as barreiras linguísticas, alcançando públicos de diferentes culturas e países. Muitas dessas experiências, especialmente no campo científico e social, perpassam os desafios de transformar essas temáticas em aprendizagem no nosso dia a dia. Disseminando histórias: Saiba como o Uprise conecta culturas e idiomas com experiências vivenciadas pelo mundo Em um mundo em que tantas histórias de mulheres brilhantes e que fizeram história com suas pesquisas e experimentos, o projeto uprise surge como uma ponte entre culturas e idiomas. Com o objetivo de traduzir e compartilhar trajetórias femininas, o projeto não apenas amplifica vozes que foram historicamente apagadas, mas também inspira novas gerações a se reconhecerem como protagonistas de suas próprias histórias. Nesta entrevista, as responsáveis pelo uprise falam sobre desafios, inspirações e a importância de levar essas narrativas para além das fronteiras do nosso idioma, mostrando que o impacto da representatividade feminina não tem limites FeciNTEC disponibilizada pela equipe de AudioVisual
Ed. 20 VOX - Na opinião de vocês, quais — Ed. 20, p. 6
VOX - Na opinião de vocês, quais características da liderança feminina fazem diferença dentro de um projeto como o ADMelle? ADMelle - “Acreditamos que a liderança feminina traz um olhar único para o nosso projeto, pois priorizamos o diálogo, a colaboração e a busca por um acordo. Valorizamos um ambiente onde todos os assuntos são discutidos abertamente, buscando sempre que todos participem. ” VOX - Vocês acreditam que projetos como o ADMelle podem ajudar outras meninas a se enxergarem como líderes ou empreendedoras no futuro? ADMelle - “Sim, acreditamos que projetos como o ADMelle têm um papel muito importante em inspirar outras meninas. Um dos nossos principais objetivos é mostrar que o espaço do empreendedorismo e da liderança também pertence a elas. Queremos que elas se sintam encorajadas a acreditar em si mesmas, a explorar suas ideias e a perceber que podem ocupar posições de destaque, tomar decisões e criar projetos que façam diferença. Esperamos que, ao verem nosso trabalho, outras meninas se sintam motivadas a sonhar grande e a se enxergar como futuras líderes e empreendedoras.”. VOX - Que mensagem vocês deixariam para meninas que têm ideias ou sonhos, mas ainda têm medo de começar? ADMelle - “Talvez você ache que ‘já existe muita gente fazendo isso’. Mas a verdade é que ninguém faz do seu jeito, com a sua história, com a sua sensibilidade e com o seu olhar único. O mundo e o mercado precisam de soluções criadas por mulheres, porque nós percebemos problemas e oportunidades de ângulos que muitas vezes passam despercebidos pelos outros. Então, não tenha medo de começar. Cada ideia, por menor que pareça, pode se transformar em algo incrível quando vem de você. Acredite na sua voz, na sua criatividade e no poder que você tem de transformar sonhos em realidade. ” Agradecemos imensamente ao tempo e a disponibilidade dedicada a essa entrevista! Desenho realizado pela estudante Maria Luiza Câmara Rojas da turma 1A3
Ed. 20 Liderar com Propósito: Histórias de Jovens Empreendedoras — Ed. 20, p. 5
Liderar com Propósito: Histórias de Jovens Empreendedoras No NuAR, projetos feitos por e para mulheres têm se destacado como espaços de criação, aprendizado e representatividade. O ADMelle é um desses projetos, liderado por jovens que buscam inspirar outras meninas a acreditarem em si mesmas e a se enxergarem como futuras líderes e empreendedoras. Edital Meninas e Mulheres O Edital nº 031/2025 – PROPI, do IFMS, busca incentivar a participação de meninas e mulheres na pesquisa científica, promovendo projetos que fortaleçam o protagonismo feminino. Nesse contexto, o NuAR (Núcleo de Animação e Roteiro) se destaca como um espaço de desenvolvimento, onde iniciativas como o ADMelle estimulam a liderança, a criatividade e o trabalho coletivo entre estudantes. Nesta entrevista, elas compartilham experiências, inspirações e refletem sobre a importância de projetos que fortalecem a voz feminina no empreendedorismo e na liderança. VOX - Como é para vocês liderar um projeto feito por e para mulheres dentro do NuAR? ADMelle - “É muito gratificante, pois é um ambiente em que nos sentimos representadas e acolhidas. Liderar um projeto feito por e para mulheres dentro do NuAR nos dá a oportunidade de expressar nossas ideias, compartilhar experiências e aprender umas com as outras. É inspirador ver como cada contribuição, por menor que seja, ajuda a fortalecer a voz das mulheres e a criar um espaço seguro onde podemos crescer juntas, desenvolver nossa criatividade e nos apoiar mutuamente em cada etapa do projeto.” VOX - Existe alguma mulher que inspira vocês no mundo do empreendedorismo ou da liderança? Por quê? ADMelle - “Sim, a Coco Chanel. Ela é um exemplo de coragem e determinação, porque mesmo enfrentando inúmeras dificuldades e precisando trabalhar para outras pessoas, nunca deixou de lado seu grande sonho de se tornar estilista. Ela lutou bravamente para abrir sua própria chapelaria e, ao fazer isso, transformou a forma como as mulheres se vestem e se expressam. Para nós, ela representa a força de seguir seus sonhos apesar dos obstáculos, mostrando que é possível conquistar espaço e deixar uma marca duradoura no mundo do empreendedorismo e da liderança feminina. Sua trajetória também nos lembra que grandes mudanças muitas vezes começam com a coragem de acreditar em uma ideia quando quase ninguém mais acredita.” Acervo pessoal
Ed. 19 Comic Con no IFMS: Entre heróis, risos e papelão — Ed. 19, p. 3
Comic Con no IFMS: Entre heróis, risos e papelão As histórias de heróis, de mundos fantásticos e de reinos imaginários sempre reuniam milhares de pessoas, mas o que realmente torna isso possível são as histórias reais, dentro de comunidades, rodas culturais e manifestações artísticas locais. Assim, a Comic Con e o Festival de Arte e Cultura se tornam dois movimentos que se encontram em um mesmo espírito: o de celebração e criatividade. Durante a Comic Con, o instituto se torna um universo colorido, cheio de referências e risadas. Tanto professor quanto estudantes são personagens, criadores e parte viva do que está acontecendo. O concurso de cosplay é o grande destaque do evento. Cada participante desfila não apenas com uma fantasia, mas com uma história e paixão. Para a Comic Con do IFMS, a competição foi realizada em três diferentes categorias, sendo a primeira delas o cosplay, onde os estudantes poderiam mostrar suas melhores fantasias. Sejam elas improvisadas ou não, todas têm algo em comum: o desejo de homenagear aquilo que amam. Cospobre: A arte de fazer muito com o pouco. O cospobre é o ápice da criatividade. Onde a tinta guache se torna a maior aliada e a graça acontece. Não precisa ficar perfeito, precisa ser genial. O cospobre é sobre rir junto e mostrar que a imaginação é mais forte do que qualquer orçamento. É sobre transformar o simples em inesquecível. Ei Corujinhas, vocês achavam que só os estudantes se divertiam? A terceira categoria é a dos servidores. As figuras antes vistas como distantes se tornam aliadas da comunicação durante a Comic Con. É um lembrete que todos, em algum momento, já se encantaram com algum herói, já desejaram ser alguém invencível. A Comic Con do IF não é só entretenimento. É onde as tribos, amizades e referências se encontram. É cultura, é arte, é afeto. Esses encontros são necessários. Eles lembram que estudar também é viver. É assim que aprendemos que a imaginação é política, é resistência e, acima de tudo, compartilhada. O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul abriu suas portas para um espetáculo de cores, sons e histórias com o Festival de Arte e Cultura. Durante o evento, o campus se tornou um grande palco onde a música, dança, teatro, criatividade e expressão artística. Entre os destaques do festival, as apresentações de dança e canto chamaram atenção por sua diversidade. Grupos de alunos apresentaram coreografias que contavam histórias de culturas diferentes. Além disso, as oficinas interativas foram outro ponto alto. Os visitantes puderam experimentar várias atividades artísticas, tornando-se protagonistas de suas próprias criações. O Festival de Arte e Cultura do IFMS é, acima de tudo, um celeiro de criatividade e expressão. Ao unir talentos, histórias e experiências, o evento demonstra que o campus é muito mais que salas de aula: é um espaço de convivência, aprendizado e descoberta. Ao final do festival, o que fica não são apenas fotos ou apresentações, mas o brilho nos olhos de quem participou, a memória de experiências compartilhadas e a certeza de que a arte é uma linguagem universal capaz de transformar vidas. No IFMS, a arte prova que estudar também é sentir, criar e se conectar com o mundo. E essa conexão é, sem dúvida, o maior legado do festival.
Ed. 19 Ilustração feita por: Maria Luiza Câmara Rojas — Ed. 19, p. 2
Sarah Breedlove, mais conhecida como Madame C.J Walker (1867-1919), foi a primeira mulher milionária por esforço próprio no Estados Unidos, tendo o reconhecimento pelo seu grande império de cosméticos destinado às mulheres com cabelo afro, e o desenvolvimento de seu método “Walker System”, algo que inovou sua época e serviu de inspiração para diversas sucessoras do ramo dos cabelos afros. DE LAVADEIRA À PRIMEIRA NEGRA MILIONÁRIA: Conheça a história de Madame C.J. Walker Sua história como uma mulher negra estadunidense, que iniciou e, por muito tempo, se manteve no serviço de lavadora. A partir disso, ela passou a conhecer os tratamentos dos cabelos e de como a indústria e a sociedade pouco se importavam com isso. Assim, iniciou uma trajetória de pesquisas e experimentos. Até, finalmente, desenvolver sua “própria” fórmula e começar a provar aos outros o valor de sua técnica, seu produto, mas principalmente, dos cabelos para toda a mulher negra. Madame C.J Walker nos traz uma história de garra e perseverança de uma parcela da sociedade, dos limites impostos a ela, que por sua vez não desistiu e continuou em frente, trazendo a reinvenção da beleza e autoestima da mulher negra. Com muito pesar, a Madame nos deixou aos 51 anos por problemas de hipertensão e renais, mas seu império foi continuado pelas mãos de sua filha Lelia Walker (1885-1931), até o dia de sua morte. Após tantos feitos marcantes, Madame C.J. Walker deixou curiosidades marcantes que merecem ser lembradas, como: a criação de um centro de treinamento profissional para formar novas agentes do ramo da beleza por todo o Estados Unidos; era uma importante apreciadora e financiadora de artistas e intelectuais; sua casa foi ponto de encontro para pessoas que eram grandes potências negras da época, se tornando um verdadeiro quartel da luta e resistência negra. Acesse o trailer da série da Madame C.J Walker
Ed. 18 Crônica escrita por: Samuel Bobson Dias Campos — Ed. 18, p. 11
Tu conhece uma tal de Crônica? A crônica é um gênero textual curto escrito em prosa, geralmente produzido para meios de comunicação, como jornais e revistas, que podem ser impressos ou até mesmo virtuais. Justamente por ser curta, ela é utilizada principalmente com temas do cotidiano, por isso, esse texto sempre está ligado aos assuntos e às temáticas atemporais. Abro a porta e sigo cautelosamente até a mesa do café, imaginando qual expressão faria para ser o mais imperceptível possível. Na verdade, queria que eles me vissem, me ouvissem, mas apenas pego um pedaço de torrada deixado no canto esquerdo da mesa, não sou tão necessitado de comer torrada, mas só de pensar nelas com geleia, eu começo a finalmente ver um propósito. Depois de sonhar com minha aguardada refeição, vou e me sento, bem à frente dele. Ao meu lado, estava meu irmão. Um rapaz jovem, de aproximadamente 19 anos. Cabelos lisos, brilhantes, um pouco bagunçados pelo despertar apressado. Seu quarto, típico de um estudante, vivia coberto de livros e papéis desorganizados, mas que somente ele entendia o motivo. Na sua frente, sentava-se uma linda mulher, minha mãe. Em minhas memórias sempre a vejo de cabelos cacheados, mas agora alisados e com luzes nas pontas, herança das visitas à dona Rosa. Ainda assim, permanecia bondosa e respeitosa, talvez até demais. Após receber o sorriso de ambos, sento-me e decido acabar com aquilo de uma vez. Começo a comer rapidamente. Engulo as torradas, esperando poder voltar para o quarto e desaparecer ali pelo resto do fim de semana. — Olha os modos, Júnior. Além de fazer gracinhas na escola, também quer fazer na mesa do café? Me poupe, rapaz. Tô farto do seu “jeito exemplar” que eles tanto falam. Talvez devesse proibir a entrada desses seus mimimi aqui nessa casa! — diz meu pai, em alto e bom tom, sem respirar, como se quisesse provar o quanto jogou sua própria vida fora. — Nunca imaginei que "jeito exemplar" fosse uma ofensa pro senhor, e o que tem haver uma coisa com a outra?!— respondo. Ainda comendo rápido, penso, olhando para o vidrinho: qual a lógica da geleia com isso tudo?!. Ao lado do meu prato, o pote de margarina começava a suar, aproveitando o calor da conversa para compensar os tempos frios na geladeira. — Eu jamais imaginei que teria que escutar picuinha de colegas meus dizendo que os filhos deles tiram sarro do meu! — Minha mãe me olha, confusa. Sempre disse que, se eu tivesse problemas na escola, poderia contar com ela. respeito, da parte do meu pai, claro. Com certeza ele daria um jeito de sumir com ela, como um castigo, uma punição. Mas eu não escolhi gostar de geleia. — Por que não se esforça mais na escola? — Diz o mais velho na mesa, fazendo eu mesmo sair do prumo e levantar o tom de voz. — MAIS? Eu tenho as MELHORES notas. Sou aluno destaque TODOS os semestres! Por que EU tenho que me esforçar mais?! — Ele se levanta, empurrando a cadeira para trás. — SE ESFORCE COMO UM HOMEM! Eu NÃO quero filho meu fazendo arte! Artista é coisa de gente degenerada e fora da linha! — A margarina, ali no canto, começa a derreter de verdade. — EU SOU MUITO MAIS HOMEM QUE VOCÊ, SEU DESALMADO! — Eu grito, sabendo que tinha-o feito sentir alguma coisa. Então ele decide mostrá-la. Ele avança. Rápido. Enfurecido. Contorna a mesa, empurra meu prato, derruba o meu tudo e o seu nada no chão. — Ora, seu … O tapa vem. Rápido. Preciso. Meu rosto arde, metade dele avermelhado. A visão turva. Só escuto de um lado. Caio da cadeira. Sempre soube que um dia as violências que ele comete contra ela acabariam recaindo sobre mim. Só não imaginava que seriam justamente agora, quando enfim me impus. E fui homem como ele queria que fosse. Geleia No chão, vejo o pote de margarina, jogado, derramando o que restava de seu conteúdo caro e gorduroso. A tampa fora, o plástico aberto, deixando enfim sair o que estava derretendo. Como eu. — Eu não tenho culpa se eles não têm nada melhor pra fazer — digo, com a boca ainda cheia. Minha geleia é a única razão para continuar naquela mesa inóspita de Como o pote, derrubado, derretendo-se em rancor e mágoa, em dó e alívio. Uma mistura de sentimentos que temos quando somos forçados a nos calar. Sabores amargos envolvidos no nosso dia a dia familiar. E quando penso nisso, lembro dela: A geleia, Uma coisa natural, orgânica, feita puramente das frutas escolhidas pelo seu gosto individual. Como ser contra algo que é apenas o gosto das pessoas? Mesmo depois disso tudo, jamais deixaria algo – ou alguém – me impedir de ser eu mesmo.
Ed. 18 Como pessoa artística e que busca por expansão sempre, meus dias são cheios de escrita, dança e música. São — Ed. 18, p. 10
Como pessoa artística e que busca por expansão sempre, meus dias são cheios de escrita, dança e música. São nesses momentos de expressão que descubro mais sobre minhas paixões e dou cor à minha vida. A Leitura e os Muitos Encontros Parece uma simples pergunta, mas a reflexão é profunda para quem tem alma de artista. E quando respondi, em 2021, essa pergunta, o mundo não era suficiente e nada tinha significância, pois as guerras, discriminações, desastres e mortes não são bons para ninguém. Hoje, me conectando com novos motivos, vejo a vida por meio da leitura em uma outra perspectiva. A condição do mundo atual pode assustar e até machucar, mas a vida está além disso. Assim, percebi que os livros não são mais um escape da vida e nem de quem eu sou. Eles tornaram-se veículos que traduzem de forma humanizada e profunda nossa individualidade. Comecei a viver como realmente sou e a leitura passou a ser uma companheira de entendimentos e experiências, ao invés de uma fuga da realidade. Ouso dizer que nem sempre é fácil e leve processar histórias. Ler é combinar páginas cheias de palavras com a arte de se arriscar à compreender, tentar entender diversas nuances idealizadas por um autor. Tudo isso acontece enquanto o leitor se encontra no enredo e se mistura aos ambientes que antes eram inacessíveis. Portanto, ler é conhecer outras vidas. Lendo, me reconheço em personagens e situações que aconteceram há anos, em qualquer lugar do mundo ou na imaginação de alguém. O segredo de um leitor não é fugir, é se encontrar. Os capítulos de um livro dão vida tanto ao escritor, quanto ao leitor que se constrói e se desconstrói durante a leitura. Todas as vezes que abro um livro, desejo conhecer e mergulhar naquela história de uma forma única, por meio das experiências que a vida me deu. Fico encantada pelas tantas interpretações que posso ter de um universo criado por outra pessoa no mundo. Escolhi ser e viver arte porque, a leitura me permite entender e a arte me permite viver. Todos os passos na estrada da criação fazem meu coração bater mais forte, retiram os pesos que carrego na alma, permitem com que eu respire sem medo. Me criei como artista desde muito cedo e foi a melhor escolha que fiz. Escolhi ser e viver arte porque, se a leitura me permite entender, a arte me permite viver.
Ed. 17 Que história — Ed. 17, p. 11
Que história emocionante! E se você quiser saber um pouco mais veja o vídeo completo pela QR e siga a gente nas nossas redes sociais A fórmula do amor: Paulo Vilarim revela como tudo começou! VOX - Sabemos que o senhor e sua esposa trabalham juntos. Como é trabalhar e conviver tanto no trabalho como em casa ? Isso fortaleceu a relação de vocês? VOX - E por fim, se o amor de vocês fosse uma fórmula de física, como você descreveria? Está mais no conceito de ter um equilíbrio entre nós, entre a família, para que essa energia, que é aquele amor inicial, prevaleça até o final. O dia dos namorados celebra o amor, essencial em nossas vidas e em homenagem a essa data fizemos uma entrevista com Paulo Vilarim para falar sobre sua relação com Vanessa Vilarim, um casal com histórias dignas de um filme de Hollywood Prof. Paulo Vilarim Paulo Vilarim - “Muito. Eu conheci minha esposa, efetivamente, no trabalho. E a gente sempre trabalhou junto, em várias escolas. Quando a gente veio pro IF, eu vim primeiro, em 2011 e ela em 2015,quando passou no concurso. Viemos aqui para Campo Grande em 2016 e, na sequência, a Vanessa assumiu a coordenação e foi minha chefe. Para mim, não teve problema algum.” VOX - Sabemos que vocês tiveram uma experiência fora do país para estudar. Conte pra gente como foi essa convivência entres os filhos, o casamento e o trabalho? P.V - “Em 2017, eu fui selecionado para fazer um curso no CERN, que é o acelerador de partículas na Suíça, em Genebra. Quando eu voltei desse curso, eu falei que deveríamos ir fazer doutorado na Suíça. E então ela disse que sim, desde que a gente não tenha dívidas. E, o problema é que a gente tinha muitas. E aí em 2018, por um acaso do destino, eu tinha uma casa em Maringá que estava alugada e o inquilino quis comprar. Vendi a casa e paguei todas as contas. Tínhamos um combinado de que ou vai todo mundo ou não vai ninguém. Logo depois, fomos aceitos no doutorado e fomos para a Suíça com um projeto familiar. Um projeto familiar para que não só a gente conseguisse viver isso, porque ia ser uma experiência nova pra todo mundo, não só para nós, mas para nossos filhos também. E enquanto estávamos lá, veio a pandemia. E assim, é muito interessante, porque nós temos uma união muito legal, conviver com ela ou com os filhos dentro de casa não é um problema. Então a pandemia não foi um problema pra gente. E estar lá foi uma experiência absurda. Não só pra gente, quanto família, mas nossos filhos também conseguiram viver isso.” P.V - “Uma fórmula? Eu acho que uma fórmula não, mas um conceito.Tem um conceito em física que eu acho que vale pra vida de uma forma geral, que é o conceito de energia. O conceito de energia diz que a energia do universo é constante. Então, desde o início até hoje, é a mesma energia. E que a energia não pode ser destruída, ela tem que ser transformada. As pessoas são dessa maneira, o amor é dessa maneira, a convivência é dessa maneira. Se você tem realmente um amor de verdade, nada vai destruir isso, mas ela vai se modificando. Então, eu não sou o mesmo, ela não é a mesma.” VOX - Qual foi a primeira coisa que te chamou atenção nela? Os planos de casamento, filhos e a própria carreira foram sempre compartilhados/conversados? P.V - “Tudo. Nós sempre conversamos sobre tudo. Sempre perguntam como somos tão apaixonados, ela não é só minha esposa mas ela é também a minha melhor amiga. Para criar uma família, você tem que quebrar alguns paradigmas. Porque todo mundo traz muitos vícios dos pais, da família em si. Você tem que filtrar isso muito bem, você tem que trazer aquilo que é bom. Então ela é a minha melhor companhia, minha melhor amiga. Eu tenho muita admiração pela profissional que ela é. Um dia, quando eu crescer, eu quero ser o professor que ela é. É muito bonito, muito bonito.”
Ed. 17 Repertório cultural e lazer: Vox te recomenda livros e séries. — Ed. 17, p. 10
Repertório cultural e lazer: Vox te recomenda livros e séries. Ei, corujinhas! As férias de julho estão chegando. É hora de descansar, aproveitar o tempo livre e se perder em boas histórias. Selecionamos livros e filmes perfeitos para tornar seus dias mais leves, divertidos e cheios de imaginação. Filmes Uma Idéia de Você Estrelado por Anne Hathaway e Nicholas Galitzine, a trama acompanha Sonéle, uma mulher de 40 anos que se vê apaixonada por Hayes Campbell, um jovem astro do pop e integrante da maior boyband do mundo. Romance improvável e divertido, o filme promete quebrar tabus e encantar todos que acreditam no amor. Queen e Slim O primeiro encontro deles vira uma fuga após um ato de legítima defesa contra um policial. Enquanto atravessam os EUA, Queen e Slim se tornam verdadeiros símbolos da resistência. Um filme intenso, com uma ótima crítica social e cenas que ficam na memória. Milagres do paraíso Baseado em uma história real e comovente, conta a história dos Beam, cristaos convictos. Annabel, a filha do meio, é diagnosticada com uma síndrome sem cura. Tal situação faz com que Christy, a mãe, busque a todo custo algum meio de salvar a vida da filha e acaba entrando em conflito com suas crenças. Livros Black O filme narra a história de Michelle, uma jovem cega e surda, e seu professor Mr. Sahai. Ele a ensina a se comunicar, transformando sua vida. Anos depois, ela cuida dele quando ele desenvolve Alzheimer. É um filme sobre superação, aprendizado e afeto. A Audácia Dessa Mulher um romance que acompanha Bia e Virgílio, que se conhecem durante a produção de uma minissérie histórica. A relação amorosa entre eles se complexifica com a descoberta de um caderno de receitas e de um diário de uma jovem do século XIX, relatando segredos e histórias. Originárias: Uma Antologia Feminina Indigena Reunindo textos de autoras indígenas de várias etnias, essa obra celebra a força das mulheres originárias. São vozes que falam de terra, memória , resistência e pertencimento, em uma leitura breve, mas poderosa A paciente silenciosa conta a história de Alicia Berenson, uma pintora famosa que, após assassinar seu marido, entra em completo silêncio e se recusa a falar sobre o crime. A história de Alicia chama atenção do psicoterapeuta forense Theo Faber, que acredita ser capaz de quebrar o silêncio de Berenson. O Som Rugido da Onça Obra de Micheliny Verunschk, romance inspirado em fatos reais que resgata a história de duas crianças indígenas, Iñe-e e Juri, sequestradas no início do século XIX por cientistas alemães durante uma expedição ao Brasil. O livro é dividido em três partes. Altamente recomendada, a obra venceu o Prêmio Jabuti de 2022 na categoria Romance Literário.
Ed. 16 Quer saber mais? — Ed. 16, p. 6
Quer saber mais? Vozes da Reexistência: o podcast do Arco Literário Ei, corujinha! Você conhece o podcast Vozes da Reexistência? A proposta é desenvolvida pelo Arco Literário em colaboração com a Equipe do Audiovisual do campus CG. O principal objetivo é expandir as discussões sobre as representatividades negra, indígena e LGBTQIAPN+ na literatura brasileira contemporânea. Os episódios são disponibilizados no Youtube, mas futuramente estarão disponíveis no Spotify. VOX - Nos contem um pouco sobre a origem da ideia do projeto? Na sequência, como ele é desenvolvido hoje? Pedro Henrique - “O Arco Literário surgiu com o EntreLeituras em 2012 e desde sempre trabalhamos trazendo a literatura para a realidade dos estudantes do ensino médio. Nessa continuidade, a escolha pelo podcast foi por se tratar de uma mídia com um grande alcance, então conseguimos produzir um conteúdo mais acessível para nossa comunidade interna e externa.” VOX - Expliquem para gente como é o processo de produção de um episódio, do planejamento à publicação? Gabriel Hugh - “Para a montagem dos episódios são realizadas 2 reuniões: uma para Brainstorm de ideias e outra para a gravação do episódio junto com a equipe do audiovisual. Por último, na pós-produção é feita uma análise e os ajustes necessários para a postagem do episódio.” Flávio Amorim - “É importante dizer que a ideia do podcast, enquanto projeto de pesquisa, é expandir as discussões que temos dentro do campus para que outras pessoas possam acessar esses vídeos e entender mais sobre essas discussões. Nós fazemos o roteiro das perguntas, definimos quem serão os apresentadores, escolhemos nossos convidados, então vamos para a sala do audiovisual para a gravação.” VOX - Quem decide os entrevistados e como essa decisão é tomada? Existem temas mais específicos alinhadas às discussões da temática do grupo ou serão abordados outras temáticas? F. A - “Com nossas reuniões de planejamento semanais são discutidos nossos temas principais (literatura negra, indígena e LGBTQIAPN+) e dentro desse contexto são propostos possíveis convidados. Nossos primeiros entrevistados foram os ex participantes do grupo e trouxemos uma discussão sobre a formação do leitor, visto que ambos cursam Letras. Na conversa com Febraro, foi possível aproximar e falar sobre literatura brasileira contemporânea e a nossa temática, pois ele é um autor sul-mato-grossense e leitura obrigatória na UEMS.” N. P. - “Outro exemplo sobre a abordagem dos temas, foi nossa roda de leitura sobre o livro ‘Originárias’. Esse livro é uma antologia de textos indígenas feitos por mulheres. Além do tema sobre a valorização das mulheres nessas culturas, é importante valorizar esses indivíduos no espaço que eles ocupam dentro da literatura.” VOX - O podcast é uma ferramenta muito importante para a divulgação. Qual é a perspectiva de vocês para a divulgação desse episódio para a comunidade interna e externa? P. H. - “O podcast é uma ferramenta muito útil no que se diz respeito a aproximar as pessoas da literatura, por isso uma mídia mais fácil de ser consumida. Assim unimos o gosto pela literatura ao nosso dia a dia. Quando divulgamos nossas rodas em um lugar com um alcance maior, acabamos influenciando o desenvolvimento de outros temas e outros espaços.” Agradecemos ao professor Flávio e à equipe do Arco Literário pela participação. VOX - Quais temáticas vocês gostariam de abordar em futuros episódios? Dos episódios que vocês já fizeram, qual deles vocês mais gostaram? Explique como é estar frente a frente ,mesmo on-line, com os escritores? Felipe Caramel - “Eu gostaria de retomar a temática do binarismo. Assim como já fizemos na oficina do sábado letivo, pois além de entendermos melhor o assunto, agregaria muito às discussões .” Assista ao primeiro episódio!
Ed. 15 Viva o Teatro! As estrelas do IFMS e o Dia — Ed. 15, p. 11
Viva o Teatro! As estrelas do IFMS e o Dia Mundial do Teatro VOX - Fale um pouco sobre sua experiência com o teatro e como isso faz parte da sua vida hoje? Isaias Leonidio Farias - “Eu comecei a fazer adaptação de textos literários logo no final do ensino médio e, quando fui para a graduação, eu participei de uma oficina de teatro com atrizes de Campo Grande - foi muito especial. Depois de ter saído da faculdade continuei atuando nisso, porém, como uma atividade paralela, pois minha atividade principal era professor de língua portuguesa. Atualmente faço parte de um grupo de teatro chamado Teatro do Mundo e apresentamos peças infantis de adaptações de clássicos como: Romeu e Julieta E Dom Quixote para crianças. Neste mês vamos apresentar O Pequeno Príncipe. No IF eu trouxe o teatro como projeto também, desde 2012 eu trabalho com oficinas de teatro, normalmente apresentadas em semanas temáticas, como por exemplo a Semana do Meio Ambiente, Semana de Ciência e Tecnologia, Festival de Arte e Cultura.” VOX - Professor é “A arte imita a vida ou a vida imita a arte“? Explique pra gente ! W.M - “Acredito que uma complementa a outra, um exemplo prático disso foi um momento bem recente, a pandemia. Estávamos guardados em nossas casas sem contato um com o outro e, o que nos trazia conforto e tentava nos manter mais equilibrados foi por meio da arte, por meio da música ou por meio de alguma coisa do audiovisual. Nós sempre buscamos a arte para alimentar nossa vida, é óbvio que a arte acaba também imitando a vida porque é a forma que nós temos de nos expressar. E, quando falamos que a arte imita a vida não significa ela em toda sua realidade, para interpretar uma pessoa malvada não preciso ser mal. Existem diferentes maneiras de você filosofar, pensar e refletir sobre isso para que a mensagem chegue para todas as pessoas e para que elas sintam algo próximo da realidade, ativando nossa sensibilidade.” I.F - “Eu não sei dizer se uma imita a outra, na verdade, eu acredito que elas têm existências que passam uma pela outra e de alguma forma, se conectam. Uma dialoga com a outra. Não sei dizer se elas se imitam, acredito que elas se complementam mas ao mesmo tempo têm vida própria. A arte pela arte, a vida pela vida, porém, de certa forma elas caminham juntas.” A Equipe do VOX: Jornal Estudantil deseja um feliz dia Mundia do Teatro para todos os dramatúrgicos do IFMS-CG, e convida você corujinha para acompanhar o grupo teatral do nosso campus.
Ed. 15 Viva o Teatro! As estrelas do IFMS e o Dia — Ed. 15, p. 10
Viva o Teatro! As estrelas do IFMS e o Dia Mundial do Teatro Arte, criatividade e emoções. Mas afinal, o que é o teatro? O teatro é um conceito em que as pessoas encenam situações e contam uma determinada história para um público. As encenações são feitas a partir de um roteiro ou improviso e, apesar de suas diferentes formas de atuação, o teatro tem como importância prestigiar o trabalho dos artistas envolvidos e apresentar uma cultura em que a maior arte é a liberdade de expressão. O nascimento do teatro: De volta a Antiguidade Desde a Antiguidade é sustentada a ideia de que a arte da atuação era algo muito presente na vida de toda a população, principalmente para os chineses, egípcios, indianos e gregos. Porém, somente o teatro grego foi capaz de trazer reconhecimento para a arte. Naquela época, eram comuns apenas dois gêneros: comédia e tragédia e ambos tinham como foco apresentar situações que promovem reflexões. Os romanos foram os responsáveis por espalhar toda essa cultura pela Europa e, com o passar do tempo, novos gêneros surgiram e a arte se espalhou pelo mundo! O Dia Mundial do Teatro foi criado pelo Instituto Mundial do Teatro em 1961, e sua primeira comemoração aconteceu somente em 27 de março de 1962. Essa iniciativa surgiu de uma colaboração entre o instituto e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), com a finalidade de promover o teatro como forma de expressão. Assim, como nos grandes palcos, o IFMS tem suas próprias estrelas e, por isso trouxemos nossos apaixonados pela dramaturgia e teatro para responder algumas perguntas sobre esse dia tão importante para o mundo: VOX - Fale um pouco sobre sua experiência com o teatro e como isso faz parte da sua vida hoje? Wilkler Garcia Magalhães - “Eu faço parte do mundo teatral desde os meus 14 anos de idade e foi na minha escola que tudo começou. Fazia parte de um grupo amador, mas tínhamos a preocupação com a qualidade na produção, maquiagem, figurino e tudo mais, principalmente porque trabalhávamos com teatro infantil. Muitas pessoas pensam que qualquer texto faz a criança rir ou se divertir e não é assim, existe uma grande preocupação na mensagem que você quer passar para as crianças. Quando segui para a licenciatura em matemática, que não tem muito a ver com a área artística, trabalhei com o teatro nas escolas, montava grupos e oferecia cursos. Um dos meus maiores objetivos era que os estudantes pudessem ter acesso ao fazer teatral de acordo com o seu interesse, sem que precisassem pagar por isso, pois era algo que em muitos momentos da minha juventude me impedia de iniciar e eu queria proporcionar isso aos estudantes.” Entrevista com Wilkler Magalhães e Isaias Farias
Ed. 13 Ciência e Poesia na FecINTEC: vivências e experiências de uma cientista — Ed. 13, p. 2
Ciência e Poesia na FecINTEC: vivências e experiências de uma cientista brasileira LITERARTE Na Semana de Ciência e Tecnologia (FecINTEC), tivemos a honra de receber a doutora Maria Augusta Arruda para um bate-papo com café sobre poesia e ciência. Maria Augusta iniciou sua trajetória em uma escola técnica, assim como nós, onde cursou biotecnologia e desde então, a ciência se tornou sua paixão e propósito. Acervo pessoal Segundo ela, seu conhecimento na área não é por ser um gênio, mas sim por ter tido muita experiência no laboratório e a proximidade com um assunto ligado à biologia desde muito nova. E foi isso ajudou a motivá-la, mesmo diante dos desafios enfrentados ao longo da carreira, sendo mulher e preta em um ambiente predominantemente masculino e elitista. Um dos momentos mais marcantes foi o relato de quando, ao participar de uma premiação, foi confundida com uma artista de samba, mesmo estando vestida de modo completamente diferente. Durante a roda, Maria ressaltou a importância da representatividade em todos os meios, que sua presença e a de pessoas iguais a ela, em espaços de prestígio é uma forma de abrir portas para que outras pessoas possam acreditar no próprio potencial. Ela nos lembrou que a ciência não é sobre genialidade, mas sobre dedicação, paixão e oportunidade. Atualmente tem trabalhado no campo da Diplomacia Científica, e no desenvolvimento de novas tecnologias de high-content e high-throuhput screening para Descoberta de Novos Fármacos, em colaboração com a Universidade de Nottingham, Reino Unido, onde atua como Coordenadora-Geral do Programa CAPES-Universidade de Nottingham em Descoberta de Novos Fármacos. Sua visita ao campus foi uma lição de perseverança e amor à ciência. Um encontro valioso que nos mostrou que a ciência é, sim, um lugar para todos e que o futuro está ao alcance de quem acredita e luta por ele. Escaneie o QR-code para ver mais imagens E para quem quiser saber mais sobre nossa querida cientistas e fonte de inspiração para muitos jovem, acessem o Currículo Lattes de Maria Augusta Borges Cursino de Freitas Arruda. Por: Isabela dos Santos Calado, INFO 1211.
Ed. 11 Um Show Revolucionário — Ed. 11, p. 9
Um Show Revolucionário literARTE RevX Revolução musical na Feira Central: Do IFMS para toda Campo Grande, RevX expande os horizontes em uma noite inesquecível AB - “A minha experiência como guitarrista, de estar apresentando na Feira Central, foi realmente muito boa. Eu me impressionei com a animação do público, que sem dúvidas é muito importante em nossas apresentações.” RM - “Foi algo extraordinário, tocamos em um lugar com um público bem maior do que de costume e todos aproveitaram a apresentação, isso me deu muita confiança e não fiquei tão preocupado de errar, foi realmente impressionante e esperamos tocar mais vezes na Feira Central.” VOX - Como vocês vêem a RevX daqui em diante? E quais são os planos para o futuro? MF - “Eu tenho ambição em melhorar minhas habilidades como baterista, a banda vai ser um caminho para conquistar o que eu quero. Claro que vamos ter outras apresentações, a nossa expectativa é que mais pessoas conheçam a banda e que talvez tenhamos nossas próprias músicas.” RM - “Eu vejo a RevX num lugar muito alto, nos vejo no palco, rodando o Brasil ou até mais. Sinto que evoluímos a cada dia e acho que tocar na Feira Central abriu muitas oportunidades para nós.” AB - “Eu vejo a banda evoluindo cada vez mais, tanto nas habilidades individuais quanto em grupo, eu vejo a RevX como um grande projeto.” VOX - Nos contem um spoiler sobre as próximas apresentações, façam um convite para nossas corujinhas! RM - “Esperamos todos lá no Dia das Crianças. Acredito que nosso ciclo no IF está quase se encerrando e que nosso trabalho aqui já foi feito.” MF - “Nós pretendemos tocar em todos os lugares em que formos chamados, pois queremos ver o público animado e escutando nossas músicas. Não iremos mais tocar com frequência aqui no IF. Provavelmente vamos tocar mais na Feira Central e, inclusive, fomos convidados para tocar no Dia das Crianças. Apareçam lá!” AB - “Como o IF foi a principal porta de entrada para a nossa banda, onde nos conhecemos e onde a banda realmente começou, com certeza temos muito prestígio pelo IF. Vamos sim fazer mais apresentações aqui, mas com um novo estilo de música. Particularmente, um dos meus objetivos é desenvolver minhas habilidades musicais e tentar fazer algo diferente com nosso repertório.. Esse também é um bom spoiler, nossas músicas, buscando um estilo diferente.” Eai, corujinha, gostou e quer conhecer mais sobre o RevX? Você pode acompanhar eles pelo instagram e ficar sabendo de todas os shows na hora! banda_revx
Ed. 11 Um Show Revolucionário — Ed. 11, p. 8
Um Show Revolucionário literARTE RevX Revolução musical na Feira Central: Do IFMS para toda Campo Grande, RevX expande os horizontes em uma noite inesquecível Criada em 26 de setembro de 2023, a banda RevX vem trazendo música e diversão para o nosso campus. Em meio a tantas provas e projetos, um pouco de descontração é sempre bem-vindo, não é? No dia 11 de agosto a banda fez uma grande apresentação na Feira Central. Veja a seguir a entrevista que fizemos com os membros, Marcos, Andrew e Ricardo. VOX JORNAL ESTUDANTIL - Como foi a escolha do nome e por que RevX? Tem alguma coisa com ideias revolucionárias? Marcos Feitosa - “Na hora que fomos criar o primeiro nome, decidimos que seria Revolucionários e para facilitar na pronúncia decidimos encurtar o nome, então vieram várias outras opções, até a RevX.” Ricardo Melo - “Nós escolhemos RevX em homenagem ao baterista The Rev, da banda Avenged Sevenfold. Como já tínhamos escolhido Revolucionários como nome, decidimos que seria “Rev”, mas colocamos um X no final para soar mais harmônico.” Andrew Berger - “A maioria das músicas que os estudantes do IF escutam, são músicas regionais. Porém, todos os membros da banda gostam de rock, então resolvemos trazer essa cultura do rock, do heavy metal, da revolução.” VOX - Como vocês se organizam para as apresentações? Como é conciliar a banda com os estudos? RM - “Normalmente, eu me responsabilizo pela organização de nossos eventos. Às vezes eles nem querem tocar, então conversamos e entramos em consenso quanto a isso. Nós ensaiamos dois ou três dias, as vezes nem temos tempo para isso, então simplesmente torcemos para que tudo dê certo." VOX - Como são feitas as escolhas das músicas, por que ROCK e MPB? RM - “Escolhemos as músicas através do gosto pessoal dos membros. Nós procuramos, pesquisamos e decidimos o que queremos tocar. Tocamos muito MPB e rock no começo da banda, mas acredito que a RevX não se baseia somente nisso.” AB - “No futuro, pretendemos mudar um pouco o estilo da banda, as músicas e o repertório. Talvez até produzir nossas próprias músicas, que são de rock.” AB - “Na organização das apresentações, nós ajudamos a montar o equipamento de som, ajustar o timbre da guitarra, baixo e o volume da voz.” MF - “No momento em que descobrimos que iríamos tocar eu fiquei um pouco ansioso. No começo tivemos alguns problemas com o decorrer da organização. Conseguimos tocar e as pessoas gostaram bastante das músicas.” AB - “A minha experiência como guitarrista, de estar apresentando na Feira Central, foi realmente muito boa. Eu me impressionei com a animação do público, que sem dúvidas é muito importante em nossas apresentações.” RM - “Foi algo extraordinário, tocamos em um lugar com um público bem maior do que de costume e todos aproveitaram a apresentação, isso me deu muita confiança e não fiquei tão preocupado de errar, foi realmente impressionante e esperamos tocar mais vezes na Feira Central.” MF - “Nós tentamos nos conscientizar e escolher músicas que no nosso critério são boas para a banda.” VOX - Qual foi a sensação de se apresentar na Feira Central?
Ed. 10 Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu — Ed. 10, p. 2
LITERarte Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como ás vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchara na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos. -Um doce, moça, compre um doce para mim. Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular um lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água. Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balção e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: Um doce para o menino. De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena, humilha nte para mim, terminasse logo. Perguntei-lhe: que doce você… Antes de terminar, o menino disse apontado depressa com o dedo: Aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse. -Que outro doce você quer? Perguntei ao menino escuro. Este, que mexendo as mãos e a boca ainda esperava com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhou-me um instante e disse com delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. E poupava a minha bondade. -Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para a frente. O menino hesitou e disse: Aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levantando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertá-los. Mesmo os doces estavam tão acima do menino escuro. E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeirinha olhava tudo: -Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas que passavam, mas ninguém quis dar. Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento, gratidão, revolta e vergonha. Mas como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de…E para isso fora necessário um menino magro e escuro…E para isso fora necessário que outros não lhe tivessem dado um doce. As caridades odiosas – Clarice Lispector CONDE, B. As caridades odiosas – Clarice Lispector. Disponível em: <https://manifestolit.wordpress.com/2016/07/04/as-caridades-odiosas-clarice-lispector/>.
Ed. 09 Arco Literário e o engajamento na luta contra a censura — Ed. 9, p. 7
LITERarte Arco Literário e o engajamento na luta contra a censura Nos últimos meses, exemplares do livro “O avesso da pele”, de Jeferson Tenório, foram recolhidos nas escolas da rede pública dos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás, por alegações de apresentar linguagem imprópria para menores de dezoito anos. Diante da polêmica, o projeto Arco Literário vem lutando contra o recolhimento do livro. Veja a entrevista que fizemos com o professor Flávio, orientador do projeto. Professor Flávio, explique um pouco para a gente sobre o livro “O avesso da pele”: Qual o enredo e quais os temas tratados no livro ? Flávio: “O avesso da pele é uma obra do Jeferson Tenório, que vem sofrendo alguns cancelamentos. Essa obra conta a história de um cara negro que vai à casa do pai para recolher alguns objetos, porque ele foi assassinado, só que ele não tinha muito contato com esse pai. O livro trata dessa relação pai e filho. O pai sempre muito sério, muito dedicado ao trabalho e existe uma reflexão sobre o silêncio desse pai, porque ele era tão quieto e, nesse enredo, a gente vai descobrindo depois que isso tem a ver com o caminhar dele pela vida. Só que essa história vai, na verdade, misturando as duas histórias, tanto do filho quanto do pai, e a gente não sabe necessariamente se esses episódios aconteceram com o pai ou com o filho, porque parte do princípio de que eles não tinham uma conversa muito aberta e acho que as experiências contadas ali poderiam ter acontecido tanto com um quanto com outro e acaba sendo quase um personagem único. Por meio desses objetos ele vai narrando sua história, que está atrelada ao racismo estrutural presente na sociedade e isso fica claro nas relações que o pai tem com namoradas brancas, ele não percebe muito comportamentos racistas, porque acredito que isso esteja tão arraigado na nossa sociedade que muitas vezes as pessoas não percebem e entendem isso como uma brincadeirinha. Na continuidade da narrativa, o nosso personagem encontra um professor na faculdade de Letras que trabalha a questão do racismo estrutural, e ele começa a perceber que as coisas que vinha sofrendo eram crimes de racismo e começa a se proteger um pouco mais. Acredito que é nessa proteção que ele vai ficando mais sisudo, mais sério, mais carrancudo, porque entende o funcionamento da sociedade. Enquanto o filho está recuperando essa história percebemos em cada um dos episódios como a nossa sociedade é racista e o quanto comentários que parecem inofensivos, na verdade, não são. Assim, vamos descobrindo o que aconteceu com o pai ao longo da narrativa. Por fim, a problemática que foi mencionada pela censura diz respeito a algumas palavras usadas consideradas de baixo calão. No entanto, a literatura é o reflexo da nossa sociedade e os diálogos têm a proposta da verossimilhança. Ao meu ver, acredito que o que mais incomoda mesmo é um homem, negro, periférico contando a sua história.” Como surgiu a ideia do protesto e o que o Arco Literário está fazendo para protestar? Flávio: “O protesto, na verdade, tem que ser contínuo. A luta por espaço na literatura tem que ser contínua! Assim quando eu falo das mulheres, quando eu falo dos negros, quando eu falo dos indígenas, sujeitos LGBTQIAPN+, todas essas pessoas minoritarizadas precisam ser vistas. Essa busca por espaço é constante, porque o poder não está concentrado nas mãos dessas pessoas, está concentrado nas mãos da minoria que detém poder financeiro e enfim… Essa também é uma luta política, é uma luta por espaço e a gente tem que falar disso sempre. Quero destacar algumas das ações do Arco Literário que fizemos como postagens nas mídias sociais, a camiseta e, para a continuidade, vamos fazer uma reedição dessa discussão. Nossa intenção é não deixar que a discussão morra, pois é no protesto que resgatamos a temática, às vezes tão incômoda para alguns.” Qual a relação do projeto Arco Literário com o recolhimento do livro? Explique para a gente como tudo aconteceu. Flávio: “Na verdade nós já recebemos poucos exemplares, pois seguimos orientações diferentes do estado. O que fizemos, na época, foi distribuir para quem participa e conduz as rodas comigo, os meus bolsistas, além disso sorteamos um dos livros para os participantes e a professora Clarissa distribuiu mais alguns na Semana da Consciência Negra, mas nós tivemos acesso a pouquíssimos.” Qual a importância de ler o livro nas escolas públicas e teve ou terá uma roda de leitura sobre livro? Flávio: “A importância desse livro para as escolas públicas é trazer as discussões para a temáticas que dialoguem com as comunidades, que dialoguem com o dia a dia, porque não é só na favela que essas situações acontecem, isso acontece todo dia em todos os lugares e para desenvolver essa empatia, esse sentimento de alteridade, de descobrir o outro pela história, pela literatura. Por isso, reafirmamos sempre que a literatura é agente humanizador, ela nos torna mais humanos, ela é inclusive direito fundamental, como diz Antonio Candido. Portanto, nosso papel na escola é entender e encontrar-se com o diferente, é para entender um pouco de como funciona a vida do outro.” Como os estudantes podem se juntar à causa e como entrar no projeto? Flávio:“O Arco Literário está sempre aberto, nós temos nosso calendário que está no Instagram com todas as obras que vão ser discutidas no decorrer do semestre. E para complementar as informações, é só entrar em contato pelas mídias sociais e respondemos por lá. Temos também um site, produzido em parceria com a professora Lia Nara Balta Quinta, nossa coorientadora, no qual publicamos textos produzidos pelos estudantes sobre as obras abordadas pelo Arco. Temos um grupo que organiza todos os trabalhos nas rodas, além de escrever sobre a temática, abrir as discussões nos debates e provocar mais leituras desse tipo na nossa comunidade.” Professor Flávio, deixamos um espaço para sua fala, um recado, um conselho para os nossos estudantes. Flávio: “Meu conselho para os estudantes é que se envolvam cada vez mais com os projetos. Acredito que o Instituto Federal é diferente das outras escolas por focar em ensino, pesquisa e extensão, o que faz muita diferença na formação. Fico muito feliz quando encontro meus estudantes que já estão na faculdade, alguns no mestrado e até no doutorado, eles sempre comentam o quanto a experiência de passar por projetos de pesquisa, muda a vida, muda a visão de como se vê as disciplinas escolares. Por isso, aproveitem a experiência que o Instituto Federal oportuniza. Nós estamos sempre dispostos a ajudar, com muito carinho e com muito amor pela profissão.” A equipe do VOX: Jornal Estudantil agradece a confiança, a disponibilidade e a atenção do professor Flávio!
Ed. 08 A jornada histórica das damas na — Ed. 8, p. 7
LITERarte A jornada histórica das damas na poesia! Espe “Ser mulher é símbolo de resistência Fazendo nossa história Ele se incomoda Porque temos consciência Porque mesmo sem nos dar espaço A gente entra. Ser mulher é símbolo de resistência Pra seguir sem apoio Tem que ter paciência Tem que manter a potência Tem que fazer a diferença E eu aguento tudo, e tenho persistência Para que futuras possam ter presença.” Camila Rodrigues, 5° semestre de mecânica e bolsista do projeto “Damas Literárias” Você sabia que o feminino da palavra “poeta” é “poetisa”? Assim como essa simples informação, quando falamos de literatura, dificilmente nos lembramos das mulheres que a compõem. As questões históricas de gênero sempre fizeram com que as mulheres permanecem à sombra dos homens, apesar de já estarem produzindo literatura e cultura há muito tempo! Em tempos de repressão, se expressar por meio de versos e pseudônimos era sinônimo de resistência! Por isso, nesse mês de Março – considerado por muitos como “O mês das mulheres” –, a equipe do VOX, que também é composta somente por mulheres, gostaria de apresentar poetisas brasileiras que você deve conhecer! Elas aguentaram, persistiram e ultrapassaram obstáculos impostos para que hoje nós pudéssemos conhecê-las. Para continuar acompanhando e conhecendo histórias escritas por mulheres, indicamos o projeto “Damas Literárias” e sua mensagem de reconhecer a escrita feminina apagada da história! Clique aqui Adélia Prado Maria Carolina de Jesus Rachel de Queiroz Ana Miranda Cecília Meireles Jarid Arraes Hilda Hilst Conceição Evaristo
Ed. 07 Mato-Escritores: Eternizando as vozes dos discentes do IFMS em um jornal campo-grandense e — Ed. 7, p. 15
Mato-Escritores: Eternizando as vozes dos discentes do IFMS em um jornal campo-grandense e nas páginas de um livro: O livro produzido pelo projeto Mato-Escritores do Sul tem como objetivo incentivar a produção textual dos estudantes do nosso IF. Será um compilado de todos os textos publicados no jornal "O Estado" e no instagram do projeto até dezembro deste ano, quando a última publicação acontecer. Os escritores Kauã Silva dos Santos, Rafael Mendes dos Santos e Renato Oliveira Coelho Filho disseram que estão muito ansiosos e felizes com o projeto e a publicação de um livro que vai eternizar as vozes dos estudantes do nosso campus e também do estado! E tem mais! Eles nos contaram que o maior desafio foi estimular os alunos a produzir textos, porém, com ajuda de professores, bolsistas, vídeos e alguns posts no instagram, conseguiram reunir uma boa coletânea de textos. “O livro apresenta os textos de forma organizada por gênero textual. Os organizadores esperam que o livro desperte o interesse dos leitores pela criatividade dos jovens estudantes e planejam realizar melhorias estéticas até o final do projeto em dezembro.” Saiba mais sobre o projeto no instagram: @matoescritoresdosul Internacionalização: Expandindo Horizontes Sem Sair de Casa Corujinha, você já parou para pensar sobre o que significa a internacionalização? Ela vai além das fronteiras geográficas e envolve o intercâmbio de culturas, conhecimento e perspectivas entre nações. Pode parecer muito distante, mas está mais perto do que imaginamos! O que é internacionalização? A internacionalização abrange uma variedade de experiências, como estudar no exterior, mergulhar em diferentes culturas e idiomas, ou participar de programas de intercâmbio. Mas você sabia que também é possível internacionalizar-se sem sair do nosso país? É a chamada "internacionalização em casa" e ela tem um impacto surpreendente. E como funciona? É uma oportunidade de trazer o mundo para o seu cotidiano. Envolve a conexão com pessoas de diversas origens, a busca por novos idiomas e a exploração de outras culturas, tudo sem sair do seu lar. Nas próximas edições, você descobrirá como dar os primeiros passos em direção à internacionalização, seja cruzando fronteiras ou ampliando seus horizontes dentro da sua própria realidade. Seja você um aventureiro global ou um explorador cultural, a internacionalização é uma jornada de crescimento pessoal e profissional. Com isso, é de grande importância divulgar e promover a literatura desenvolvida na nossa instituição. Parabéns aos nossos escritores e ilustradores! Boa leitura, corujinhas! Fique atento ao nosso jornal, pois traremos muitos exemplos de como explorar novos caminhos e ampliar sua visão de mundo!
Ed. 06 Vivendo no ritmo! — Ed. 6, p. 4
Vivendo no ritmo! Por trás do coral IFMS… Qualquer pessoa/estudante pode participar do Coral? “O coral é aberto para toda a comunidade do IFMS, incluindo a comunidade externa!” “O coral IFMS Campo Grande foi fundado em 2012 pelo professor pianista regente, Rodrigo Falson, do campus Campo Grande, com o objetivo de promover o bem-estar físico, mental e social, por meio da educação musical e do canto coletivo. A atividade permite contribuir diretamente para a formação integral dos participantes, estimulando, também, a prática artística musical no âmbito do IFMS.” Foi o que a professora Cinara Ribeiro nos contou sobre a criação do Coral IFMS antes de assumir a coordenação no ano de 2023. Vamos conhecer mais sobre esse projeto tão lindo e que só transborda talentos? Por que participar de um Coral? "São muitos os benefícios de cantar em coral. O coral é uma atividade que contribui para a sociabilidade, permitindo que todos os participantes tenham a sensação de pertencimento e sintam a sua própria importância para o resultado final musical, sendo necessária cada voz para garantir um bom resultado sonoro coletivo. Isso estimula o espírito de equipe! O ditado “quem canta seus males espanta” não existe à toa! Cantar em coral contribui para o bem-estar físico e emocional dos participantes, melhorando sintomas como ansiedade e estresse, pois atua diretamente na produção de cortisol e liberação de endorfina, segundo pesquisas das Universidades de Oxford, Frankfurt e Harvard. Além de todo o benefício de uma vivência artística em grupo, o canto Coral permite o desenvolvimento da sensibilidade musical, o contato com uma diversidade imensa de repertório musical, ampliando as capacidades auditivas e respiratórias e melhorando o controle na produção da voz. Ademais, aprofunda o conhecimento sobre como funciona a prática musical, melhora a percepção rítmica e melódica, entre tantos outros benefícios. Enfim, cantar faz bem e cantar em coral faz um bem coletivo!" Com que frequência acontecem os ensaios, e onde eles acontecem? “Os ensaios acontecem uma vez por semana, atualmente nas segundas-feiras, das 18h às 19h15, na sala A105.” Quantas pessoas participam do projeto atualmente? “Atualmente, no projeto, há em torno de 25 participantes, no entanto, para as apresentações temos agregado os participantes da turma de técnica vocal, do Clube Musical do IFMS, chegando a 40 pessoas.” Estudantes que ainda não têm tanta habilidade vocal, mas se interessam em ter, podem buscar auxílio no Coral? “Quem não tem habilidade vocal, mas tem vontade de aprender a cantar, encontrará no Coral o lugar ideal para evoluir!” E você? Tem vontade de estimular seu talento ou aperfeiçoá-lo? Não hesite em fazer visitas ou até participar do projeto!
Ed. 05 Quais as maiores dificuldades no processo de — Ed. 5, p. 6
Quais as maiores dificuldades no processo de produção? Ray: "A nossa grande dificuldade foi arranjar tempo e o dia para conseguir ir. [...]" Heloísa: "Nós também queríamos ter gravado na escola, mas eles não permitiram." Ana Luiza: "O transporte foi complicado também, pois cada um teve que ir sozinho, não conseguimos ir juntos, então de certa forma ficou bagunçado." Giulia: "Nós tivemos outro problema, que foi a questão das imagens, já que uma hora a câmera descarregou e não conseguimos mais gravar, então tivemos que gravar só o áudio." Os moradores da comunidade assistiram o documentário? E se sim, teve algum retorno? Ana Luíza: "Nós tivemos um retorno recentemente, esse ano mesmo, onde os estudantes da comunidade vieram visitar o nosso campus. Alguns deles nos reconheceram, por terem assistido ao documentário. Eles estavam super felizes e relataram: "Nossa eu quero muito estudar aqui e fazer o que vocês fizeram […]". Acredito que isso é o mais legal porque nós fomos lá, vimos e descobrimos a realidade deles. Nessa troca, conseguimos perceber a nossa realidade no IFMS em um mundo muito próximo de nós, a comunidade Tia Eva! Qual foi o critério que vocês usaram para definir o roteiro? João Padilha: "O roteiro na realidade não foi pré-pensado elaborado, a gente começou a conversar e conforme a conversa andava nos perguntávamos o que vinha à mente, não tinha nada cronometrado ou perguntas específicas. Nós só conversamos e tiramos dúvidas que tínhamos, acho que isso serviu para eles ficarem mais à vontade" Qual impressão que vocês tiveram da comunidade após a visita? Quais aspectos culturais ela deixa para a sociedade? Anna Régis: "Eu saí com a impressão de que eles são uma grande família, sabe? Porque eles são de fato bastante unidos, isso é muito bonito, me emociona bastante [...]" Houve uma citação em uma das falas, que muitos não cultivam a cultura quilombola, isso foi um choque para vocês? Giulia Pereira: "Foi, foi sim, foi um pouco chocante perceber que a cultura deles está sendo reprimida por eles próprios. Um dos nossos entrevistados, um senhor de mais idade, demonstrou estar bastante chateado com isso" Anna Régis: "Mas ao mesmo tempo não é culpa deles sabe [...]" João Padilha: "Acho que conforme as pessoas foram se aproximando mais da comunidade a cultura deles foi sendo deixada um pouco de lado, não por que eles quiseram, mas por influência das pessoas de fora." Equipe produtora do documentário. Equipe produtora do documentário. Confira na foto a interação entre a equipe do documentário e os membros da comunidade.
Ed. 05 É preciso descobrir as origens! — Ed. 5, p. 5
É preciso descobrir as origens! Biografia “Eva Maria de Jesus, nasceu escravizada no interior de Goiás e ganhou um feudo com cerca de 50 anos. No final do século XIX migrou para o sul do país, onde trabalhou como curandeira, cozinheira, lavadeira e parteira. Ela chegou no estado de Mato Grosso por volta de 1905, juntamente com uma comitiva que saía do interior de Goiás em busca de terras vagas.” É assim que se inicia o documentário da comunidade quilombola Tia Eva, produzido pelos estudantes da turma 2411, do curso técnico de mecânica, orientados pelas professoras Cinara Baccili Ribeiro e Simone Maria Leme. Em comemoração ao Dia do Documentário (07/08), a equipe do VOX: Jornal Estudantil, produziu uma entrevista super produtiva, leve e interessante, com alguns dos criadores, sobre a experiência da criação desse projeto. Antes da idealização do projeto, vocês já conheciam a comunidade da tia Eva e sua história? Anna Régis: "Bom, por a Tia Eva fazer parte da história de Campo Grande, normalmente eles passam isso na escola, por mais que não seja algo que nós visitamos e vemos a realidade e a profundidade." Heloisa: "Eu também já sabia que a comunidade existia, como a Régis falou, só que eu nunca tinha estudado a fundo para saber como a comunidade existiu ou quem foi a tia Eva." João Padilha: "Eu não conhecia. Não sabia nem que existia comunidade em Campo Grande." Cinara: "Eu sabia um pouco da história, mas eu nunca tinha ido até o lugar, inclusive eu me perdi no caminho e quando cheguei fiquei surpresa porque nunca imaginei que poderia ser daquele jeito." Quais pontos da comunidade mais chamaram a atenção ou qual estigma foi ressignificado? João Padilha: "Percebi o quão grande é a discriminação e como ela acontece, como aqui temos pessoas que moram em casas de madeira e na frente desta casa tem pessoas que moram em mansões. Isso tudo, no mesmo bairro. Anna Régis: "Eu tive uma impressão distorcida da comunidade antes de conhecê-la, já que quando você pensa em comunidade, você lembra de favela, periferia, mas é localizado na região central da cidade que rodeia um bairro chique. Eu não tinha muita noção o quão perto estava de mim, já que minha avó mora perto da região e é basicamente um bairro normal." Ana Luíza: "Nós pensamos que é muito afastado, mas na verdade eles estão do nosso lado. Quando pensamos em comunidade quilombola, pensamos em algo muito antigo como se eles não tivessem adotado a modernização e por conta dessas ideias acabam se tornando invisíveis." Onde eles ficam, recebem algum auxílio do bairro ou do governo? Anna Régis: "Lá eles contaram que não tem nem saneamento básico. Fizeram o saneamento em volta do bairro mas não na área da comunidade." Ana Luíza: "Eles relataram até as dificuldades financeiras que eles têm, de precisarem se ajudar, fazer vaquinha, para ter o que comer." Como a idealização do projeto começou? Cinara: "Tudo começou com a minha avaliação de artes, em que estávamos trabalhando o conteúdo de arte afro-brasileira e indígena e os estudantes tinham que fazer uma produção artística, e o grupo dos meninos decidiu fazer um documentário." João Padilha: "Quem teve a ideia do documentário foi o Nicolas Vergotti, que me convidou para ajudá-lo e na semana da consciência negra houve uma visita técnica para a comunidade, onde pedi para o Ray conseguir os contatos para que tudo acontecesse." João Padilha: "Inclusive no dia que visitamos, tinha um rapaz que estava noivo e estava fazendo uma vaquinha para se casar e sair da comunidade." Heloísa: "E a última realização deles foi a linha de ônibus para a comunidade." Ray: "Comentamos com a turma e todos toparam! Eu e mais alguns estudantes fomos atrás do contato do presidente do bairro para conseguirmos aprovação das gravações e conhecermos o bairro para descobrirmos os locais para a produção e as pessoas que íamos entrevistar.” Equipe produtora do documentário.
Ed. 04 E nada melhor do que fazer um cineminha em casa, curtindo e descansando ao máximo. — Ed. 4, p. 5
E nada melhor do que fazer um cineminha em casa, curtindo e descansando ao máximo. Com isso, as corujas do VOX separaram as melhores DICAS de filmes para você, estudante! Depois de um longo semestre, com novos aprendizados e aos calouros que já sentiram um pouco do que é ser IFMS, as tão esperadas férias bateram na porta! Entretenimento para suas férias! Título: A Extinção das Abelhas A Extinção das Abelhas é o segundo romance da escritora gaúcha Natália Borges Polesso, ganhadora do Prêmio Jabuti com a coletânea de contos Amora, de 2015. A narrativa distópica (mas nem tanto) apresenta ao leitor um futuro não muito distante – antes de 2030. O mundo entra em colapso depois de avisos significativos. Entre eles, o fim das abelhas. A protagonista Regina é abandonada pela mãe quando criança e depois da morte do pai passa a fazer parte do núcleo familiar da melhor amiga e suas mães. Acompanhamos, no desenvolvimento do enredo, a escassez de remédios e alimentos, a solidão das personagens, a busca frustrada por conexões com outras pessoas e o desespero de encontrar alguma coisa que tenha sobrado após a devastação do mundo tal qual conhecemos. É uma obra que nos faz pensar na importância do meio ambiente e nos assustadores rumos que a humanidade pode tomar quando ignora o apelo da natureza. Recomendações do Entreleituras: Arco-literário Título: A palavra que resta A palavra que resta, romance de estreia do autor cearense Stênio Gardel, apesar das poucas páginas é tão profundo quanto apaixonante e reflexivo. Raimundo, ex-trabalhador da roça e “chapa” ou auxiliar de caminhoneiro, privado de ir à escola na infância, agora aos 71 anos decide aprender a ler e escrever motivado principalmente pela carta de Cícero, seu amor adolescente cujas lembranças o acompanham pela vida inteira. Pouco mais de 50 anos atrás, ao serem flagrados juntos, apaixonados no dia-a-dia do manejo rural, as duas famílias os separaram: Cícero desaparece deixando apenas uma mensagem escrita, carta muda ao seu companheiro analfabeto. Raimundo é expulso de casa pela mãe. Com uma escrita criativa e muito envolvente, Stênio Gardel constrói espaços, personagens, e passados que se conectam e contam juntos as realidades que não somos acostumados a encontrar nos livros mais convencionais. O filme sobre As vantagens de ser invisível de 2012, apresenta as dores da adolescência, mas coloca em destaque as alegrias e as amizades. Para os românticos que também gostam de dar risada, temos uma comédia romântica de 1999 que ainda hoje é a queridinha dos adolescentes. Assim indicamos 10 coisas que eu odeio em você. O termo latino para esse sentimento é carpe diem, quem sabe o que é? Para descobrir assista o filme Sociedade dos Poetas Mortos de 1989. Chega de drama, romance e blá-blá-blá. Agora é papo de adulto, aqueles que gostam de sentir o peito palpitar vão amar Em ritmo de fuga. Para se aventurar e por um momento sair da realidade, o filme Interestelar, de ficção científica. O romance Como eu era antes de você, nos faz voar e rapidamente corta nossas asas. Não podíamos deixar de lado o filme Escritores da Liberdade que faz você refletir por muito tempo, se apegar aos personagens como se fossem seus amigos e se emocionar a cada detalhe. Tire uma foto assistindo e marque o @vox_jornalestudantil
Ed. 03 Jun Sung Jang, da turma 2212, do curso Técnico Integrado em Informática, costuma escrever poemas — Ed. 3, p. 5
Jun Sung Jang, da turma 2212, do curso Técnico Integrado em Informática, costuma escrever poemas sobre situações cotidianas. Sabendo disso, a nossa corujinha fez questão de pedir um poema que representasse o amor de mãe. Carla Gabriely Barbosa de Souza, da turma 2411, do curso Técnico Integrado em Mecânica, é conhecida por seus desenhos incríveis, com personalidade, emoção e capricho. Confira a homenagem para o Dia das Mães que ela retratou: “Amor de mãe é a mais elevada forma de altruísmo" - Machado de Assis Uma mãe cheia de razões. Uma mãe cheia de amor e emoções. Nunca duvide de sua mãe, Se diz que virá chuva, esqueça o fut. Ela nunca será contra você Apenas uma mãe que quer te proteger. Pequenas cartas, flores e perfumes Não importava o preço, barato ou caro O que vier do filho será sempre valorizado Nossa como o tempo passou E o amor por ela só aumentou Momentos que não voltam mais E a sua comida é a única que me satisfaz Mães merecem um bom filho Por isso dou o meu melhor sou muito agradecido Agradeço por ser minha mãezinha Linda, guerreira e sempre fofinha Te amarei para sempre como um crente Assim como me amou, ama e amará eternamente. Mãe, Maravilhosa, Anjo e Eterna em nossos corações. Amor de Mãe representado através da arte!
Ed. 02 JOVENS ARTISTAS — Ed. 2, p. 4
JOVENS ARTISTAS ”[...] Pra ter o corpo quente eu congelei meu coração, pra esconder a tristeza, maquiagem à prova d'água. Hoje você me vê assim e troca de calçada, só que amar dói muito mais do que o nojo na sua cara.” Esses versos compõem o refrão da canção “Troca de calçada”, lançada em 2021 pela cantora e compositora Marília Dias Mendonça (1995-2021), cujo tema principal é a prostituição feminina. José Martiniano de Alencar (1829-1877), escritor brasileiro, fundador do movimento romântico nacional, retratou em suas obras os reflexos da sociedade em que viveu, ousando com frequência ao discorrer sobre temas considerados impróprios para a sua época. Podemos tomar o romance urbano "Lucíola", a princípio publicado em folhetim, como uma de suas obras mais escandalosas – ao menos para os padrões do seu tempo. Nela, somos transportados para o Rio de Janeiro de 1855 e acompanhamos, por meio de relatos do narrador, a história de uma cortesã de luxo (eufemismo para “prostituta da corte”), Lúcia. A heroína do romance é descrita por Alencar como: profunda, misteriosa e complexa psicologicamente. Ela é, na verdade, uma personagem interpretada pela jovem Maria da Glória, seu nome verdadeiro, que, após vender sua virgindade para salvar a família doente da morte, é expulsa de casa. Ou seja, para ter o corpo quente, congela seu coração, e segue a vida de cortesã até pouco antes do seu falecimento, quando se arrepende do passado e “lava-se da sujeira da prostituição”, em busca do perdão de Deus. De volta aos tempos atuais, observamos uma expressão contemporânea da mesma temática: a menina que, por necessidade, se inicia na prostituição. Dessa vez, em forma de música, na composição “Troca de calçada”, que a eterna rainha da “sofrência” utiliza como meio para transformar histórias ocultas (mas encontradas em cada esquina) da sociedade em produção artística, a exemplo do que fez José de Alencar em sua época. “Trata-se de uma tela pintada à tinta a óleo. Para mim, essa tela traz uma paz imensa. Fiz questão de ter como elementos dessa tela várias ondas que mostram o quão grande é esse sentimento se você parar para olhar. Já a altitude das montanhas quando vistas mostram a vida que pode crescer ali, do mesmo jeito que tiram o fôlego na realidade." Nesta coluna você poderá prestigiar o talento dos nossos estudantes e sua inspiração para a arte. Provavelmente, você viu nas redes sociais a divulgação de um formulário de seleção para o literARTE, não é? Pois então, nos dias 06 à 10 de abril foi o período de inscrição para enviar sua arte, que passou por uma seletiva com a avaliação dos membros do Núcleo de Animação e Roteiro (NuAR). Após uma longa e difícil seleção, o VOX apresenta a obra de: Danillo: 1º Semestre de Info Desenho feito pelo estudante Danillo. Arquivo VOX. Não apareceu agora? Fique atento no Instagram @vox_jornalestudantil, e não perca nenhuma informação! Será que vem uma nova seleção? O projeto Mato Escritores tem como objetivo estimular e divulgar a produção textual dos estudantes do campus Campo Grande por meio da publicação de seus textos no jornal campo-grandense O Estado MS. A orientadora deste projeto é a professora Andréia Dias de Souza da área de letras/português-inglês e é a responsável, junto com uma equipe de professores colaboradores, pela seleção dos textos e o envio ao jornal O Estado para a divulgação. Nesta edição, apresentamos Nicolas dos Santos Sá, estudante do 5º semestre do Curso Técnico Integrado em Informática do IFMS (campus Campo Grande). Ele adora estudar ouvindo músicas, principalmente as da cantora Marília Mendonça. Para as corujas mais românticas, aqui vai nossa dica de leitura! Dos bailes da corte às calçadas: vozes femininas por José de Alencar e Marília Mendonça o projeto Mato Escritores do Sul. Acesse o texto completo pelo QR CODE: